Sempre fui apaixonado por futebol e, ao acompanhar meu filho nos gramados, comecei a me interessar também pelas categorias de base. Portanto, faz alguns anos que venho observando direto os jogos dos juvenis de muitos clubes.
Há quatro anos atrás, vi jogar a estrela que salvou o Grêmio ontem no Nuevo Gasómetro.
Lincoln era um garoto de apenas 14 anos, mas ali já vi que era um jogador diferenciado, com talento para ser craque e que um dia seria o dono da camisa 10 do Grêmio.
Depois de presenciar a qualidade do menino prodígio, usei minha conta no Twitter para falar sobre o meia: "Grêmio tem um meia na categoria 98, Lincoln, craque, aos 14 anos já ganha um bom salário... Anotem o nome, vai ser o 10 do Grêmio em breve".
Muitos torcedores me criticaram na época, achando amadorismo encarar um menino tão novo e ter certeza que ele será um futuro craque.
Hoje, depois do gol que mantém o tricolor vivo por uma vaga nas oitavas da Libertadores, o colega Fabiano Baldasso relembrou esse tweet.
Acontece que as boas atuações que Lincoln vem apresentando em campo no time reserva do Grêmio, que tem jogado algumas partidas do Gauchão, o credenciaram a estar disponível no banco de reservas ontem.
Ele fez falta na partida contra o San Lorenzo aqui na Arena e mesmo com o receio de queimar um jovem talento, Roger não cometeu o mesmo erro de deixá-lo de fora.
E foi a coragem do treinador, aliada a frieza e diferencial do menino, que colocaram o Grêmio de volta na competição continental.
Essa é a "estrela Lincoln" que eu já sabia que brilharia há alguns anos...
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Muitos torcedores me criticaram na época, achando amadorismo encarar um menino tão novo e ter certeza que ele será um futuro craque.
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