Por Caue Fonseca
Enquanto o Grêmio não volta a campo, um pouco colocamos o time no divã, um pouco discutimos as especulações do dia. A de hoje é que Giuliano foi oferecido ao Grêmio.
Não estamos lá na Ucrânia para ver o meia de perto. Ninguém está. Mas me agrada o perfil de contratação.
Giuliano foi embora muito cedo do Brasil. Recém completou 24 anos e já tem bagagem de três anos no gelo da Ucrânia. Também não foi negociado para os maiores times de lá – Shakhtar e Dínamo –, mas sim para o relativamente pequeno e emergente Dnipro.
Olhando de fora, Giuliano atuou relativamente pouco: 87 partidas ao longo de três temporadas. No Brasil, somente em uma temporada, um atleta sem lesões costuma disputar ao menos 60 partidas por ano. Tampouco marcou muitos gols: soma 16 gols com a camisa do Dnipro. A mesma quantidade que fez no Brasil em 96 partidas, antes de embarcar.
Mas se não jogou muito, não estourou na Europa e não marca muitos gols, por que mesmo é um bom reforço?
Pelo potencial.
Se tivesse estourado no futebol ucraniano, Giuliano não estaria sendo oferecido ao Grêmio, mas aos times de petromagnatas do futebol russo ou inglês, como ocorreu, por exemplo, com Willian, da Seleção e do Chelsea. Mas não deixa de ser um jogador jovem, maduro, sem grandes lesões e ainda com potencial de se valorizar.
Giuliano foi vendido por 10 milhões de euros. Como pode sair de graça a partir do final do ano, a chance do Dnipro é vendê-lo agora, recuperando ao menos uma parte do investimento.
Em entrevista à ESPN, Giuliano declarou estar longe de sua família desde que a situação do país se tornou insegura, o que conta pontos. Revela também já ter sido procurado por Grêmio e Santos em janelas passadas.
Mil vezes fazer um investimento assim do que apostar em cavalos cansados à procura do último contrato no Brasil de salários surreais. Ou de gringos obscuros de nomes compostos que nunca vimos na vida.
Tomara que dê certo. Senão com Giuliano, com um atleta do mesmo perfil.
VEJA TAMBÉM
- Gre-Nal é final! Renato prepara mudanças no Grêmio e já define prioridade
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- Crise antes do Gre-Nal! Auxiliar de Renato é preso em Porto Alegre
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Não estamos lá na Ucrânia para ver o meia de perto. Ninguém está. Mas me agrada o perfil de contratação.
Giuliano foi embora muito cedo do Brasil. Recém completou 24 anos e já tem bagagem de três anos no gelo da Ucrânia. Também não foi negociado para os maiores times de lá – Shakhtar e Dínamo –, mas sim para o relativamente pequeno e emergente Dnipro.
Olhando de fora, Giuliano atuou relativamente pouco: 87 partidas ao longo de três temporadas. No Brasil, somente em uma temporada, um atleta sem lesões costuma disputar ao menos 60 partidas por ano. Tampouco marcou muitos gols: soma 16 gols com a camisa do Dnipro. A mesma quantidade que fez no Brasil em 96 partidas, antes de embarcar.
Mas se não jogou muito, não estourou na Europa e não marca muitos gols, por que mesmo é um bom reforço?
Pelo potencial.
Se tivesse estourado no futebol ucraniano, Giuliano não estaria sendo oferecido ao Grêmio, mas aos times de petromagnatas do futebol russo ou inglês, como ocorreu, por exemplo, com Willian, da Seleção e do Chelsea. Mas não deixa de ser um jogador jovem, maduro, sem grandes lesões e ainda com potencial de se valorizar.
Giuliano foi vendido por 10 milhões de euros. Como pode sair de graça a partir do final do ano, a chance do Dnipro é vendê-lo agora, recuperando ao menos uma parte do investimento.
Em entrevista à ESPN, Giuliano declarou estar longe de sua família desde que a situação do país se tornou insegura, o que conta pontos. Revela também já ter sido procurado por Grêmio e Santos em janelas passadas.
Mil vezes fazer um investimento assim do que apostar em cavalos cansados à procura do último contrato no Brasil de salários surreais. Ou de gringos obscuros de nomes compostos que nunca vimos na vida.
Tomara que dê certo. Senão com Giuliano, com um atleta do mesmo perfil.
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