Enderson Moreira técnico jogo Grêmio x Coritiba (Foto: Lucas Uebel / Site Oficial do Grêmio)
A distância entre Enderson Moreira e a Arena durou apenas 53 dias. O treinador retorna ao estádio pela primeira vez desde a demissão do Grêmio, em 27 de julho, após a derrota por 3 a 2 para o Coritiba, pela 12ª rodada do Brasileirão. Desta vez, como rival. Estará ao lado de Felipão na beira do campo, em frente ao banco de reservas dos visitantes, no comando do Santos, adversário do Tricolor às 20h30 desta quinta-feira. Encontrará os mesmos jogadores que costumava orientar há pouco menos de dois meses. Mas terá pela frente uma equipe cunhada pelas diferenças.
A começar pelos números. Enderson deixou o Grêmio em meio a uma crise para reencontrá-lo em sequência de resultados positivos. O Tricolor deu um salto na tabela com Felipão. Ganhou cinco posições - deixou a 11ª para ocupar a sexta - e entrou de vez na briga por uma vaga no G-4, com um aproveitamento de 66%. Foram 16 pontos em oito rodadas. Apenas três a menos do que a equipe comandada pelo antigo treinador obteve em 12 partidas, quando alcançou 52% da pontuação que disputou.
As mudanças também se retratam nas escalações. Logo em sua estreia, no clássico Gre-Nal, Scolari alterou seis peças em relação à equipe escalada pelo interino André Jardine na partida anterior, contra o Vitória. Nunca mais a repetiu. Irá para a 10ª formação em 10 jogos diante do Santos.

O treinador deu espaço a novos jogadores e reduziu oportunidades de figuras constantes nas equipes de Enderson, como Rodriguinho, Edinho, Breno, Riveros, Alan Ruiz e Maxi Rodríguez, que chegou a ser emprestado ao Vasco. Fernandinho, que estreou com o antigo treinador, não voltou a ser titular e permaneceu no banco em quatro partidas.
Mas Felipão também encontrou seus homens de confiança, como Fellipe Bastos, incontestável como volante. Outros também surgiram como opções frequentes: Matheus Biteco, Matías Rodríguez, Pedro Geromel e Walace.
Porém, nem tudo são distinções entre os dois treinadores. Tanto Enderson Moreira quanto Luiz Felipe Scolari encontram seu esteio na defesa. Sofrem poucos gols e também são econômicos na hora de balançar as redes. As duas equipes compartilham de retrospecto semelhante e têm igualdade na maior série de partidas sem ser vazadas. Foram quatro.
O retorno à Arena não desperta grandes emoções a Enderson. O agora santista minimiza o reencontro. Mantém o foco no Santos e evita falar da experiência no comando do Tricolor.
- Nunca trago nada do que passou, tenho uma cabeça muito firme sobre o que quero de projeção. O que ficou para trás ficou, tenho amigos lá, fui respeitado lá, evidente que defendendo o Santos eu quero essa vitória, para ganhar três pontos, para buscar uma boa classificação, nada além disso, do desejo pela vitória. Equipe vem em ascensão, queremos competir - ressalta.
Enderson conversa com jogadores no último treino antes do jogo (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)
Já os gremistas não compartilham do mesmo sentimento. O período de trabalho do treinador pelo Tricolor é visto como um dos trunfos do Peixe para o confronto.
- O Enderson conhece a gente. Ele vai saber como a gente vai jogar. Faz pouco tempo que esteve aqui. Ele sabe como a gente joga. Por aí, ele tem uma vantagem - analisa Barcos.
- É normal reencontrar os treinadores. Quinta vai ser mais um reencontro. Eu tenho certeza que vai querer nos surpreender.
Espero que a gente possa fazer um grande trabalho e viver uma noite feliz para fazer o que o Felipão colocar para a equipe - pondera Pará.
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A distância entre Enderson Moreira e a Arena durou apenas 53 dias. O treinador retorna ao estádio pela primeira vez desde a demissão do Grêmio, em 27 de julho, após a derrota por 3 a 2 para o Coritiba, pela 12ª rodada do Brasileirão. Desta vez, como rival. Estará ao lado de Felipão na beira do campo, em frente ao banco de reservas dos visitantes, no comando do Santos, adversário do Tricolor às 20h30 desta quinta-feira. Encontrará os mesmos jogadores que costumava orientar há pouco menos de dois meses. Mas terá pela frente uma equipe cunhada pelas diferenças.
A começar pelos números. Enderson deixou o Grêmio em meio a uma crise para reencontrá-lo em sequência de resultados positivos. O Tricolor deu um salto na tabela com Felipão. Ganhou cinco posições - deixou a 11ª para ocupar a sexta - e entrou de vez na briga por uma vaga no G-4, com um aproveitamento de 66%. Foram 16 pontos em oito rodadas. Apenas três a menos do que a equipe comandada pelo antigo treinador obteve em 12 partidas, quando alcançou 52% da pontuação que disputou.
As mudanças também se retratam nas escalações. Logo em sua estreia, no clássico Gre-Nal, Scolari alterou seis peças em relação à equipe escalada pelo interino André Jardine na partida anterior, contra o Vitória. Nunca mais a repetiu. Irá para a 10ª formação em 10 jogos diante do Santos.

O treinador deu espaço a novos jogadores e reduziu oportunidades de figuras constantes nas equipes de Enderson, como Rodriguinho, Edinho, Breno, Riveros, Alan Ruiz e Maxi Rodríguez, que chegou a ser emprestado ao Vasco. Fernandinho, que estreou com o antigo treinador, não voltou a ser titular e permaneceu no banco em quatro partidas.
Mas Felipão também encontrou seus homens de confiança, como Fellipe Bastos, incontestável como volante. Outros também surgiram como opções frequentes: Matheus Biteco, Matías Rodríguez, Pedro Geromel e Walace.
Porém, nem tudo são distinções entre os dois treinadores. Tanto Enderson Moreira quanto Luiz Felipe Scolari encontram seu esteio na defesa. Sofrem poucos gols e também são econômicos na hora de balançar as redes. As duas equipes compartilham de retrospecto semelhante e têm igualdade na maior série de partidas sem ser vazadas. Foram quatro.
O retorno à Arena não desperta grandes emoções a Enderson. O agora santista minimiza o reencontro. Mantém o foco no Santos e evita falar da experiência no comando do Tricolor.
- Nunca trago nada do que passou, tenho uma cabeça muito firme sobre o que quero de projeção. O que ficou para trás ficou, tenho amigos lá, fui respeitado lá, evidente que defendendo o Santos eu quero essa vitória, para ganhar três pontos, para buscar uma boa classificação, nada além disso, do desejo pela vitória. Equipe vem em ascensão, queremos competir - ressalta.
Enderson conversa com jogadores no último treino antes do jogo (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)Já os gremistas não compartilham do mesmo sentimento. O período de trabalho do treinador pelo Tricolor é visto como um dos trunfos do Peixe para o confronto.
- O Enderson conhece a gente. Ele vai saber como a gente vai jogar. Faz pouco tempo que esteve aqui. Ele sabe como a gente joga. Por aí, ele tem uma vantagem - analisa Barcos.
- É normal reencontrar os treinadores. Quinta vai ser mais um reencontro. Eu tenho certeza que vai querer nos surpreender.
Espero que a gente possa fazer um grande trabalho e viver uma noite feliz para fazer o que o Felipão colocar para a equipe - pondera Pará.
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