Pleno do STJD aprovou documento (Foto: Daniela Lameira / Site STJD)
A preocupação com a conduta dos auditores, mesmo quando não estiverem exercendo o trabalho no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, foi o principal ponto que motivou a aprovação e a criação do código de ética dos membros da principal corte esportiva do futebol brasileiro. Na visão do presidente, Caio Vieira Rocha, que tem a experiência de comandar o Tribunal Disciplinar da Conmebol, o documento servirá como prevenção a polêmicas envolvendo auditores, como a que se envolveu Ricardo Graiche, um dos membros da Terceira Comissão Disciplinar, que, por postagens no Facebook, pediu lincença da função e será alvo da corregedoria.
O caso de Graiche, a exclusão do Grêmio e o futuro do inquérito sobre o registro de Petros foram alguns dos assuntos abordados neste papo de Caio com o LANCE!NEt. Confira:
Qual o motivo de aprovar a criação de um código de ética?
É um projeto antigo que nós tínhamos. A proveitamos a ocasião para aprová-lo, no sentido de orientar os os auditores do STJD e dos TJDs das federações. Será um instrumento muito útil para que os auditores tenham parâmetros nos quais possam se pautar no trabalho, não só durante o exercício da função, mas também na vida privada.
O caso do Ricardo Graiche foi a gota d'água?
Não diria que foi a gota d'água. É uma expressão forte. Ricardo Graiche está respondendo uma sindicância instaurada na Corregedoria. Ele não foi o causador da aprovação do código. Já havia isso anteriormente, em 2012. Fizemos um estudo, com base em diplomas similares, trocamos ideias, cada auditor fez propostas. Não foi causado por ele, mas se o código estivesse em vigor antes, situações como essa poderiam ser evitadas.
Como se deu o afastamento dele?
A iniciativa foi dele. Ele apresentou um requerimento de licença, acolhido pelo presidente da Terceira Comissão, que me comunicou. Ontem mesmo também solicitei a abertura de sindicância ao corregedor.
E qual o trâmite agora?
O corregedor vai definir o procedimento. Ele pode determinar uma audiência oitiva, colher depoimento, pedir que o Graiche apresente provas... É um processo que terá um prazo razoável para ser encerrado.
Como está a situação da investigação sobre o registro do Petros?
Não recebi nenhum documento oficial da procuradoria para instauração de inquérito. O Pleno atua em resposta à inciativa da procuradoria.
A exclusão do Grêmio da Copa do Brasil causou reações de amor e de furor contra o SJTD...
É sempre assim...
Como viu a medida?
Não posso me manifestar, porque irei participar do julgamento do recurso. Posso dizer que a comissão julgou de forma técnica, seguindo as próprias convicções, o que não quer dizer que é uma definição definitiva, porque ocorrerá no Pleno. O que posso assegurar é que foi decisão técnica, proferida com atenção e serenidade.
Como fica a vida do Santos na Copa do Brasil até o Pleno?
A decisão permanece em vigor, a chave está suspensa. Não houve requerimento em sentido oposto e não considero prudente alterar. Se alguém se insurgir, vou rever ou não.
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A preocupação com a conduta dos auditores, mesmo quando não estiverem exercendo o trabalho no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, foi o principal ponto que motivou a aprovação e a criação do código de ética dos membros da principal corte esportiva do futebol brasileiro. Na visão do presidente, Caio Vieira Rocha, que tem a experiência de comandar o Tribunal Disciplinar da Conmebol, o documento servirá como prevenção a polêmicas envolvendo auditores, como a que se envolveu Ricardo Graiche, um dos membros da Terceira Comissão Disciplinar, que, por postagens no Facebook, pediu lincença da função e será alvo da corregedoria.
O caso de Graiche, a exclusão do Grêmio e o futuro do inquérito sobre o registro de Petros foram alguns dos assuntos abordados neste papo de Caio com o LANCE!NEt. Confira:
Qual o motivo de aprovar a criação de um código de ética?
É um projeto antigo que nós tínhamos. A proveitamos a ocasião para aprová-lo, no sentido de orientar os os auditores do STJD e dos TJDs das federações. Será um instrumento muito útil para que os auditores tenham parâmetros nos quais possam se pautar no trabalho, não só durante o exercício da função, mas também na vida privada.
O caso do Ricardo Graiche foi a gota d'água?
Não diria que foi a gota d'água. É uma expressão forte. Ricardo Graiche está respondendo uma sindicância instaurada na Corregedoria. Ele não foi o causador da aprovação do código. Já havia isso anteriormente, em 2012. Fizemos um estudo, com base em diplomas similares, trocamos ideias, cada auditor fez propostas. Não foi causado por ele, mas se o código estivesse em vigor antes, situações como essa poderiam ser evitadas.
Como se deu o afastamento dele?
A iniciativa foi dele. Ele apresentou um requerimento de licença, acolhido pelo presidente da Terceira Comissão, que me comunicou. Ontem mesmo também solicitei a abertura de sindicância ao corregedor.
E qual o trâmite agora?
O corregedor vai definir o procedimento. Ele pode determinar uma audiência oitiva, colher depoimento, pedir que o Graiche apresente provas... É um processo que terá um prazo razoável para ser encerrado.
Como está a situação da investigação sobre o registro do Petros?
Não recebi nenhum documento oficial da procuradoria para instauração de inquérito. O Pleno atua em resposta à inciativa da procuradoria.
A exclusão do Grêmio da Copa do Brasil causou reações de amor e de furor contra o SJTD...
É sempre assim...
Como viu a medida?
Não posso me manifestar, porque irei participar do julgamento do recurso. Posso dizer que a comissão julgou de forma técnica, seguindo as próprias convicções, o que não quer dizer que é uma definição definitiva, porque ocorrerá no Pleno. O que posso assegurar é que foi decisão técnica, proferida com atenção e serenidade.
Como fica a vida do Santos na Copa do Brasil até o Pleno?
A decisão permanece em vigor, a chave está suspensa. Não houve requerimento em sentido oposto e não considero prudente alterar. Se alguém se insurgir, vou rever ou não.
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