Mano Menezes e Dorival Júnior se reencontram em um duelo marcado por desafios e reconstruções. Em 2022, Mano celebrava a boa fase do time da zona sul de Porto Alegre e demonstrava apoio ao colega, que assumia o rubro-negro em meio ao caos deixado pela saída do técnico português Paulo Sousa. Três anos depois, os dois treinadores voltam a se encontrar, mas em cenários completamente diferentes. Na próxima quinta-feira (12), Grêmio x Corinthians colocará Mano e Dorival frente a frente novamente, desta vez na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. Ambos enfrentam inícios difíceis em seus novos clubes e, se antes o incentivo era otimista, agora o tom deve ser mais realista.
Mano Menezes assumiu o Grêmio há 11 partidas. Dorival Júnior, uma a menos, lidera o Corinthians em sua tentativa de reestruturação. Os dois ainda buscam consistência, resultado e uma identidade para suas equipes. No caso do treinador corintiano, alguns setores já mostram sinais de melhora, mas outros ainda preocupam.
O sistema defensivo do Corinthians é o setor que mais evoluiu sob o comando de Dorival. Em 10 partidas, a equipe sofreu apenas seis gols e saiu de campo sem ser vazada em seis oportunidades, incluindo confrontos contra Novorizontino (duas vezes), Racing-URU, Santos, Atlético-MG e Vitória. Comparado ao desempenho anterior, com Ramón Díaz, a melhora é clara.
Apesar da evolução defensiva, o Corinthians perdeu capacidade de criação. O meio-campo carece de criatividade, especialmente com a longa ausência de Garro, o meia argentino que ficou dois meses fora por lesão. Nas duas últimas partidas (contra Huracán e Vitória), Garro voltou a campo, mas ainda sem ritmo ideal.
A consequência natural da baixa criatividade foi a queda na produção ofensiva. Sob Dorival, o Corinthians tem média de 1 gol por partida, contra 1,5 por jogo no período de Ramón Díaz. Foram três jogos seguidos sem marcar: Atlético-MG, Huracán e Vitória. Além disso, os desfalques agravam a situação.
O jogo entre Grêmio e Corinthians promete ser mais do que um simples duelo de três pontos. É uma batalha tática entre Mano e Dorival, dois técnicos experientes que buscam recuperar o prestígio e estabilizar seus trabalhos em clubes de grande pressão. A partida também marca um reencontro simbólico, que reflete o momento atual de ambos. Se em 2022 o otimismo prevalecia, em 2025 o clima é de reconstrução e cautela.
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