Com a aproximação dos compromissos das quartas de final da Copa do Brasil, vamos entrar numa fase interessante e decisiva para as equipes que a disputam paralelamente com o Campeonato Brasileiro. Elas terão que dividir as energias do plantel e exigir mais atenção das equipes técnicas, que contam o apoio do setor de fisiologia para driblar lesões futuras e cumprir o calendário com bons resultados.
As equipes a partir de agora terão que se desdobrar para não ter grandes oscilações de desempenho em nenhuma das competições. Diferentemente do Brasileirão, que é um campeonato longo, a Copa do Brasil é uma competição de mata-mata, sendo imprescindível obter vitórias quando jogar em casa, de preferência sem tomar gols, para ter tranquilidade quando jogar na casa do adversário.
Mas, essa atenção exigida para Copa do Brasil poderá influenciar no desempenho do Brasileirão. Virar a chave não é tão fácil assim. Se o clube tiver maus resultados em uma competição, os erros serão lembrados e influenciarão no desempenho da outra, principalmente porque os adversários muitas vezes poderão ser os mesmos.
Um ótimo exemplo desta situação é o Vasco que está virtualmente rebaixado para série B no Brasileirão e teve o técnico Celso Roth demitido. Um dos clássicos da Copa do Brasil será Vasco X Flamengo e provavelmente a equipe vascaina será afetada pela pressão de sua fraca campanha na temporada, como também por estar com Jorginho, novo treinador, em início de trabalho e adaptação ao elenco.
Dificilmente a mesma equipe consegue estar muito mal no Campeonato Brasileiro e focar totalmente na Copa do Brasil, a ponto de ser campeã. A pressão para não ser rebaixado no Brasileirão é maior do que a de ser campeão da Copa do Brasil, mesmo que esteja em jogo o título e uma vaga para Libertadores.
Por outro lado, existe o viés positivo. Se uma equipe tiver terminado a primeira fase do Brasileirão com boa classificação, a tendência é que esse bom momento apareça também na Copa do Brasil. Equipes que estão mal colocadas no Campeonato Brasileiro, podem adquirir motivação especial para as duas competições, se obtiverem bons resultados na Copa do Brasil.
Exemplo disto é o Coritiba, que está na zona de rebaixamento do Brasileirão e se fizer uma boa partida e vencer o Grêmio, poderá ganhar fôlego para lutar na Copa do Brasil e consequentemente passar a lutar com mais afinco para escapar do rebaixamento.
Na verdade, o que estou querendo mostrar é que uma competição influência sistematicamente o desempenho da equipe no outro campeonato que é disputado simultaneamente. Não é só pelo desgaste físico de ter mais compromissos a cumprir e consequentemente ter menor tempo para treinar, mas também pelos resultados atingidos.
O grupo de elite, ou seja, os quatro primeiros no Brasileirão, provavelmente só serão afetados se o cansaço físico não for bem dosado entre as duas competições. O moral elevado pela pontuação conquistada até o momento e a qualidade dos adversários na Copa do Brasil, os favorece. Teoricamente, dentre eles, somente o Corinthians que joga contra o Santos, poderá ter problemas. O Peixe vive um momento de recuperação, após a vinda do técnico Dorival Junior, que parece estar conseguindo equilibrar a equipe santista.
Atlético Mineiro, Grêmio e Fluminense terão confrontos mais tranquilos se levarmos em consideração a posição de seus adversários. Figueirense e Coritiba não estão bem colocados na tabela de classificação do Brasileirão e Paysandu está disputando a série B, brigando para subir à primeira divisão, no próximo ano.
Dentre os demais, São Paulo enfrenta o Ceará que é o lanterninha da série B, o Internacional encara o Ituano que não disputa nenhuma divisão do Campeonato Brasileiro e o Palmeiras joga contra o Cruzeiro que está em má fase.
Porém, como no futebol, nada é totalmente previsível, tudo pode acontecer. O fato é que os confrontos da Copa do Brasil irão ajudar a formatar melhor a tabela de classificação do Brasileirão que começa a se definir.
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As equipes a partir de agora terão que se desdobrar para não ter grandes oscilações de desempenho em nenhuma das competições. Diferentemente do Brasileirão, que é um campeonato longo, a Copa do Brasil é uma competição de mata-mata, sendo imprescindível obter vitórias quando jogar em casa, de preferência sem tomar gols, para ter tranquilidade quando jogar na casa do adversário.
Mas, essa atenção exigida para Copa do Brasil poderá influenciar no desempenho do Brasileirão. Virar a chave não é tão fácil assim. Se o clube tiver maus resultados em uma competição, os erros serão lembrados e influenciarão no desempenho da outra, principalmente porque os adversários muitas vezes poderão ser os mesmos.
Um ótimo exemplo desta situação é o Vasco que está virtualmente rebaixado para série B no Brasileirão e teve o técnico Celso Roth demitido. Um dos clássicos da Copa do Brasil será Vasco X Flamengo e provavelmente a equipe vascaina será afetada pela pressão de sua fraca campanha na temporada, como também por estar com Jorginho, novo treinador, em início de trabalho e adaptação ao elenco.
Dificilmente a mesma equipe consegue estar muito mal no Campeonato Brasileiro e focar totalmente na Copa do Brasil, a ponto de ser campeã. A pressão para não ser rebaixado no Brasileirão é maior do que a de ser campeão da Copa do Brasil, mesmo que esteja em jogo o título e uma vaga para Libertadores.
Por outro lado, existe o viés positivo. Se uma equipe tiver terminado a primeira fase do Brasileirão com boa classificação, a tendência é que esse bom momento apareça também na Copa do Brasil. Equipes que estão mal colocadas no Campeonato Brasileiro, podem adquirir motivação especial para as duas competições, se obtiverem bons resultados na Copa do Brasil.
Exemplo disto é o Coritiba, que está na zona de rebaixamento do Brasileirão e se fizer uma boa partida e vencer o Grêmio, poderá ganhar fôlego para lutar na Copa do Brasil e consequentemente passar a lutar com mais afinco para escapar do rebaixamento.
Na verdade, o que estou querendo mostrar é que uma competição influência sistematicamente o desempenho da equipe no outro campeonato que é disputado simultaneamente. Não é só pelo desgaste físico de ter mais compromissos a cumprir e consequentemente ter menor tempo para treinar, mas também pelos resultados atingidos.
O grupo de elite, ou seja, os quatro primeiros no Brasileirão, provavelmente só serão afetados se o cansaço físico não for bem dosado entre as duas competições. O moral elevado pela pontuação conquistada até o momento e a qualidade dos adversários na Copa do Brasil, os favorece. Teoricamente, dentre eles, somente o Corinthians que joga contra o Santos, poderá ter problemas. O Peixe vive um momento de recuperação, após a vinda do técnico Dorival Junior, que parece estar conseguindo equilibrar a equipe santista.
Atlético Mineiro, Grêmio e Fluminense terão confrontos mais tranquilos se levarmos em consideração a posição de seus adversários. Figueirense e Coritiba não estão bem colocados na tabela de classificação do Brasileirão e Paysandu está disputando a série B, brigando para subir à primeira divisão, no próximo ano.
Dentre os demais, São Paulo enfrenta o Ceará que é o lanterninha da série B, o Internacional encara o Ituano que não disputa nenhuma divisão do Campeonato Brasileiro e o Palmeiras joga contra o Cruzeiro que está em má fase.
Porém, como no futebol, nada é totalmente previsível, tudo pode acontecer. O fato é que os confrontos da Copa do Brasil irão ajudar a formatar melhor a tabela de classificação do Brasileirão que começa a se definir.
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