Foto: Diego Vara / Agencia RBS
É fácil não gostar de Douglas, 33 anos. É difícil entender Douglas, o camisa 10 que disputou 27 das 33 partidas do Brasileirão. Marcou cinco gols. É tranquilo dizer que ele é um dos nomes do Grêmio, uma referência, um jogador que dá gosto de ver.
Num dos melhores períodos da carreira, entre 2012 e 2013, Tite o compreendeu bem demais no Corinthians. Desistiu depois, quando o canhoto não o atendeu no mesmo tom, não fez em campo o que o exigente treinador exigiu no vestiário, nas conversas, nas palestras de hotel. Liberou-o.
Quando voltou ao Grêmio nos braços de Felipão, em janeiro passado, Douglas parecia com um pé atrás do seu tempo. Passou a fazer as funções que sempre fez. Era um jogador de antigamente no futebol contemporâneo. Foi alvo da torcida. Foi tema de críticas.
Foi Roger Machado que o redescobriu, livrou-o do marasmo, de vícios antigos. Ofereceu novo ânimo e novo posicionamento. Ele ainda precisa recompor, ajudar a equipe, correr, prezar o coletivo, mas tem muito mais liberdade. Ganhou maturidade e consciência. Atua numa área mais restrita de campo. Mas nunca foi tão útil.
Douglas se posiciona mais à frente sob o comando de Roger, às vezes quase um atacante. Procura os espaços vazios, toma a bola em busca do passe, do lançamento, da conclusão. Ainda erra o passe, prende demais a bola, chuta errado, cruzado, mas é jogador decisivo no novo esquema de Roger. Não há ninguém parecido na Arena. Quando sai o time sente, quando não está bem, o time sofre.
Douglas não é o pensador, grande bobagem, no futebol todos os 22 pensam o jogo. É o articulador. O jogador que move o time. Que gera opções ofensivas de qualidade. Quando a bola desce no seu pé esquerdo, a boa jogada pode nascer ali naquele preciso e precioso instante. Há bom futebol de sobra no novo Douglas. Ele rejuvenesceu. É obra de Roger, mais uma.
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É fácil não gostar de Douglas, 33 anos. É difícil entender Douglas, o camisa 10 que disputou 27 das 33 partidas do Brasileirão. Marcou cinco gols. É tranquilo dizer que ele é um dos nomes do Grêmio, uma referência, um jogador que dá gosto de ver.
Num dos melhores períodos da carreira, entre 2012 e 2013, Tite o compreendeu bem demais no Corinthians. Desistiu depois, quando o canhoto não o atendeu no mesmo tom, não fez em campo o que o exigente treinador exigiu no vestiário, nas conversas, nas palestras de hotel. Liberou-o.
Quando voltou ao Grêmio nos braços de Felipão, em janeiro passado, Douglas parecia com um pé atrás do seu tempo. Passou a fazer as funções que sempre fez. Era um jogador de antigamente no futebol contemporâneo. Foi alvo da torcida. Foi tema de críticas.
Foi Roger Machado que o redescobriu, livrou-o do marasmo, de vícios antigos. Ofereceu novo ânimo e novo posicionamento. Ele ainda precisa recompor, ajudar a equipe, correr, prezar o coletivo, mas tem muito mais liberdade. Ganhou maturidade e consciência. Atua numa área mais restrita de campo. Mas nunca foi tão útil.
Douglas se posiciona mais à frente sob o comando de Roger, às vezes quase um atacante. Procura os espaços vazios, toma a bola em busca do passe, do lançamento, da conclusão. Ainda erra o passe, prende demais a bola, chuta errado, cruzado, mas é jogador decisivo no novo esquema de Roger. Não há ninguém parecido na Arena. Quando sai o time sente, quando não está bem, o time sofre.
Douglas não é o pensador, grande bobagem, no futebol todos os 22 pensam o jogo. É o articulador. O jogador que move o time. Que gera opções ofensivas de qualidade. Quando a bola desce no seu pé esquerdo, a boa jogada pode nascer ali naquele preciso e precioso instante. Há bom futebol de sobra no novo Douglas. Ele rejuvenesceu. É obra de Roger, mais uma.
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