Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS
Guardados numa gaveta na casa da família, no bairro Humaitá, perto da Arena, os caderninhos de capa laranja de seu Jessé Neves voltaram a receber registros nestes primeiros meses de 2016. Com caneta azul, o pai de Pedro Rocha anotou os quatro gols marcados pelo filho no Gauchão, síntese da volta da boa fase, que o garoto de 21 anos espera consolidar hoje, no Vermelhão da Serra, contra o Passo Fundo.
A história dos caderninhos é conhecida. Desde 2002, quando o menino começou a correr atrás de uma bola em Vila Velha, no Espírito Santo, Jessé assinala com carinho cada um de seus gols, sem esquecer de escrever o nome do adversário e a data da partida.
Os registros havia sido interrompidos em 3 de setembro do ano passado, na vitória por 2 a 0 contra o Figueirense. Começava naquele momento a má fase de Pedro Rocha, que o levou a perder prestígio e, mais grave, o lugar na equipe. O ano de 2015, que havia se iniciado de forma luminosa, encerrou-se com uma ponta de desconfiança quanto ao potencial do atacante.
— Eu sentia que ele ficava triste com os gols perdidos. Mas não comentava nada com a gente. Como pai, tratava de dizer que a vida também tem seus momentos de baixa — conta Jessé.
Vieram as férias e Pedro Rocha, com a ajuda de um personal trainer, e do pai, que comprou cones e um cronômetro, passou a treinar sozinho, tendo como cenário as praias do Espírito Santo. Reapresentou-se com bom condicionamento, preparado para o Gauchão. Dia 31 de janeiro, fez um gol na vitória por 3 a 1 contra o Brasil-Pel. E seu Jessé voltou a abrir o caderno.
Na partida contra o São José, véspera da viagem para Toluca, veio a lesão no joelho esquerdo, seguida de parada que se estendeu até março.
— Eu estava vendo pela televisão no Espírito Santo e quase caí da cadeira quando ele se machucou. Mas só no México se soube a gravidade do problema — recorda o pai.
A volta foi com um novo gol, contra o Cruzeiro. O mesmo ocorreu frente a Ypiranga e Lajeadense. Fatores que, somados à aplicação tática, elogiada por Roger Machado, fazem de Pedro Rocha um sério candidato a uma vaga como titular na retomada da Libertadores, em abril, na altitude de Quito.
— Ele ainda é um garoto, vai pegando a responsabilidade naturalmente. Mas é focado, determinado. Sabe que precisa matar um leão por dia — diz Jessé.
O jogo de hoje é marcado por uma curiosidade. Foi contra o Passo Fundo, no Gauchão de 2015, que Pedro Rocha disputou o primeiro de seus 53 jogos como profissional. E marcou o primeiro de seus 13 gols, alimentando uma estatística que seu Jessé espera ver se prolongar durante toda a temporada.
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— Eu sentia que ele ficava triste com os gols perdidos. Mas não comentava nada com a gente. Como pai, tratava de dizer que a vida também tem seus momentos de baixa — conta Jessé.
Vieram as férias e Pedro Rocha, com a ajuda de um personal trainer, e do pai, que comprou cones e um cronômetro, passou a treinar sozinho, tendo como cenário as praias do Espírito Santo. Reapresentou-se com bom condicionamento, preparado para o Gauchão. Dia 31 de janeiro, fez um gol na vitória por 3 a 1 contra o Brasil-Pel. E seu Jessé voltou a abrir o caderno.
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