Gol de Jardel com passe de Renato no Grêmio completa 25 anos: "Era só cruzar que eu fazia"

Em 1995, o Tricolor de Felipão batia o Flamengo de Romário por 2 a 0 na Copa dos Campeões Mundiais


Fonte: Globoesporte.com

Foto: Cacalos Garrastazu / Agencia RBS
No dia 4 de julho de 1995, o Grêmio entrou em campo para enfrentar o Flamengo de Romário com Renato Gaúcho, Paulo Nunes e Jardel no ataque.



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A vitória gaúcha por 2 a 0, válida pela Copa do Campeões Mundiais de 1995, completa 25 anos neste sábado. E com um fato que permeia os sonhos dos tricolores. Jardel marcou os dois gols da partida, um deles de cabeça, com cruzamento de Renato.

A junção de ídolos gremistas de gerações distintas só ocorreu porque Portaluppi era um convidado. Na época jogador do Fluminense, integrou o time comandado por Luiz Felipe Scolari por ostentar o título mundial pelo Grêmio, em 1983.

Dez dias após o gol de barriga no Fla-Flu da final do Carioca de 95, Renato superou a ressaca da comemoração e foi a Brasília para entrar em campo por 35 minutos. Tempo suficiente para protagonizar um lance histórico.

Aos 26, Paulo Nunes acionou Renato na ponta direita. Ele disparou até a linha de fundo e cruzou para Jardel completar de cabeça. Sete minutos depois, o centroavante tenta cruzar de canhota, a bola toma o caminho da meta e vira um golaço de cobertura: Grêmio 2 a 0.

O time era tão bom que o gol saiu natural, nada de jogada ensaiada. Era só cruzar que eu fazia! Foi um inesquecível, um sonho realizado do torcedor gremista e do Jardel. O Felipão só tinha que dar parabéns para aquele time. Foi o melhor ataque que joguei no Brasil: Paulo Nunes, Jardel e Renato — relembra Jardel ao GloboEsporte.com.

Comandante da era mais vitoriosa do Tricolor, Felipão se firmou como um dos ídolos do Grêmio justamente pelos títulos da década de 90, entre eles justamente a Libertadores de 95. O técnico, como todo torcedor, também fez o exercício de imaginar Renato como seu jogador à época.

"Acredito que, se tivéssemos o Renato ainda naquele time maravilhoso, seríamos muito mais do que conseguimos atingir e fomos. Foi uma felicidade dirigir o Renato em um jogo apenas pelo Grêmio e que conseguimos vencer o Flamengo" (Felipão)

O que eu lembro é que (o torneio) era entre quatro campeões mundiais. E que o Renato poderia jogar pelo Grêmio. Ficamos muito contentes porque é um dos nossos ídolos, jogaria com outros ídolos como Paulo Nunes e Jardel. Foi um entrosamento perfeito entre grandes jogadores — recorda Felipão, também em contato com o GloboEsporte.com.

Em algumas fichas desta partida, inclusive Mazaropi, goleiro campeão com Renato em 1983, aparece como treinador. Ele também era convidado a participar, mas confirma que Felipão foi quem comandou a equipe na capital federal.

• Grêmio (2): Murilo; Marco Antônio, Luciano, Adilson e Roger; Dinho, Luís Carlos Goiano e Carlos Miguel; Renato Portaluppi (Arílson), Paulo Nunes e Jardel. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

• Flamengo (0): Roger, Gustavo (Fábio Baiano), Jorge Luís, Gelson e Branco; Charles, Fabiano (Leonardo Inácio) e Marquinhos; Rodrigo Mendes, Mazinho e Romário.Técnico: Vanderlei Luxemburgo.



Na época, a personalidade de Renato extrapolou as regras de Felipão, até porque o clima já era mais descontraído. Portaluppi chegou atrasado na preleção e com o bom humor afiado na ponta da língua, turbinado pelo gol de barriga decisivo no Campeonato Carioca.


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