Contratado para ser a referência do ataque, Braian não marcou nos útlimos oito jogos
Foto: Lucas Uebel / Grêmio,Divulgação
A ordem é simplificar na frente do goleiro. Felipão detesta firulas na hora do chute. Quer ver a bola entrar e o Grêmio em vantagem. Se a estatística registra uma invencibilidade de 14 partidas, sendo 10 vitórias e quatro empates, o número de gols poderia ser maior, não fosse o desperdício de oportunidades.
Por isso, o desabafo do treinador depois dos 2 a 0 de quarta-feira, contra o Campinense:
— Gol pode ser feito de canela, de bico, de qualquer jeito.
Falou em gol feio, lembrou Dadá Maravilha, lendário centroavante da década de 70, tricampeão mundial no México. Consultado por Zero Hora, na última quinta-feira, Dario disse estar certo de que Felipão pensou nele ao fazer a declaração.
Campeão da Copa do Brasil de 1994 pelo Grêmio, Nildo, hoje auxiliar técnico, recomenda treinamento específico como solução para atacante ineficiente. Baltazar, que calou o Morumbi no gol do título de 1981, concorda com o técnico do Grêmio e diz que simplificar é a saída.

Foto:BD ZH
Baltazar, autor do gol do título do Brasileirão de 1981
"Para fazer gols, não tem que enfeitar muito. É preciso fazer as coisas do modo mais simples possível. Às vezes, o atacante trabalha muito a bola, dá um drible a mais. Quanto mais chutar, melhor".
"É preciso muito treino. Sobretudo, de fundamentos. Concluir com a perna esquerda, direita, cabeceio. A repetição é importante. Assim, o atacante vai ganhando mais confiança para fazer o melhor nos jogos".

Foto: José Doval/Agência RBS
Nildo, autor do gol do título da Copa do Brasil de 1994
"É preciso muita repetição durante os treinamentos. Hoje em dia, os jogadores estão pouco repetitivos na função que exercem. Após os treinos, tem que pedir para o lateral reserva, o garoto do júnior ou auxiliar técnico ficar fazendo cruzamentos. É uma forma de adquirir confiança".
"Algo que falta aos atacantes de hoje é a técnica do cabeceio. Isso também se adquire nos treinos. O Fred faz isso com maestria. Damião, um pouquinho. Tem que ter um pouco de qualidade, treinamento e confiança".
"O atacante erra um gol ou dois, a torcida vaia e ele começa ir para os lados do campo, transferindo a responsabilidade de fazer o gol".

Foto:BD ZH
Dario, centroavante que marcou 10 gols em uma só partida, pelo Sport, em 1976, contra o Santo Amaro
"Felipão não falou meu nome, mas todos sabem que ele se referia ao Rei Dadá. Eu era o rei dos gols feios, o rei dos gols de canela, mas também era o rei da área".
"Quando o atacante não se preocupa em embelezar o pavão, tem decisão espontânea. Atacante que demora dá tempo ao goleiro".
"O goleiro é sempre um homem nervoso. Se ele falha, não tem salvação. O atacante tem que ser calmo. Na briga do nervoso e do calmo, o calmo sempre leva vantagem".
"Gol só é feio na estética. Na estatística, é lindo".
"Eu era grosso, dava de canela, chamava a bola de vossa excelência, maltratava. Mas ela me entendia. Bola gosta de rede. E eu a mandava pra lá".
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Foto: Lucas Uebel / Grêmio,Divulgação
A ordem é simplificar na frente do goleiro. Felipão detesta firulas na hora do chute. Quer ver a bola entrar e o Grêmio em vantagem. Se a estatística registra uma invencibilidade de 14 partidas, sendo 10 vitórias e quatro empates, o número de gols poderia ser maior, não fosse o desperdício de oportunidades.
Por isso, o desabafo do treinador depois dos 2 a 0 de quarta-feira, contra o Campinense:
— Gol pode ser feito de canela, de bico, de qualquer jeito.
Falou em gol feio, lembrou Dadá Maravilha, lendário centroavante da década de 70, tricampeão mundial no México. Consultado por Zero Hora, na última quinta-feira, Dario disse estar certo de que Felipão pensou nele ao fazer a declaração.
Campeão da Copa do Brasil de 1994 pelo Grêmio, Nildo, hoje auxiliar técnico, recomenda treinamento específico como solução para atacante ineficiente. Baltazar, que calou o Morumbi no gol do título de 1981, concorda com o técnico do Grêmio e diz que simplificar é a saída.

Foto:BD ZH
Baltazar, autor do gol do título do Brasileirão de 1981
"Para fazer gols, não tem que enfeitar muito. É preciso fazer as coisas do modo mais simples possível. Às vezes, o atacante trabalha muito a bola, dá um drible a mais. Quanto mais chutar, melhor".
"É preciso muito treino. Sobretudo, de fundamentos. Concluir com a perna esquerda, direita, cabeceio. A repetição é importante. Assim, o atacante vai ganhando mais confiança para fazer o melhor nos jogos".

Foto: José Doval/Agência RBS
Nildo, autor do gol do título da Copa do Brasil de 1994
"É preciso muita repetição durante os treinamentos. Hoje em dia, os jogadores estão pouco repetitivos na função que exercem. Após os treinos, tem que pedir para o lateral reserva, o garoto do júnior ou auxiliar técnico ficar fazendo cruzamentos. É uma forma de adquirir confiança".
"Algo que falta aos atacantes de hoje é a técnica do cabeceio. Isso também se adquire nos treinos. O Fred faz isso com maestria. Damião, um pouquinho. Tem que ter um pouco de qualidade, treinamento e confiança".
"O atacante erra um gol ou dois, a torcida vaia e ele começa ir para os lados do campo, transferindo a responsabilidade de fazer o gol".

Foto:BD ZH
Dario, centroavante que marcou 10 gols em uma só partida, pelo Sport, em 1976, contra o Santo Amaro
"Felipão não falou meu nome, mas todos sabem que ele se referia ao Rei Dadá. Eu era o rei dos gols feios, o rei dos gols de canela, mas também era o rei da área".
"Quando o atacante não se preocupa em embelezar o pavão, tem decisão espontânea. Atacante que demora dá tempo ao goleiro".
"O goleiro é sempre um homem nervoso. Se ele falha, não tem salvação. O atacante tem que ser calmo. Na briga do nervoso e do calmo, o calmo sempre leva vantagem".
"Gol só é feio na estética. Na estatística, é lindo".
"Eu era grosso, dava de canela, chamava a bola de vossa excelência, maltratava. Mas ela me entendia. Bola gosta de rede. E eu a mandava pra lá".
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