Foto: Félix Zucco / Agencia RBS
O Grêmio e sua torcida precisam se acautelar em relação a Miller Bolaños. Não que o equatoriano seja um jogador de qualidade técnica duvidosa. Longe disso. Trata-se de um jogador de primeiro nível. Não foi de graça que acabou 2015 eleito como terceiro melhor da América.
Só que Bolaños fez tudo isso e atingiu esse patamar no Equador, no conforto dos braços de um clube, um técnico e uma torcida que o aconchegavam. Sair do Emelec para jogar no Grêmio e, por consequência, no futebol brasileiro representa o maior salto na carreira do meia-atacante. É o seu desafio, sua hora da verdade. Bolaños brilhou muito em Guayaquil.
O Equador inteiro espera, agora, que ele confirme em um campeonato mais competitivo, em meio a um universo com maior número de jogadores de alto nível.
Além disso, Bolaños precisa superar um período de adaptação. Em todos os aspectos. Há uma nova cultura a ser desvendada, nova cidade, novo clube, novo tipo de treinamento, novos companheiros. Nem relaciono nisso o idioma, embora tivemos alguns casos de jogadores que tinham dificuldade em entender o que pediam os técnicos em português.
Por tudo isso, acho temerário quando ouço dirigentes e torcedores do Grêmio apostando que a entrada de Bolaños resolverá os problemas técnicos do time. São raros os exemplos de estrangeiros que chegam e saem jogando como se estivessem no quintal de casa. Bolaños tem perfil para ser dessa linhagem. Mas ele não será, sozinho, a solução gremista.
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