Foto: Diego Vara / Agencia RBS
Há um ano o Gre-Nal voltou a ficar um pouco mais civilizado. Em 1° de março de 2015, gremistas e colorados caminharam lado a lado para o Beira-Rio. O primeiro clássico com o advento da torcida mista terminou empatado em 0 a 0. Naquele Gre-Nal 404, o primeiro da temporada, válido pelo Gauchão, a nota 10 foi para a mescla do azul, preto e branco com o vermelho, na arquibancada superior do estádio colorado. Irmãos, pais e filhos, famílias inteiras, de diferentes matizes puderam assistir juntos, e sem a necessidade de se camuflar, ao clássico Gre-Nal.
— O mais legal da torcida mista é que, nela, você se sente entre amigos. Ninguém briga. E olha que fui três Gre-Nais de torcida mista, entre eles o do título gaúcho do Inter (vitória colorada por 2 a 1 ) e o dos 5 a 0 para o Grêmio, na Arena — conta o colorado e publicitário João Gabriel Oliveira, 25 anos, que foi com a namorada, a gremista e educadora física Renata Roncatto, 31 anos. — Nós dois amamos nossos clubes e nunca havíamos conseguido ir ao clássico juntos — lembra Oliveira.
Pois a torcida mista, apesar de limitada a apenas dois mil torcedores por clássico, já soma cinco Gre-Nais e quase 10 mil torcedores. Para o clássico 409, neste domingo, na Arena, mais de 300 bilhetes já foram vendidos — A projeção é que todos os dois mil sejam comercializados, assim que passar o jogo entre Grêmio e LDU, nesta quarta-feira, pela Libertadores.
— A torcida mista foi uma grande mudança cultural — disse Marcelo Jorge, gerente de operações da Arena. — As pessoas que vão na área mista saem gratificadas dos jogos, independente do resultado. São outros tempos. Jamais houve brigas na área da torcida conjunta. Tenho certeza que nos próximos anos este espaço será ampliado para uma área bem maior nos estádios — acrescentou Jorge.
Para Alexandre Limeira, vice de administração do Inter e um dos idealizadores da torcida mista e do Caminho do Gol no Gre-Nal, a reunião dos torcedores nas arquibancadas já se tornou uma realidade do clássico e deverá ter o espaço ampliado já nesta temporada:
— A torcida mista representou uma inovação do futebol gaúcho, que investiu forte na convivência e na mudança de cultura para atrair o cidadão de bem aos estádios. Pessoas convivendo no Gre-Nal com amigos e parentes, algo que nunca puderam fazer antes. Está virando costume. Foi a coragem dos clubes, da Brigada Militar e do Ministério Público que bancou a ideia. A torcida mista está madura para a ampliação, a partir das finais do Gauchão, se houver Gre-Nal, ou no Brasileirão.
Titular do Juizado do Torcedor, o juiz Marco Aurélio Xavier, entende que a torcida mista devolveu ao torcedor gaúcho a cordialidade e a tolerância à opinião divergente:
— A torcida mista foi um marco muito importante no processo de pacificação dos estádios, principalmente porque colocou o espaço de rivalidade clubística no limite correto. Isso significa que deve haver a rivalidade, a torcida, até mesmo a brincadeira folclórica, mas sempre preservando o mais importante, que é a boa relação pessoal.
Neste domingo, na Arena, o Gre-Nal da torcida mista cumprirá o seu sexto clássico. E um ano de tradição.
Os Gre-Nais com torcida mista:
1/3/2015 — Inter 0x0 Grêmio (Gauchão)
26/4/2015 — Grêmio 0x0 Inter (Gauchão)
3/5/2015 — Inter 2x1 Grêmio (Gauchão)
9/8/2015 — Grêmio 5x0 Inter (Brasileirão)
22/11/2015 — Inter 1x0 Grêmio (Brasileirão)
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Há um ano o Gre-Nal voltou a ficar um pouco mais civilizado. Em 1° de março de 2015, gremistas e colorados caminharam lado a lado para o Beira-Rio. O primeiro clássico com o advento da torcida mista terminou empatado em 0 a 0. Naquele Gre-Nal 404, o primeiro da temporada, válido pelo Gauchão, a nota 10 foi para a mescla do azul, preto e branco com o vermelho, na arquibancada superior do estádio colorado. Irmãos, pais e filhos, famílias inteiras, de diferentes matizes puderam assistir juntos, e sem a necessidade de se camuflar, ao clássico Gre-Nal.
— O mais legal da torcida mista é que, nela, você se sente entre amigos. Ninguém briga. E olha que fui três Gre-Nais de torcida mista, entre eles o do título gaúcho do Inter (vitória colorada por 2 a 1 ) e o dos 5 a 0 para o Grêmio, na Arena — conta o colorado e publicitário João Gabriel Oliveira, 25 anos, que foi com a namorada, a gremista e educadora física Renata Roncatto, 31 anos. — Nós dois amamos nossos clubes e nunca havíamos conseguido ir ao clássico juntos — lembra Oliveira.
Pois a torcida mista, apesar de limitada a apenas dois mil torcedores por clássico, já soma cinco Gre-Nais e quase 10 mil torcedores. Para o clássico 409, neste domingo, na Arena, mais de 300 bilhetes já foram vendidos — A projeção é que todos os dois mil sejam comercializados, assim que passar o jogo entre Grêmio e LDU, nesta quarta-feira, pela Libertadores.
— A torcida mista foi uma grande mudança cultural — disse Marcelo Jorge, gerente de operações da Arena. — As pessoas que vão na área mista saem gratificadas dos jogos, independente do resultado. São outros tempos. Jamais houve brigas na área da torcida conjunta. Tenho certeza que nos próximos anos este espaço será ampliado para uma área bem maior nos estádios — acrescentou Jorge.
Para Alexandre Limeira, vice de administração do Inter e um dos idealizadores da torcida mista e do Caminho do Gol no Gre-Nal, a reunião dos torcedores nas arquibancadas já se tornou uma realidade do clássico e deverá ter o espaço ampliado já nesta temporada:
— A torcida mista representou uma inovação do futebol gaúcho, que investiu forte na convivência e na mudança de cultura para atrair o cidadão de bem aos estádios. Pessoas convivendo no Gre-Nal com amigos e parentes, algo que nunca puderam fazer antes. Está virando costume. Foi a coragem dos clubes, da Brigada Militar e do Ministério Público que bancou a ideia. A torcida mista está madura para a ampliação, a partir das finais do Gauchão, se houver Gre-Nal, ou no Brasileirão.
Titular do Juizado do Torcedor, o juiz Marco Aurélio Xavier, entende que a torcida mista devolveu ao torcedor gaúcho a cordialidade e a tolerância à opinião divergente:
— A torcida mista foi um marco muito importante no processo de pacificação dos estádios, principalmente porque colocou o espaço de rivalidade clubística no limite correto. Isso significa que deve haver a rivalidade, a torcida, até mesmo a brincadeira folclórica, mas sempre preservando o mais importante, que é a boa relação pessoal.
Neste domingo, na Arena, o Gre-Nal da torcida mista cumprirá o seu sexto clássico. E um ano de tradição.
Os Gre-Nais com torcida mista:
1/3/2015 — Inter 0x0 Grêmio (Gauchão)
26/4/2015 — Grêmio 0x0 Inter (Gauchão)
3/5/2015 — Inter 2x1 Grêmio (Gauchão)
9/8/2015 — Grêmio 5x0 Inter (Brasileirão)
22/11/2015 — Inter 1x0 Grêmio (Brasileirão)
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