"Acho que o Aranha fez o que devia ser feito. Ele teve muita coragem", afirmou Tinga
A torcedora do Grêmio Patricia Moreira não compareceu ao Festival Nacional sem Preconceito, realizado neste sábado, as 20h, no Shopping Uai, em Belo Horizonte. A gaúcha, que ganhou visibilidade depois de xingar de macaco o goleiro do Santos, Aranha, durante partida pela Copa do Brasil, era esperada para o painel Conquistando o Inimigo, uma das atraçõoes do festival. Ela mandou um e-mail à organização relatando um compromisso com os advogados que defendem seu caso. A leitura do e-mail pela apresentadora, contudo, não provocou qualquer reação da plateia.
O volante do Cruzeiro Tinga, que também foi vítima de racismo durante uma partida da Libertadores, fez parte da mesa juntamente com o mestre em Ciência Política e professor da UFMG, Dalmir Francisco, especialista em estudos sobre racismo, o ex-jogador Dadá Maravilha e representantes da Central Única das Favelas, da qual Patricia agora faz parte. Com a punição imposta dela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que tirou o Grêmio do campeonato, Patrícia teve a casa apedrejada e sofreu ameaças de morte.
Tinga defendeu o fim do revanchismo em casos de racismo e também a conscientização. Segundo o atleta, cada vitima age de uma forma. "Eu não achei pertinente ir a uma delegacia. Mas eu acho que o Aranha fez o que devia ser feito. Ele teve muita coragem. Eu concordo com a postura dele, mas o torcedor não entendeu". Tinga ainda lamentou o fato da torcida do Grêmio ter tido a oportunidade de agir diferente, quando os times se enfrentaram pelo Campeonato Brasileiro, na semana passada, e ter feito ainda pior.
"Se eles dizem que os xingamentos foram coisa de meia dúzia, não gritaram macaco dessa vez, mas gritaram coisa pior. O Grêmio poderia, por exemplo, entrar com uma criança branca e uma negra para entregar uma flor ao atleta". No jogo entre Atlético e Santos, a torcida do Galo mostrou seu apoio ao goleiro Aranha, que defendeu o alvinegro e foi o goleiro do titulo de Campeão Mineiro de 2010.
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O volante do Cruzeiro Tinga, que também foi vítima de racismo durante uma partida da Libertadores, fez parte da mesa juntamente com o mestre em Ciência Política e professor da UFMG, Dalmir Francisco, especialista em estudos sobre racismo, o ex-jogador Dadá Maravilha e representantes da Central Única das Favelas, da qual Patricia agora faz parte. Com a punição imposta dela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que tirou o Grêmio do campeonato, Patrícia teve a casa apedrejada e sofreu ameaças de morte.
Tinga defendeu o fim do revanchismo em casos de racismo e também a conscientização. Segundo o atleta, cada vitima age de uma forma. "Eu não achei pertinente ir a uma delegacia. Mas eu acho que o Aranha fez o que devia ser feito. Ele teve muita coragem. Eu concordo com a postura dele, mas o torcedor não entendeu". Tinga ainda lamentou o fato da torcida do Grêmio ter tido a oportunidade de agir diferente, quando os times se enfrentaram pelo Campeonato Brasileiro, na semana passada, e ter feito ainda pior.
"Se eles dizem que os xingamentos foram coisa de meia dúzia, não gritaram macaco dessa vez, mas gritaram coisa pior. O Grêmio poderia, por exemplo, entrar com uma criança branca e uma negra para entregar uma flor ao atleta". No jogo entre Atlético e Santos, a torcida do Galo mostrou seu apoio ao goleiro Aranha, que defendeu o alvinegro e foi o goleiro do titulo de Campeão Mineiro de 2010.
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