Cacalo: "os donos dos atletas"


Fonte: Diário Gaúcho

Cacalo: os donos dos atletas
No meu tempo de dirigente, a circunstância já existia, mas não era ainda tão intensa como é atualmente. Refiro-me a participação de empresários e de empresas nos direitos econômicos dos atletas profissionais, especialmente os jovens.

E muitas vezes, esses atletas mais novos são dirigidos por pessoas sem nenhuma ligação com o futebol. Percebam, agora, o caso do menino Lincoln, pois a direção gremista, proprietária de 40 ou 50 % dos direitos do atleta, está tentando antecipar a renovação de contrato, que vai até 2017. Ora, nesta data, Lincoln terá recém completado 18 anos, e o risco de ficar livre é muito alto.

Claro que não espero a pirataria que fizeram com Ronaldinho, mas o risco existe, na medida em que uma empresa comanda 50% dos direitos do jogador. Infelizmente, o futebol está assim. Os clubes se tornam pedintes e recebem esmolas de empresários ricos, quando, na realidade, os clubes são o verdadeiro núcleo do futebol, já que movimentam multidões, apaixonam pessoas e fazem a alegria do povo.

Direção está correta
Mas se Fulano de Tal não quiser, o atleta não renova, ou fica livre ou postula valores inimagináveis. Por tudo isso, está corretíssima a direção do Grêmio em antecipar desde logo a renovação do contrato de Lincoln, que tem se apresentado como uma promessa que está virando realidade.

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