Kalil esteve no Rio Grande do Sul nesta terça-feira
Foto: Bruno Cantini / Atlético-MG
A Liga Sul-Minas-Rio anunciou nesta segunda-feira o desacordo com a CBF. Inicialmente, havia o indicativo do apoio da entidade nacional para a realização da Primeira Liga, competição regional que será realizada no primeiro semestre de 2016, mas a proposta pela confederação da criação de uma assembleia com clubes e federações estaduais para discutir a oficialização do torneio travou o acordo.
Atualmente, outras competições regionais contam com o apoio da CBF — Copa Nordeste e Copa Verde (realizada entre times do norte e centro-oeste). Por isso, o campeão garante uma vaga na Copa Sul-Americana. A perda da vaga na competição continental é o primeiro impacto imediato da ruptura.
Alexandre Kalil, ex-presidente do Atlético-MG e CEO da Liga Sul-Minas-Rio, indicou que a competição pode inclusive ocupar mais datas com a rejeição da CBF. Ou seja, a falta de acordo levaria o torneio de cinco para até 19 datas — neste caso, em colisão com os campeonatos estaduais e possivelmente com as fases iniciais da Libertadores.
Haverá um encontro dos clubes da Primeira Liga nesta sexta-feira, em Belo Horizonte, que tratará do futuro da competição. Por enquanto, não há certeza sobre a manutenção do formato e dos grupos que já haviam sido anunciados. A tendência é que a tabela dos jogos — independentemente da fórmula — seja divulgada na segunda-feira. Também na segunda, as federações estaduais se reunirão na CBF para discutir o apoio ao torneio.
Uma reunião entre Kalil e o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto, na manhã desta terça-feira, encaminhou outros detalhes da nova competição. A começar pela definição de um torneio ou uma classificatória nos estaduais para definir os dois representantes extras aos 12 já definidos.
— Fiz uma contraproposta. Eles marginalizaram os clubes do Interior. Então, para as duas vagas, vamos ter um torneio, uma classificatória nos estaduais para definir os dois representantes. Preciso motivar o meu Interior — explicou Novelletto.
A medida foi aceita por Kalil e vale a partir de 2017. Detalhes ainda estão para ser definidos. A reunião na sede da FGF aconteceu no dia seguinte ao rompimento do bloco de clubes com a CBF e contou com a presença do presidente do Inter, Vitorio Piffero, que falou em nome de Romildo Bolzan Jr., presidente do Grêmio.
Novelletto ainda fez um alerta a Kalil sobre os contratos de Grêmio e Inter com a televisão em relação ao Campeonato Gaúcho. Diminuindo o número de jogos, o valor repassado aos clubes gaúchos também seria reduzido. A Primeira Liga, então, deveria compensar o valor.
A última competição organizada exclusivamente por clubes foi a Copa João Havelange de 2000. No entanto, como a CBF estava proibida de organizar o Brasileirão por conta de uma polêmica no ano anterior, chancelou o torneio organizado pelo Clube dos 13 — assim, a competição foi aceita como equivalente ao Campeonato Brasileiro e apontou os representantes do país na Libertadores de 2001.
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Foto: Bruno Cantini / Atlético-MG
A Liga Sul-Minas-Rio anunciou nesta segunda-feira o desacordo com a CBF. Inicialmente, havia o indicativo do apoio da entidade nacional para a realização da Primeira Liga, competição regional que será realizada no primeiro semestre de 2016, mas a proposta pela confederação da criação de uma assembleia com clubes e federações estaduais para discutir a oficialização do torneio travou o acordo.
Atualmente, outras competições regionais contam com o apoio da CBF — Copa Nordeste e Copa Verde (realizada entre times do norte e centro-oeste). Por isso, o campeão garante uma vaga na Copa Sul-Americana. A perda da vaga na competição continental é o primeiro impacto imediato da ruptura.
Alexandre Kalil, ex-presidente do Atlético-MG e CEO da Liga Sul-Minas-Rio, indicou que a competição pode inclusive ocupar mais datas com a rejeição da CBF. Ou seja, a falta de acordo levaria o torneio de cinco para até 19 datas — neste caso, em colisão com os campeonatos estaduais e possivelmente com as fases iniciais da Libertadores.
Haverá um encontro dos clubes da Primeira Liga nesta sexta-feira, em Belo Horizonte, que tratará do futuro da competição. Por enquanto, não há certeza sobre a manutenção do formato e dos grupos que já haviam sido anunciados. A tendência é que a tabela dos jogos — independentemente da fórmula — seja divulgada na segunda-feira. Também na segunda, as federações estaduais se reunirão na CBF para discutir o apoio ao torneio.
Uma reunião entre Kalil e o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto, na manhã desta terça-feira, encaminhou outros detalhes da nova competição. A começar pela definição de um torneio ou uma classificatória nos estaduais para definir os dois representantes extras aos 12 já definidos.
— Fiz uma contraproposta. Eles marginalizaram os clubes do Interior. Então, para as duas vagas, vamos ter um torneio, uma classificatória nos estaduais para definir os dois representantes. Preciso motivar o meu Interior — explicou Novelletto.
A medida foi aceita por Kalil e vale a partir de 2017. Detalhes ainda estão para ser definidos. A reunião na sede da FGF aconteceu no dia seguinte ao rompimento do bloco de clubes com a CBF e contou com a presença do presidente do Inter, Vitorio Piffero, que falou em nome de Romildo Bolzan Jr., presidente do Grêmio.
Novelletto ainda fez um alerta a Kalil sobre os contratos de Grêmio e Inter com a televisão em relação ao Campeonato Gaúcho. Diminuindo o número de jogos, o valor repassado aos clubes gaúchos também seria reduzido. A Primeira Liga, então, deveria compensar o valor.
A última competição organizada exclusivamente por clubes foi a Copa João Havelange de 2000. No entanto, como a CBF estava proibida de organizar o Brasileirão por conta de uma polêmica no ano anterior, chancelou o torneio organizado pelo Clube dos 13 — assim, a competição foi aceita como equivalente ao Campeonato Brasileiro e apontou os representantes do país na Libertadores de 2001.
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