De clássico protocolar, Gre-Nal 418 ganha contornos diferentes para os dois lados


Fonte: UOL

Foto: Lucas Uebel/Divulgação
O Gre-Nal 418 ganhou novos contornos nos últimos dias. Até a semana passada, o clássico não tinha maior impacto e nem de longe lembrava outros duelos entre Grêmio e Inter. O ano em estágio inicial, a falta de disputa real entre os rivais na tabela, a fase de classificação do Gauchão e a Libertadores sendo jogada por ambos esfriava a partida. Mas tudo mudou.

Grêmio e Internacional se enfrentam hoje (17), na Arena do Grêmio, às 19h (Brasília).



A derrota do Grêmio para o Libertad, em casa, e a decisão do Inter de não usar titulares mexeu com o Gre-Nal. Adicionou uma dose de ansiedade e gramas extra no peso do duelo.

O Grêmio, até então invicto em 2019, precisa se recuperar da primeira derrota na temporada. Um revés em casa, pela Libertadores, e com futebol muito abaixo da média. O Inter, por sua vez, desafia FGF (Federação Gaúcha de Futebol), TJD-RS (Tribunal de Justiça Desportiva) e o próprio elenco.

Desde o final de semana passado, quando Grêmio e Inter venceram, a liderança da primeira fase do Gauchão chegou definida no Gre-Nal. Com 23 pontos, o time gremista não perde o posto após o duelo com o tradicional rival. O Inter só sai da segunda colocação com combinação de resultados e critérios de desempate. Ou seja, não há disputa factual.

Para o Grêmio, contudo, o clássico ganhou um peso a mais. Ao perder para o Libertad, o time ouviu críticas e a velha contestação do nível técnico do estadual ressurgiu. Melhor time do Gauchão, entre os três melhores ataques do futebol brasileiro na temporada e com valores individuais, o Tricolor teve atuação irreconhecível.

"A gente procura esquecer esse jogo da Libertadores, é outra competição. E foi um dos nossos piores jogos desde que o professor está aqui", disse Everton, camisa 11 do Grêmio, lembrando a 'era Renato Gaúcho, iniciada em setembro de 2016.

No Internacional, o Gre-Nal virou palco de um protesto. O clube se irritou com a nova punição aplicada a Nico López, suspenso por mais duas partidas, e decidiu não botar titulares em campo. É a primeira vez na história moderna do Campeonato Gaúcho que o clube colorado se posiciona tão fortemente contra as entidades que organizam o futebol estadual.



"A expectativa é muito grande de jogar um clássico. Sabemos da dimensão do Gre-Nal. Sabemos que é uma situação diferente, mas estamos preparados", disse Nonato, um dos estreantes do duelo com o tradicional rival.

Nos últimos dois anos, a diretoria vermelha reclamou de decisões da arbitragem e até de remarcação de jogos, mas nunca tomou uma atitude como agora envolvendo o Gauchão. A afronta ao status quo também surge na última chance. Na quarta-feira, o Inter recebe o Novo Hamburgo e o protesto perderia força. O Gre-Nal 418 é o pano de fundo ideal: clássico, com exposição, e sem decidir título ou classificação para a próxima fase.



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