Há uma semana, Patrícia Moreira da Silva falou publicamente pela primeira vez sobre o episódio e pediu desculpas
Foto: Jefferson Botega
Depois de ser ameaçada de morte e estupro pelo Whatsapp e ter a casa apedrejada, a gremista Patrícia Moreira da Silva, flagrada chamando o goleiro do Santos Aranha de macaco durante partida válida pela Copa do Brasil na Arena no final de agosto, teve a residência incendiada nesta sexta-feira. Por volta das 4h, o Corpo de Bombeiros foi chamado ao local e controlou as chamas, que atingiram principalmente o assoalho.
Conforme o advogado dela, Alexandre Rossato, Patrícia deixou a casa após o episódio de injúria racial e está morando com familiares. O imóvel será alugado. Rossato lamentou o novo ataque, que classificou como "absurdo":
– Não temos ideia dos autores, mas o que está acontecendo é um absurdo. Estão tendo atos muito mais criminosos do que qualquer crime que ela tenha cometido.
Um dos irmãos da gremista registrou queixa na Polícia Civil, que investiga o caso. Na sexta-feira, dia 5 de setembro, Patrícia falou publicamente pela primeira vez sobre a injúria racial. Muito emocionada, ela demonstrou arrependimento e pediu desculpas.
— Perdão de coração, eu não sou racista. Aquela palavra macaco não foi racismo, foi no calor do jogo. O Grêmio estava perdendo, o Grêmio é minha paixão. Eu largava tudo para ir ao jogo do Grêmio. Peço desculpas ao Grêmio, à nação tricolor, eu não queria prejudicar o Grêmio. Eu amo o Grêmio. Desculpas, perdão, perdão, perdão mesmo — disse ela, aos prantos.
No mesmo dia, Alexandro Rossato explicou que a jovem "perdeu todo o contexto da vida" e já foi julgada socialmente. Ele espera que o caso se transforme em um marco contra o racismo.
— A manifestação tem o objetivo de mostrar o arrependimento e o erro cometido. Vai ser claramente demonstrado que não há racismo da parte dela. Macaco, no contexto dentro do jogo de futebol, não se torna racista, ainda mais com a intenção que existiu. Isso se torna um xingamento no mundo do futebol — argumentou Alexandre Rossato.
— A Patrícia perdeu a vida dela. Esse caso vai ser um marco para efetivamente terminar com o racismo. Estaremos sendo hipócritas se punirmos tão somente a Patrícia por esse ato. Ela foi julgada socialmente, independente do inquérito policial. Infelizmente, ela já está julgada — completou o advogado.
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Foto: Jefferson Botega
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Conforme o advogado dela, Alexandre Rossato, Patrícia deixou a casa após o episódio de injúria racial e está morando com familiares. O imóvel será alugado. Rossato lamentou o novo ataque, que classificou como "absurdo":
– Não temos ideia dos autores, mas o que está acontecendo é um absurdo. Estão tendo atos muito mais criminosos do que qualquer crime que ela tenha cometido.
Um dos irmãos da gremista registrou queixa na Polícia Civil, que investiga o caso. Na sexta-feira, dia 5 de setembro, Patrícia falou publicamente pela primeira vez sobre a injúria racial. Muito emocionada, ela demonstrou arrependimento e pediu desculpas.
— Perdão de coração, eu não sou racista. Aquela palavra macaco não foi racismo, foi no calor do jogo. O Grêmio estava perdendo, o Grêmio é minha paixão. Eu largava tudo para ir ao jogo do Grêmio. Peço desculpas ao Grêmio, à nação tricolor, eu não queria prejudicar o Grêmio. Eu amo o Grêmio. Desculpas, perdão, perdão, perdão mesmo — disse ela, aos prantos.
No mesmo dia, Alexandro Rossato explicou que a jovem "perdeu todo o contexto da vida" e já foi julgada socialmente. Ele espera que o caso se transforme em um marco contra o racismo.
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— A Patrícia perdeu a vida dela. Esse caso vai ser um marco para efetivamente terminar com o racismo. Estaremos sendo hipócritas se punirmos tão somente a Patrícia por esse ato. Ela foi julgada socialmente, independente do inquérito policial. Infelizmente, ela já está julgada — completou o advogado.
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