Após jogada de Everton, Lincoln marcou o gol de empate do Grêmio
Já fui de acreditar mais. Antigamente, pensava que toda derrota em curso poderia se tornar uma virada história. E eu estava certo, há sempre a possibilidade, mesmo que remota. Mas as epopeias eram raras e eu acabava por me decepcionar. Com o tempo, virei o disco, tornei-me realista, beirando o pessimismo e desesperançoso, o que faz com que eu nunca me decepcione - pelo contrário, toda surpresa é positiva.
Naqueles idos de quarenta e tantos, já afogado pelo realismo daquela derrota, pela desgraça que nos traria, pela dificuldade hercúlea que viria pela frente para uma classificação, eu já havia desistido. Já me lamentava, culpando os céus e a terra e esbravejava com as paredes, como se elas me ouvissem.
Reclamei dos experientes, dos jovens e até da falta de critério do técnico ao escalar o banco de reservas. Bati boca com minha própria consciência, num paradoxo ideológico, ao questionar as substituições, mesmo essas sendo as que eu gostaria de ter visto no jogo anterior.
Eu nem olhava pra TV quando tudo começou. No erguer da entonação do narrador, dando dramaticidade ao lance, tornei a ver. Naquele bate e rebate, de passes, chutes e tentativas, no alopro da situação, tentando a qualquer custo, no desespero pra evitar a morte, quando eu menos acreditei, fui tombado pela surpresa.
Aconteceu com Lincoln, o Diamante Negro, decisivo quando se precisa ser, com a direita, a ruim – mas que é boa -, nos seus dezessete anos, a idade que eu tinha ao tombar de joelhos, rezando, frente a um televisor, acreditando que fazer 4, 5, 6 gols no Boca Juniors, em uma final de Libertadores, ainda era possível, mesmo com o tempo cingindo-nos o pescoço e sem esboçarmos reação em campo.
Não acreditava mais, mas ele me fez crer. Chutei minha descrença e soquei a alma do pessimismo. Lincoln, o Diamante Negro, que esperam que se lapide, bruto, já vale mais que qualquer pedra de sangue.
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