Patrícia Moreira mantém rotina de reclusão no RS (Foto: Reprodução/TV Globo)
Dois meses após a eclosão do “caso Aranha”, a torcedora identificada gritando “macaco” contra o goleiro do Santos na Arena do Grêmio mantém uma rotina de privações. Patrícia Moreira, 22 anos, ainda não conseguiu se estabelecer em residência fixa e se concentra na expectativa de não ser denunciada pelo crime de injúria racial.
Patrícia foi indiciada com mais três torcedores pela polícia gaúcha há mais de um mês, mas ainda não se tornou ré no processo judicial. Para haver prosseguimento no caso, Aranha precisa fazer uma representação formal contra os quatro indiciados.
O advogado da jovem, Alexandre Rossato, acredita que só a partir do encerramento desse capítulo ela poderá começar a ter uma vida normal. Caso Aranha não faça a representação, processo prescreve seis meses após a data em que ocorrera, ou seja, 28 de agosto.
- Já que o Aranha fez todo esse barulho e estava exigindo punição, havia a expectativa da representação, teria que fazer isso. De certa forma, fica por parte da Patrícia a ansiedade se responderá por um crime. A expectativa é de que ele não preste. Ela espera que esses meses passem voando - conta Rossato, ao GloboEsporte.com.
Enquanto isso, Patrícia segue desempregada e se reveza como hóspede nas casas de seus três irmãos, que moram em regiões distintas da Região Metropolitana de Porto Alegre. A casa em que residia na zona norte foi alugada por um ano, e o dinheiro a ajuda nas despesas. Uma rotina certa é o tratamento psiquiátrico a que é submetida.
De acordo com o advogado, Patrícia até chegou a sair para tomar chimarrão num parque da capital gaúcha. No entanto, foi abordada por curiosos, o que a fez voltar a ter receio de sair de casa.
- Ela segue bastante abalada, sem conseguir sair para a rua. Agora, ela só quer que volte a cair no anonimato - define.
Casa de Patrícia Moreira é incendiada (Foto: Fábio Almeida/RBS TV)
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Patrícia foi indiciada com mais três torcedores pela polícia gaúcha há mais de um mês, mas ainda não se tornou ré no processo judicial. Para haver prosseguimento no caso, Aranha precisa fazer uma representação formal contra os quatro indiciados.
O advogado da jovem, Alexandre Rossato, acredita que só a partir do encerramento desse capítulo ela poderá começar a ter uma vida normal. Caso Aranha não faça a representação, processo prescreve seis meses após a data em que ocorrera, ou seja, 28 de agosto.
- Já que o Aranha fez todo esse barulho e estava exigindo punição, havia a expectativa da representação, teria que fazer isso. De certa forma, fica por parte da Patrícia a ansiedade se responderá por um crime. A expectativa é de que ele não preste. Ela espera que esses meses passem voando - conta Rossato, ao GloboEsporte.com.
Enquanto isso, Patrícia segue desempregada e se reveza como hóspede nas casas de seus três irmãos, que moram em regiões distintas da Região Metropolitana de Porto Alegre. A casa em que residia na zona norte foi alugada por um ano, e o dinheiro a ajuda nas despesas. Uma rotina certa é o tratamento psiquiátrico a que é submetida.
De acordo com o advogado, Patrícia até chegou a sair para tomar chimarrão num parque da capital gaúcha. No entanto, foi abordada por curiosos, o que a fez voltar a ter receio de sair de casa.
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