Felipão volta ao palco de goleada da Alemanha sobre a Seleção (Foto: Pedro Ugarte/AFP)
Menos de um mês e meio. São 44 dias. Ninguém imaginaria que Luiz Felipe Scolari estaria tão rapidamente de volta ao palco do pior resultado da sua carreira. O duelo é entre Cruzeiro e Grêmio, a partir das 20h30 desta quinta-feira, pela 16ª rodada do Brasileiro. Mas poderá ser também sobre Felipão e o Mineirão.
Apesar do esforço do comandante em esquecer o 7 a 1 sofrido para a Alemanha na Copa do Mundo, volta e meia ele aparece em alguma pergunta. Felipão finge que não entendeu. Rebate sempre ressaltando o Grêmio e o trabalho feito. Mas se confrontará com as lembranças de maneira mais forte a partir de hoje, quando encarar o mesmo ambiente da goleada.
Não será a primeira vez, claro. No Gre-Nal, na estreia, o treinador foi incomodado pela torcida rival. Colorados levaram bandeiras da Alemanha com o número 7 e cartazes para reavivar o maior vexame brasileiro. Dois deles vestiram camisetas de Gotze e Schweinsteiger e se posicionaram logo atrás do banco visitante. No final do jogo, um sonoro "Fica, Felipão" como cartão de visitas provocativo.
O jogo ainda acontece logo após Dunga convocar sua primeira seleção, com a presença dos cruzeirenses Ricardo Goulart e Éverton Ribeiro. Motivação a mais para a Raposa. O fantasma do 7 a 1 é latente, embora negado.
- Sobre voltar ao Mineirão? Assim como vou voltar para Livramento, para Bagé, no Gauchão. É a mesma coisa. A minha vida continua. Alguns gostariam de ter me enterrado. Mas eu não morri ainda - disse Felipão, depois da vitória sobre o Criciúma.
E a vida que seguiu de Felipão não será fácil. Desde que o Mineirão foi reinaugurado, o Cruzeiro tem apenas duas derrotas no local. São 44 partidas no estádio, com 37 vitórias e cinco empates. O aproveitamento beira a perfeição: 87,8%. Neste Brasileirão, tem cinco vitórias no local - atuou duas vezes como mandante no Parque do Sabiá.
Com o Grêmio, perdeu para o Cruzeiro, em 6 de outubro de 96, por 2 a 1, e empatou em 0 a 0 com o Atlético-MG, em 3 de outubro de 93, segundo dados do pesquisador e jornalista Laert Lopes. Vida nada fácil para Scolari no Mineirão.
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Menos de um mês e meio. São 44 dias. Ninguém imaginaria que Luiz Felipe Scolari estaria tão rapidamente de volta ao palco do pior resultado da sua carreira. O duelo é entre Cruzeiro e Grêmio, a partir das 20h30 desta quinta-feira, pela 16ª rodada do Brasileiro. Mas poderá ser também sobre Felipão e o Mineirão.
Apesar do esforço do comandante em esquecer o 7 a 1 sofrido para a Alemanha na Copa do Mundo, volta e meia ele aparece em alguma pergunta. Felipão finge que não entendeu. Rebate sempre ressaltando o Grêmio e o trabalho feito. Mas se confrontará com as lembranças de maneira mais forte a partir de hoje, quando encarar o mesmo ambiente da goleada.
Não será a primeira vez, claro. No Gre-Nal, na estreia, o treinador foi incomodado pela torcida rival. Colorados levaram bandeiras da Alemanha com o número 7 e cartazes para reavivar o maior vexame brasileiro. Dois deles vestiram camisetas de Gotze e Schweinsteiger e se posicionaram logo atrás do banco visitante. No final do jogo, um sonoro "Fica, Felipão" como cartão de visitas provocativo.
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E a vida que seguiu de Felipão não será fácil. Desde que o Mineirão foi reinaugurado, o Cruzeiro tem apenas duas derrotas no local. São 44 partidas no estádio, com 37 vitórias e cinco empates. O aproveitamento beira a perfeição: 87,8%. Neste Brasileirão, tem cinco vitórias no local - atuou duas vezes como mandante no Parque do Sabiá.
Com o Grêmio, perdeu para o Cruzeiro, em 6 de outubro de 96, por 2 a 1, e empatou em 0 a 0 com o Atlético-MG, em 3 de outubro de 93, segundo dados do pesquisador e jornalista Laert Lopes. Vida nada fácil para Scolari no Mineirão.
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