Gary Lineker fez parte da equipe de candidatura da Inglaterra em 2010 (Foto: Getty Images)
O ex-jogador Gary Lineker, reconhecido por ser um exemplo de fair play dentro de campo, acredita que a Inglaterra e os países que não concordam com as atitudes da Fifa deveriam boicotar a Copa do Mundo. O agora apresentador da BBC passou a defender a opinião depois que a imprensa britânica divulgou um caso de corrupção envolvendo a escolha do Mundial no Catar.
Na ocasião, foi noticiado pelo "Sunday Times", que Mohamed bin Hammam, ex-membro do Comitê Executivo da Fifa e ex-presidente da Federação Asiática de Futebol, pagou US$ 5 milhões (R$ 11,1 milhões) em propinas a dirigentes para ajudar o país a ser escolhido como sede.
- Isso faz você se sentir mal, essa coisa toda da Fifa, a corrupção no mais alto nível é repugnante. A única maneira de mudar seria que os países limpos falassem: “Não vamos participar de seus torneios”. Mas eu não consigo ver isso acontecendo. Há muita coisa em jogo – disse ao site da BBC, para depois completar - Devemos defender o que é certo e se isso significa nunca mais sediar uma Copa do Mundo, tudo bem.
O maior goleador da seleção inglesa fazia parte da equipe de candidatura da Inglaterra para as Copas de 2018 e 2022. Ele revelou que, na época, o sentimento já era de batalha perdida e que ele e David Beckham – também membro da equipe – perceberam que alguma coisa estava errada mesmo antes do anúncio oficial.
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, por sua vez, já disse que as denúncias em torno da candidatura de 2022 foram motivadas por “discriminação e racismo”. Depois das denúncias, o chileno Harold Mayne-Nicholls, então presidente da comissão da escolha do Catar, afirmou não ter percebido qualquer irregularidade.
A corrupção não seria o único problema da realização do evento no país árabe. As altas temperaturas na região durante o período do Mundial preocupam as seleções e até a Fifa. Recentemente, Blatter disse ter sido um erro a escolha do país. Desta forma, existe a possibilidade do torneio ser disputado no início do ano, mas o diretor de comunicação do comitê de organização do Catar, Nasser Al Khater, nega qualquer mudança de local.
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