Foto: José Doval / Agencia RBS
Artigo em extinção no futebol de hoje, ele era meia armador do Grêmio campeão da Libertadores de 1995. Entrava na área, fazia gols e ajudava a fechar o lado esquerdo, canhoto de rara habilidade que era.
Faltando pouco mais de 24 horas para a estreia da equipe de Roger Machado na edição deste ano, contra o Toluca, no México, Carlos Miguel fala do que espera da equipe treinada por seu amigo e companheiro daquela daquela campanha.
Por que o meia-armador anda tão em falta nos times brasileiros
A única explicação que encontro é a base. Os clubes não se preocupam mais em formar jogadores com as características de um armador. O foco está todo voltando para atacantes e meia-atacantes, por questões de mercado. Na hora de vender para a Europa, o valor do homem de frente é sempre maior. E tem, também, a questão tática. Os times estão atuando com até três ou quatro jogadores de características bem adiantadas. Os ponteiros voltaram, seja no 3-2-3-1 ou no 4-3-3 clássico.
Qual jogador do Grêmio de hoje se parece mais com o seu estilo?
Não é o Douglas, como muitos falam. Eu tinha mais compromissos defensivos do que o Douglas, até por característica. Dava minha contribuição para fechar o setor e ajudar o Roger pelo lado esquerdo, enquanto o Arílson fazia o mesmo trabalho na direita. Eu conseguia cumprir essas funções sem me afastar da área adversária. O Douglas participa, com muita qualidade, do meio para frente. Me sinto mais parecido com o Lincoln. Ele tem muito a evoluir na parte tática defensiva, mas sinto que fecha o setor com mais naturalidade, igualmente sem abdicar do penúltimo passe e do arremate para o gol.
O Grêmio tem chance de ser campeão?
Sempre tem. O Grêmio, pelo tamanho e por ter mantido o projeto do Roger, é candidato. Terá de corrigir algumas falhas deste começo de 2016. A recomposição defensiva está pior do que no ano passado. Este processo tem de ser mais rápido. Vi isso contra Aimoré e São José. A bola foi perdida no ataque e o time, todo projetado à frente, não conseguiu voltar a tempo. A ausência de Walace, mais rápido do que Maicon neste aspecto de voltar para marcar, e o desentrosamento do Walace Oliveira podem estar pesando nisso. Mas o Roger vai ajustar, acredito nele.
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Não é o Douglas, como muitos falam. Eu tinha mais compromissos defensivos do que o Douglas, até por característica. Dava minha contribuição para fechar o setor e ajudar o Roger pelo lado esquerdo, enquanto o Arílson fazia o mesmo trabalho na direita. Eu conseguia cumprir essas funções sem me afastar da área adversária. O Douglas participa, com muita qualidade, do meio para frente. Me sinto mais parecido com o Lincoln. Ele tem muito a evoluir na parte tática defensiva, mas sinto que fecha o setor com mais naturalidade, igualmente sem abdicar do penúltimo passe e do arremate para o gol.
O Grêmio tem chance de ser campeão?
Sempre tem. O Grêmio, pelo tamanho e por ter mantido o projeto do Roger, é candidato. Terá de corrigir algumas falhas deste começo de 2016. A recomposição defensiva está pior do que no ano passado. Este processo tem de ser mais rápido. Vi isso contra Aimoré e São José. A bola foi perdida no ataque e o time, todo projetado à frente, não conseguiu voltar a tempo. A ausência de Walace, mais rápido do que Maicon neste aspecto de voltar para marcar, e o desentrosamento do Walace Oliveira podem estar pesando nisso. Mas o Roger vai ajustar, acredito nele.
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