Renê Simões é treinador e comentarista
Marcelo Sadio/Agif/Gazeta Press
A crise de identidade em que o futebol brasileiro se meteu parece mesmo não ter fim. Pelo menos não enquanto durarem os acordos entre os clubes, a emissora de TV e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Crítico do obscuro sistema, René Simões fez coro ao presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, sobre a má gestão do esporte nacional.
Kalil mais uma vez questionou o sistema de cotas de direitos de transmissão adotado pela Rede Globo no Campeonato Brasileiro. Para o presidente do Galo, esse é um dos motivos para a profunda crise no futebol. Com larga experiência no futebol, René segue a mesma linha do cartola.
— O futebol brasileiro está em profunda crise. Ela começa com o governo federal, quando você só tem nas escolas um professor de educação física a partir da quinta série. Isso é um absurdo, uma maldade, uma covardia, o que se faz com a formação do individuo.
Para René, o futebol brasileiro continuará sucateado se as relações entre os principais agentes não mudar. O ex-treinador das categorias de base da seleção brasileira, de seleções caribenhas, do Fluminense, do Coritiba e tantos outros times acredita que os clubes estão nas mãos da CBF. Tão logo, também são dependentes da dona dos direitos de transmissão.
— Não há nada que os clubes possam fazer se não for através da CBF. A Fifa é muito forte nisso. Não há como os clubes se rebelarem, porque a partir do momento que os clubes se rebelarem e a CBF comunicar isso a Fifa, ela tem ferramentas, mecanismos, que podem desfiliar a federação e os jogadores todos ficarem com passes livres e aí acaba com os clubes.
Nesta semana, a TV Globo revelou sua intenção em retomar a era do mata-mata e acabar com o esquema dos pontos corridos. Quando se coloca as competições terminando em disputas diretas, esses duelos tendem a receber uma atenção maior e consequentemente resultam em uma alta na audiência.
René ainda aproveita para criticar a organização da CBF, principalmente, por não ter um diretor técnico para comandar o planejamento da confederação.
— O erro está na CBF, não importa se é com o Dunga ou com o Gilmar. O que se tem que fazer, primeiramente é contratar um diretor técnico urgente para a CBF. Depois os clubes contratarem diretores técnicos para acertar a filosofia e o modo do time de como jogar. Depois tem que entender que o futebol é jogado. O futebol tem que ser show, tem que ser jogado bonito, ser bem jogado.
A crise no futebol brasileiro culmina na audiência da competição.
Tanto que no último domingo (3), Corinthians e Flamengo registraram as piores marcas de audiência. O fraco empate sem gols entre Coritiba e Corinthians registrou 13 pontos para a emissora no Ibope – cada ponto equivale cerca de 62 mil domicílios sintonizados em São Paulo. No mesmo dia, a partida entre Flamengo e Chapecoense somou apenas 17 pontos, cerca de 38 mil domicílios no Rio de Janeiro.
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Para René, o futebol brasileiro continuará sucateado se as relações entre os principais agentes não mudar. O ex-treinador das categorias de base da seleção brasileira, de seleções caribenhas, do Fluminense, do Coritiba e tantos outros times acredita que os clubes estão nas mãos da CBF. Tão logo, também são dependentes da dona dos direitos de transmissão.
— Não há nada que os clubes possam fazer se não for através da CBF. A Fifa é muito forte nisso. Não há como os clubes se rebelarem, porque a partir do momento que os clubes se rebelarem e a CBF comunicar isso a Fifa, ela tem ferramentas, mecanismos, que podem desfiliar a federação e os jogadores todos ficarem com passes livres e aí acaba com os clubes.
Nesta semana, a TV Globo revelou sua intenção em retomar a era do mata-mata e acabar com o esquema dos pontos corridos. Quando se coloca as competições terminando em disputas diretas, esses duelos tendem a receber uma atenção maior e consequentemente resultam em uma alta na audiência.
René ainda aproveita para criticar a organização da CBF, principalmente, por não ter um diretor técnico para comandar o planejamento da confederação.
— O erro está na CBF, não importa se é com o Dunga ou com o Gilmar. O que se tem que fazer, primeiramente é contratar um diretor técnico urgente para a CBF. Depois os clubes contratarem diretores técnicos para acertar a filosofia e o modo do time de como jogar. Depois tem que entender que o futebol é jogado. O futebol tem que ser show, tem que ser jogado bonito, ser bem jogado.
A crise no futebol brasileiro culmina na audiência da competição.
Tanto que no último domingo (3), Corinthians e Flamengo registraram as piores marcas de audiência. O fraco empate sem gols entre Coritiba e Corinthians registrou 13 pontos para a emissora no Ibope – cada ponto equivale cerca de 62 mil domicílios sintonizados em São Paulo. No mesmo dia, a partida entre Flamengo e Chapecoense somou apenas 17 pontos, cerca de 38 mil domicílios no Rio de Janeiro.
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