Lucas Dornelles/São Luiz
A tarefa de manter um clube de futebol no interior de qualquer Estado do Brasil não é fácil. Mas fica ainda mais complicado quando a sua cidade é a única em uma região distante das demais. É o caso do São Luiz, da cidade de Ijuí, no Rio Grande do Sul. Semifinalista do Campeonato Gaúcho que recebe o Grêmio hoje às 19h (de Brasília) no estádio 19 de outubro, o time da região noroeste percorreu mais de 6 mil quilômetros de ônibus na competição.
Representante isolado de sua região no Rio Grande do Sul, o São Luiz luta bravamente num torneio formado por times de Porto Alegre, região metropolitana, serra e zona sul. E ainda teve o azar de enfrentar em casa os dois adversários mais próximos que teria na primeira fase, Veranópolis e Avenida, de Santa Cruz do Sul.
Com ônibus alugados de empresas da região, a delegação ficou horas e mais horas em viagens que abriram tardes e romperam madrugadas. Paradas em postos para alimentação viraram rotina nos deslocamentos cansativos e perigosos cruzando o Rio Grande, quase que literalmente.
A viagem mais longa seria até Pelotas. E a direção do clube optou por pernoitar em Rio Grande, que fica ainda mais ao sul. Não bastasse tudo isso, o calendário ainda promoveu dois enfrentamentos por lá, contra Pelotas e Brasil. Só entre idas e vindas a Rio Grande foram 2.160 quilômetros.
O segundo maior deslocamento foi para Porto Alegre. E repetido três vezes. Contra Grêmio e duas vezes São José (primeira fase e quartas de final), foram três idas e voltas da capital, que totalizaram 2.340 quilômetros na estrada.
As viagens menores ainda assim foram grandes. Ida e volta para Caxias do Sul, onde enfrentou o Juventude deu 770 quilômetros e a menor das viagens, a São Leopoldo para o enfrentamento com Aimoré colocou 760 quilômetros na soma.
Desta forma, o São Luiz classificou-se para semifinal do Gauchão percorrendo 6.030 quilômetros de ônibus. Dormindo, acordando, acomodado como dava no veículo. É o mesmo caminho que seria percorrido em ida e volta entre São Paulo e Porto Velho (2.986 Km), capital de Rondônia, por exemplo.
Segunda menor folha do Estado
A opção por fazer todos os deslocamentos de ônibus também é financeira. O Grêmio, por exemplo, fretou voo para o jogo de hoje em Ijuí. Mas o São Luiz, dono de uma folha de pagamento de R$ 250 mil entre elenco e comissão técnica, a segunda menor do Gauchão, não teria como arcar com este custo.
E o futuro é incerto. Com a campanha realizada até agora, o time já conquistou vaga para Série D do ano que vem. Porém, a participação nas competições geridas pela Federação Gaúcha de Futebol no segundo semestre de 2019 só será definida após o Gauchão.
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Representante isolado de sua região no Rio Grande do Sul, o São Luiz luta bravamente num torneio formado por times de Porto Alegre, região metropolitana, serra e zona sul. E ainda teve o azar de enfrentar em casa os dois adversários mais próximos que teria na primeira fase, Veranópolis e Avenida, de Santa Cruz do Sul.
Com ônibus alugados de empresas da região, a delegação ficou horas e mais horas em viagens que abriram tardes e romperam madrugadas. Paradas em postos para alimentação viraram rotina nos deslocamentos cansativos e perigosos cruzando o Rio Grande, quase que literalmente.
A viagem mais longa seria até Pelotas. E a direção do clube optou por pernoitar em Rio Grande, que fica ainda mais ao sul. Não bastasse tudo isso, o calendário ainda promoveu dois enfrentamentos por lá, contra Pelotas e Brasil. Só entre idas e vindas a Rio Grande foram 2.160 quilômetros.
O segundo maior deslocamento foi para Porto Alegre. E repetido três vezes. Contra Grêmio e duas vezes São José (primeira fase e quartas de final), foram três idas e voltas da capital, que totalizaram 2.340 quilômetros na estrada.
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E o futuro é incerto. Com a campanha realizada até agora, o time já conquistou vaga para Série D do ano que vem. Porém, a participação nas competições geridas pela Federação Gaúcha de Futebol no segundo semestre de 2019 só será definida após o Gauchão.
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