Versátil, chutador, mas irregular: saiba mais sobre Walter Montoya, novo reforço gremista

Destaque no Rosario Central, meia recebeu poucas chances em Sevilla e Cruz Azul


Fonte: Globoesporte.com

O Grêmio contratou um jogador completo para acrescentar ao meio campo do time. O argentino Walter Montoya cumpre as mais diversas funções, sabe driblar e ainda chuta bem. Porém, o técnico Renato Gaúcho terá uma missão para com o atleta de 25 anos: entender os motivos pelo qual o talentoso meia que apareceu no Rosario Central não repetiu as boas atuações no Sevilla e Cruz Azul.



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Montoya desembarcou em Porto Alegre na tarde do último sábado. No domingo, passou por exames protocolares e já começou a cumprir a mesma rotina de trabalhos dos companheiros.

O GloboEsporte.com conversou com pessoas que acompanharam de perto o desempenho do atleta. E dão pitacos sobre como ele pode ser utilizado.

Montoya em campo

Rosario Central - 67 jogos, 6 gols
Sevilla – 7 jogos
Cruz Azul - 26 jogos, 1 gol

Sucesso em Rosario



Ninguém melhor para discorrer sobre Montoya do que o técnico Eduardo Coudet, hoje comandante do Racing. Foi sob o comando do treinador que o meia teve o melhor rendimento na carreira. Pela Libertadores de 2016, aliás, ajudou o Rosario Central a derrubar o Grêmio pelas oitavas de final.

– O Walter é uma pessoa maravilhosa. É um grande jogador, que ajuda muito e espero que tenha sorte no Grêmio – elogia Coudet.
Para Federico Ludmer, da Radio del Plata, de Rosário, Renato ganha uma peça versátil. Alguém que tem qualidade tanto na marcação, quanto no apoio ao ataque.

– Montoya apareceu com 22 anos. Teve um momento de esplendor, antes de ir. River Plate e Boca Juniors tentaram sua contratação. Ele dispõe de muito recurso. Joga pela direita, mas também pode jogar por dentro. Tem muita pegada e é bastante veloz. O problema que pode ter é o fator psicológico. Tem futebol para triunfar, mas, às vezes, se acomoda. É um grande jogador. Sabe chutar, principalmente de média e longa distâncias – avalia Ludmer.

Poucas oportunidades na Espanha



O meio-campista chegou ao Sevilla no início de 2017, como um pedido de Jorge Sampaoli, ao preço de 5,5 milhões de euros (R$ 23,265 milhões). Só que, tanto com o atual técnico do Santos quanto com Eduardo Berizzo, recebeu poucas oportunidades, apesar da força no arremate. Jamais repetiu o mesmo futebol do período de Rosario.

- Nos primeiros seis meses, só recebeu duas chances. E, quando teve oportunidades chances, nunca conseguiu corresponder. Não sabiam a posição dele. Atuou aberto pela direita, na lateral, e até mesmo por dentro. Se destaca pela força, caráter e a potência no chute, mas não agradava ao técnico. Em uma equipe de raça, que falte carisma, ele será importante, porque luta, aproveita os espaços, é rápido, polivalente. Pode atuar em todas as funções da direita e mesmo no meio. Chegou com nome na Argentina, mas aqui não conseguiu demonstrar o jogador que é - afirmou para Alvaro Palomo, do Diario de Sevilla.



Apagado no México

Sem sucesso na Europa, Montoya voltou ao continente americano. Desta vez, para ter uma experiência no México. Foi contratado pelo Cruz Azul com o status de principal contratação no ano passado, tanto que recebeu a camisa 10. Porém, mais uma vez, sentiu falta da sequência e a qualidade apresentada em solo argentino, atesta Eduardo Espinosa, do jornal La Aficion.

- Montoya foi a principal aposta do Cruz Azul ano passado. Tanto que recebeu a camisa 10. Foi uma das contratações mais caras da história do clube, mas o principal problema foi ter sido contratado pelo dirigente que não está mais lá e não um pedido do técnico Pedro Caixinha. Aqui no Cruz Azul o Montoya foi muito mal. Ele jogou realmente muito pouco. A principal razão é pelo fato de o utilizarem como meia-atacante ou armador, atrás do atacante - analisa Eduardo Espinosa.

Para Armando Melgard, do jornal Record, sobram virtudes no reforço gremista. Por outro lado, acha que Montoya precisa demonstrar mais nos jogos.

- Ele é um jogador de ótima qualidade, muito bom com a bola nos pés. É de baixa estatura, mas poderosa na inicialização. Tem um bom tiro à distância, bom na jogada individual. No entanto, aqui no México, nunca conseguiu mostrá-las em uma partida oficial. Elas apareciam no treinamento. Por alguma razão, Montoya não conseguiu ser o jogador esperado.

Para completar, Montoya ainda teve um problema de relacionamento com Pedro Caixinha. O técnico chegou a disparar que o meia "era um jogador de treinamento". Já o meia disse que "era tratado como lixo" pelo treiandor.

Opção para diversas funções

No Grêmio, Montoya deverá brigar inicialmente pela vaga deixada por Ramiro, como um meia pelo lado direito. Mas como é polivalente, também pode atuar centralizado, como um segundo volante ou até improvisado na lateral direita.

A expectativa gremista é que o Montoya seja o mesmo que se destacou pelo Rosario Central em 2016. Na Argentina, ganhou espaço e notoriedade no time de Eduardo Coudet, ao qual eliminou o próprio Grêmio, nas oitavas de final da Libertadores. Para isso, confia na mão de ninguém menos do que Renato Gaúcho.












Grêmio,Montoya

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