Hélio Dourado (D) recebe cumprimentos após cantar o hino em evento na terça-feira (Foto: Lucas Rizzatti)
Maior opositor da construção da Arena, o ex-presidente do Grêmio Hélio Dourado começou a repensar a sua intenção de jamais pisar no estádio construído em 2012. Aos 84 anos, Dourado afirmou que apenas espera o desfecho das negociações para a aquisição da Arena. Após a conclusão positiva para o clube, quer conhecer o local. Com direito à volta olímpica.
- Primeiro, temos que esperar a Arena ser realmente do Grêmio - sorri Dourado, em conversa com o GloboEsporte.com. - Quando isso se encerrar, quero entrar lá, quem sabe no ano que vem, e até dar volta olímpica.
Agraciado recentemente com o título de patrono do Grêmio, o ex-presidente esteve presente no evento que marcou o lançamento da campanha presidencial de Romildo Bolzan Júnior, que terá Fábio Koff como vice-presidente de futebol. Como de costume, era um dos mais empolgados e, ao fim do encontro, puxou o hino do clube, cantado fervorosamente pelos demais conselheiros e apoiadores da chapa presentes.
Dourado começou a sua vida na política do Grêmio em 1966, como conselheiro. Em 1969, o cirurgião entrou de cabeça nos assuntos do clube ao fazer parte da direção, a convite do então presidente Flávio Obino. Quando assumiu a presidência, em 1976, cumpriu o projeto inicial do Olímpico, elaborado por Plinio Almeida, de fechar todo o estádio. Comprometeu-se a construir 13 módulos, na base de doações de gremistas de todo o Brasil. Com o segundo anel completo em 1980, o palco ganhou o nome de Olímpico Monumental.
Muito por sua ligação com o palco que hoje recebe apenas treinos e está à espera da implosão, Dourado sempre se colocou contra a construção da Arena. Segundo ele, seria possível reformar o Olímpico com verba própria. Dourado temia que o Grêmio deixasse de ter autonomia sobre a sua própria casa. O que, na avaliação da atual gestão, realmente ocorrera. Insatisfeita com a pareceria com a construtora OAS, costurada pelo ex-presidente Paulo Odone, Fábio Koff passou a renegociar o contrato. Agora, trabalha para adquirir a gestão total do estádio, para, assim, ter lucro total sobre as receitas, incluindo as bilheterias.
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Dourado começou a sua vida na política do Grêmio em 1966, como conselheiro. Em 1969, o cirurgião entrou de cabeça nos assuntos do clube ao fazer parte da direção, a convite do então presidente Flávio Obino. Quando assumiu a presidência, em 1976, cumpriu o projeto inicial do Olímpico, elaborado por Plinio Almeida, de fechar todo o estádio. Comprometeu-se a construir 13 módulos, na base de doações de gremistas de todo o Brasil. Com o segundo anel completo em 1980, o palco ganhou o nome de Olímpico Monumental.
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