Ele fez Roth colocar Ronaldinho no banco do Grêmio


Fonte: ESPN.COM

(Foto: Conteúdo/ESPN)
Escalar ou não Ronaldinho Gaúcho? Essa era a dúvida de Celso Roth. E ele escolheu... improvisar o lateral Itaqui na vaga dele.



"A gente se encontrou no curso de treinadores da CBF, no ano passado. Quando ele me viu, falou: rapaz, eu não aguento mais! Até hoje me falam que eu deixei o Ronaldinho no banco para te escalar!'", contou o próprio Itaqui ao ESPN.com.br.

A história, jamais esquecida, aconteceu há nada menos que 20 anos, em 1998, no Grêmio. E Itaqui absolve o ex-chefe.

"Na posição que ele me colocou, o Ronaldinho não ia jogar. Era uma posição muito física, de marcação, vai e volta. O Ronaldinho era craque, tinha que disputar posição com o Palhinha e o Beto, não comigo", diz.

"Mas o fato é que ele saiu do time para eu entrar, e ficou essa lenda, de que o Ronaldinho sentou no banco pra mim", conta, entre muitos risos.

Itaqui chegou ao Grêmio em 1997, revelado pelo Juventude. Como ficou muito marcado pelo tempo nos dois clubes, ele afirma que vai ficar no muro nesta quarta (22), quando os dois se enfrentam, às 21h30, pela Copa do Brasil.

"Eu vou ficar na torcida e ver no que vai dar. Embora eu ache o Grêmio favorito e seja fã do estilo como o time joga, o Juventude está muito empolgado com a Copa do Brasil, é um bom time também", diz ele, que voltou a morar em Caxias.

ANOS 90
Itaqui chegou ao Juventude em 1990, nos juvenis. Em 1993, ele estava no time profissional, ano em que a Parmalat chegou para fazer a co-gestão no futebol clube, como no Palmeiras, dois anos antes.

"Vivi toda aquela época, fui campeão da Série B do Brasileiro pelo clube, foi um período especial", relembra-se Itaqui.

O lateral ficou no Alfredo Jaconi até o fim de 1997. No ano seguinte, indicado pelo treinador Gilson Nunes a Sebastião Lazzaroni, que comandava o Grêmio, tornou-se Tricolor.

"Era para ter saído um ano antes. O Atlético-MG me sondou, também. Mas a diretoria queria que eu ficasse para jogar a Série A, então, eu fiquei", conta ele. "Naquele ano, cheguei a ser sondado para ir para a seleção", diz.

Ao Grêmio que tinha Fabinho, Arilson, Goiano, Beto, Rivarola e Roger, Itaqui chegou para substituir o lateral paraguaio Chiqui Arce, que seguirá o técnico Felipão e tornara-se jogador do Palmeiras.

Além dos medalhões, havia naquele grupo do Grêmio um bom número de promessas da base. Por exemplo, Scheidt, Tinga e um meia-atacante habilidoso, irmão do astro gremista do passado Assis, que atendia pelo nome de Ronaldinho.

"Eu sou suspeito de falar dele, peguei toda ascensão, ele é um cara sensacional, nunca exigiu que o time jogasse para ele ou coisa do tipo. A gente é que se sentia meio na obrigação, porque ele decidia os jogos para a gente", conta Itaqui.

1998: RONALDINHO RESERVA
Itaqui "colocou Ronaldinho no banco" em 1998.

Naquele ano, o Grêmio estava muito pressionado, estava na zona de rebaixamento, e o Celso Roth quis fechar o time um pouco mais", conta o jogador.

Em Caxias, por onde Roth havia passado, Itaqui havia jogado de volante e meia também.

"Então, um dia ele me chamou e perguntou se eu conseguiria fazer tal e tal função no meio, atuando como um meia que fechava. Naquele época, o esquema era 4-4-2. E deu certo", conta Itaqui.

"Fiz cinco gols em quatro jogos e terminei o ano escolhido como melhor jogador do Grêmio na temporada", conta.

Itaqui ficou no Grêmio até 2001 - um ano a mais que Ronaldinho, que seguiu para o PSG.

"Vi toda a ascensão dele. A partir de 1999, ele arrebenta e se torna incontestável", diz.

Além de ter colocado Ronaldinho na reserva, Itaqui costuma ser lembrado pelos gremistas por um gol de falta feito em 1998, contra o Corinthians.

"O Lazaroni (técnico do Grêmio) fazia a gente treinar muita cobrança de falta, mas tínhamos o Rodrigo Mendes, que era um grande cobrador. Só que, naquele jogo, ele tinha batido uma daquele lugar e acertado a barreira. Então, ele me falou: 'vai lá, bate tu. E eu bati", revela, falando do gol mais marcante de sua carreira.

TITE E O FIM

Em 2001, Itaqui ainda estava no Grêmio, quando o time saiu de um início complicado para se tornar campeão da Copa do Brasil, sobre o Corinthians, em pleno Morumbi.

Naquele ano, Anderson Lima, também lateral-direito, era bastante convocado para a seleção brasileira - o que dava a Itaqui a chance de jogar com frequência.

"Fomos campeões, mas o começo foi difícil. Houve um jogo, nas primeiras fases, em que o Tite (então no Grêmio) chegou a nos avisar que o cargo dele corria perigo, se a gente não ganhasse", conta. E o Grêmio ganhou.

Já naquela época, Tite gostava de ver seus times jogando um futebol de toque de bola.

"A gente levantava a bola e ele gritava 'arrasta, não levanta, não. Bola rasteira'", conta Itaqui.

Com o título, Itaqui saiu do Grêmio e voltou para o Juventude. Jogou mais um ano. No começo de 2004, abandonou o futebol por um ano e meio, por conta de um problema de saúde na família.

"Neste intervalo, Palmeiras, Botafogo, Bahia, Paraná e mais alguns clubes me procuraram. Mas eu não queria mesmo voltar naquele momento", diz.

Em 2005, ele aceita, enfim, jogar no Vila Nova-GO, onde conquista mais um Estadual.

Depois, retorna para o Rio Grande do Sul, onde começa a rodar por clubes menores, como a Ulbra, Ypiranga e outros, até chegar ao Guarany de Garibaldi, em 2011, quando encerra a carreira, em dezembro.

TÉCNICO
Em 2016, Itaqui inicia a carreira como técnico no Juventude sub-17, conquistando o vice-campeonato gaúcho no ano seguinte. Em 2018, ele comanda o sub-20.

"Não gosto de falar dos meninos para não colocar muita pressão, mas há bons valores lá, como o Dener e o Camilo, que foi meu capitão", conta Itaqui, que, no momento, mora descansa em Caxias do Sul.



"Daqui, vejo o fanatismo da torcida, que está muito empolgada. É por isso que, mesmo com o favoritismo do Grêmio, o Juventude, de repente, pode trazer dificuldades", acredita, com a autoridade de quem já roubou a vaga de titular de um camisa 10 duas vezes melhor do mundo.



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