Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS
Convicção de Luiz Felipe Scolari, o esquema com três volantes perde força diante da necessidade de três pontos contra o Vitória, sábado, na Arena. Forçado a ganhar o jogo e melhorar o saldo de gols, o técnico pode montar um time com características mais ofensivas.
A pedido de Zero Hora, três treinadores gaúchos analisaram a conveniência de uma proposta de jogo mais ofensiva. Valdir Espinosa, Cláudio Duarte e Paulo César Carpegiani consideram a decisão de Felipão adequada, mas também apontaram alguns riscos.
— No futebol, a palavra-chave é coragem — entende Espinosa, o treinador que montou, em 1983, o Grêmio campeão da Libertadores e mundial.
Atual diretor-técnico do Esportivo, ele diz preferir equipes que se imponham pela qualidade. Observa que se o futebol brasileiro dispusesse de volantes como o alemão Schweinsteiger, capazes de defender e armar, se justificaria usar três na mesma equipe.
Campeão da Copa do Brasil de 1989 pelo Grêmio, Cláudio Duarte respeita a proposta mais defensiva feita por Felipão na maior parte dos jogos. Entende que a opção por três volantes decorre das carências defensivas da equipe.
— Futebol é jogo de erros. Às vezes, quem se coloca muito no ataque perde o meio. Fica sem poder ofensivo e sem organização defensiva — diz.
Claudio reforça sua tese ao lembrar que o Vitória, uma equipe veloz, costuma ser mais perigoso fora de casa do que no Barradão. Uma boa opção, opina, seria improvisar um armador como volante, algo que Abel costuma fazer com Alex no Inter. Nesse caso, o time contaria com uma saída mais qualificada, sem perder capacidade de marcação.
Para Carpegiani, o bom funcionamento de qualquer esquema depende da aplicação dos jogadores. E esse, em sua avaliação, é o mais grave problema do futebol brasileiro.
— Nossos jogadores são desleixados na parte tática. Não cumprem função. Obrigam os técnicos a ficarem gritando à beira do gramado para que executem o combinado no vestiário. É por isso que os técnicos estrangeiros não gostam de trabalhar com jogadores brasileiros — destaca.
Amigo de Felipão, Carpegiani não considera ético analisar o trabalho do técnico do Grêmio. Garante que ele saberá escolher o melhor a partir das peças com que conta.
O time do treinamento
Marcelo Grohe; Matías Rodríguez, Geromel, Bressan e Pará; Ramiro, Fellipe Bastos, Luan, Fernandinho e Dudu; Barcos.
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Atual diretor-técnico do Esportivo, ele diz preferir equipes que se imponham pela qualidade. Observa que se o futebol brasileiro dispusesse de volantes como o alemão Schweinsteiger, capazes de defender e armar, se justificaria usar três na mesma equipe.
Campeão da Copa do Brasil de 1989 pelo Grêmio, Cláudio Duarte respeita a proposta mais defensiva feita por Felipão na maior parte dos jogos. Entende que a opção por três volantes decorre das carências defensivas da equipe.
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Claudio reforça sua tese ao lembrar que o Vitória, uma equipe veloz, costuma ser mais perigoso fora de casa do que no Barradão. Uma boa opção, opina, seria improvisar um armador como volante, algo que Abel costuma fazer com Alex no Inter. Nesse caso, o time contaria com uma saída mais qualificada, sem perder capacidade de marcação.
Para Carpegiani, o bom funcionamento de qualquer esquema depende da aplicação dos jogadores. E esse, em sua avaliação, é o mais grave problema do futebol brasileiro.
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Amigo de Felipão, Carpegiani não considera ético analisar o trabalho do técnico do Grêmio. Garante que ele saberá escolher o melhor a partir das peças com que conta.
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