Fred e Luiz Felipe Scolari na Seleção (Foto: Custodio Coimbra/Agência Globo)
Que os 7 a 1 da Alemanha sobre o Brasil não serão esquecidos é fato de papel passado e firma reconhecida com xerox autenticada. Mas o linchamento ao qual o técnico Luiz Felipe Scolari e o Fred têm sofrido mostra bem a quantas andamos quando se trata de respeitar o próximo e entender os limites entre crítica e ofensa.
Não são apenas os torcedores que saboreiam, como se vampiros fossem, o sangue da dupla. Boa parte da mídia tem mórbido prazer em achincalhar um e apedrejar o outro. Tratam-nos como se não tivessem construído uma história. Não há respeito pelo que já foi feito e nem consideração. Óbvio que essas atitudes desrespeitosas são café com leite do dia a dia. Mas não se pode pegar dois profissionais com o currículo que ambos escreveram e linchá-los.
Será que alguém já parou para pensar como foram difíceis os dias seguintes do Luiz Felipe Scolari após o 7 a 1? Será que alguém imagina que as noites foram bem dormidas? Ele não fez apenas isso no futebol. Estava lá à beira do campo e não conseguiu mudar o andamento da tragédia. Foi um trabalho com mais baixos do que altos, mas não joga a sua carreira no lixo. Vivemos sempre na ponte aérea da Euforia-Depressão e assim tratamos a todos. Caso o Grêmio avance na Copa do Brasil, disputada em jogos eliminatórios, os mesmos que o taxam de defasado lembrarão que neste sistema, o LFS é imbatível. Rei de Copas! Não podemos ver as coisas dessa maneira, mas temo que assim seja cada vez mais.
O mesmo se aplica ao Fred. A Copa foi discreta, mas ele não desaprendeu a jogar futebol e tampouco a fazer gols.
Aposto que no fundo os dois pensam: o problema é morar no Brasil. Tivessem lá fora e o massacre não aconteceria. Triste, muito triste.
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Que os 7 a 1 da Alemanha sobre o Brasil não serão esquecidos é fato de papel passado e firma reconhecida com xerox autenticada. Mas o linchamento ao qual o técnico Luiz Felipe Scolari e o Fred têm sofrido mostra bem a quantas andamos quando se trata de respeitar o próximo e entender os limites entre crítica e ofensa.
Não são apenas os torcedores que saboreiam, como se vampiros fossem, o sangue da dupla. Boa parte da mídia tem mórbido prazer em achincalhar um e apedrejar o outro. Tratam-nos como se não tivessem construído uma história. Não há respeito pelo que já foi feito e nem consideração. Óbvio que essas atitudes desrespeitosas são café com leite do dia a dia. Mas não se pode pegar dois profissionais com o currículo que ambos escreveram e linchá-los.
Será que alguém já parou para pensar como foram difíceis os dias seguintes do Luiz Felipe Scolari após o 7 a 1? Será que alguém imagina que as noites foram bem dormidas? Ele não fez apenas isso no futebol. Estava lá à beira do campo e não conseguiu mudar o andamento da tragédia. Foi um trabalho com mais baixos do que altos, mas não joga a sua carreira no lixo. Vivemos sempre na ponte aérea da Euforia-Depressão e assim tratamos a todos. Caso o Grêmio avance na Copa do Brasil, disputada em jogos eliminatórios, os mesmos que o taxam de defasado lembrarão que neste sistema, o LFS é imbatível. Rei de Copas! Não podemos ver as coisas dessa maneira, mas temo que assim seja cada vez mais.
O mesmo se aplica ao Fred. A Copa foi discreta, mas ele não desaprendeu a jogar futebol e tampouco a fazer gols.
Aposto que no fundo os dois pensam: o problema é morar no Brasil. Tivessem lá fora e o massacre não aconteceria. Triste, muito triste.
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