Cristaldo, Allione e Mouche recebem em dólar no Palmeiras (Fotos: Arquivo LANCE!)
A alta do dólar, que superou a barreira dos R$ 4,00 pela primeira vez na história na última terça-feira – e fechou em R$ 4,14 nesta quarta – pode gerar impacto no futebol brasileiro? O LANCE! ouviu empresários ligados ao esporte para saber dos mesmos se, de fato, tal situação pode acontecer.
Existe um consenso. Atletas podem ser ainda mais seduzidos por propostas de clubes que pertencem a ligas que pagam salários na moeda americana, como os do Oriente Médio. Foi o que garantiu, por exemplo, o empresário Marcelo Robalinho, responsável pelo departamento internacional da Think Ball & Sports Consulting e referência no assunto.
– Com o dólar em alta, um clube ao vender um jogador para um mercado que pague em dólar por, por exemplo, 1 milhão (de dólares) consegue pagar uma folha salarial de um mês. Quando o dólar estava R$ 1,80 não era possível pagar nem meia (folha). É inegável que essa situação também para o atleta que recebe a proposta em dólar – disse Robalinho, ao L!.
A possibilidade de mais vendas para tal mercado, por exemplo, também aumenta por conta da situação econômica do Brasil como um todo, assim como concluiu Robalinho.
– Existe um contraponto, que é o fator crise no Brasil. São menos fontes de receita interna, alguns patrocinadores não estão querendo desembolsar grandes valores por conta da situação econômica... São situações que agravam o captação dos clubes internamente. Mas o certo é que esse fator (alta do dólar) deve impulsionar as vendas de atletas.
O empresário Fabiano Farah, por sua vez, destacou uma situação enfrentada pelo Palmeiras, que paga os salários do apoiador Allione, e dos atacantes Cristaldo e Mouche, todos argentinos, em dólar.
– Nunca é indicado um clube brasileiro contratar jogador pagando salário em dólar. O clube que não fez acordo para se prevenir dessa valorização do dólar, para que não pague um salário acima de determinado valor, está tomando um calor enorme. E é um calor duplo, pois tem a crise econômica e o real fortemente desvalorizado – explicou Farah.
Já Reinaldo Pitta também cita o fato de que mais negociações deverão acontecer com o dólar cada vez mais em alta. Situação que seduz clubes e atletas.
– O futebol brasileiro é vendedor. Particularmente, não vejo essa alta do dólar como algo que pode prejudicar. O impacto será na questão das vendas, podem acontecer mais vendas, o que é maravilhoso para clubes que, tradicionalmente, são formadores – disse o empresário, antes de completar:
– O prejuízo poderia ocorrer na situação de menos torcedores nos estádios e menos receitas no Brasil pela situação do nosso país. Esse é o lado negativo, é o prejuízo que pode surgir no bolso dos clubes.
Considerando apenas o Oriente Médio, a única liga que tradicionalmente aposta em brasileiros cuja janela de transferências ainda não fechou é a da Qatar. Tal fechamento acontecerá no próximo dia 30.
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A alta do dólar, que superou a barreira dos R$ 4,00 pela primeira vez na história na última terça-feira – e fechou em R$ 4,14 nesta quarta – pode gerar impacto no futebol brasileiro? O LANCE! ouviu empresários ligados ao esporte para saber dos mesmos se, de fato, tal situação pode acontecer.
Existe um consenso. Atletas podem ser ainda mais seduzidos por propostas de clubes que pertencem a ligas que pagam salários na moeda americana, como os do Oriente Médio. Foi o que garantiu, por exemplo, o empresário Marcelo Robalinho, responsável pelo departamento internacional da Think Ball & Sports Consulting e referência no assunto.
– Com o dólar em alta, um clube ao vender um jogador para um mercado que pague em dólar por, por exemplo, 1 milhão (de dólares) consegue pagar uma folha salarial de um mês. Quando o dólar estava R$ 1,80 não era possível pagar nem meia (folha). É inegável que essa situação também para o atleta que recebe a proposta em dólar – disse Robalinho, ao L!.
A possibilidade de mais vendas para tal mercado, por exemplo, também aumenta por conta da situação econômica do Brasil como um todo, assim como concluiu Robalinho.
– Existe um contraponto, que é o fator crise no Brasil. São menos fontes de receita interna, alguns patrocinadores não estão querendo desembolsar grandes valores por conta da situação econômica... São situações que agravam o captação dos clubes internamente. Mas o certo é que esse fator (alta do dólar) deve impulsionar as vendas de atletas.
O empresário Fabiano Farah, por sua vez, destacou uma situação enfrentada pelo Palmeiras, que paga os salários do apoiador Allione, e dos atacantes Cristaldo e Mouche, todos argentinos, em dólar.
– Nunca é indicado um clube brasileiro contratar jogador pagando salário em dólar. O clube que não fez acordo para se prevenir dessa valorização do dólar, para que não pague um salário acima de determinado valor, está tomando um calor enorme. E é um calor duplo, pois tem a crise econômica e o real fortemente desvalorizado – explicou Farah.
Já Reinaldo Pitta também cita o fato de que mais negociações deverão acontecer com o dólar cada vez mais em alta. Situação que seduz clubes e atletas.
– O futebol brasileiro é vendedor. Particularmente, não vejo essa alta do dólar como algo que pode prejudicar. O impacto será na questão das vendas, podem acontecer mais vendas, o que é maravilhoso para clubes que, tradicionalmente, são formadores – disse o empresário, antes de completar:
– O prejuízo poderia ocorrer na situação de menos torcedores nos estádios e menos receitas no Brasil pela situação do nosso país. Esse é o lado negativo, é o prejuízo que pode surgir no bolso dos clubes.
Considerando apenas o Oriente Médio, a única liga que tradicionalmente aposta em brasileiros cuja janela de transferências ainda não fechou é a da Qatar. Tal fechamento acontecerá no próximo dia 30.
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