Cardozo, pressionado por série de jogos sem vitória, conversa com Botinelli (Foto: Divulgação/Toluca)
O adversário do Grêmio na estreia da Libertadores 2016 é apenas o 12º colocado do Torneio Clausura, a competição nacional do México. O Toluca não vence há mais de um mês, mas ainda assim é celebrado por conta de sua defesa sólida, que sofre poucos gols. O clube pertence ao bilionário Valentín Díez Morodo, que vendeu recentemente o Grupo Modelo, da cerveja Corona.
A transação da belgo-brasileira AB InBev movimentou US$ 20 bilhões em 2012, o que dá a dimensão do tamanho da fortuna de Morodo, empresário de grande sucesso no México. Ele é filho de Nemesio Díez, que dá nome ao estádio e um dos principais dirigentes da história dos Diablos Rojos. Um dos seus "hobbies" é administrar o Toluca, já que crê que o futebol pode resultar em uma sociedade melhor, conforme manifestação em anos anteriores.
Atualmente, o empresário integra o conselho independente do Grupo Modelo e é bastante requisitado no México. Mas, curiosamente, o Toluca não é dos clubes que mais gastam dinheiro, nem investiu tão forte para a Libertadores. Contratou apenas o lateral-direito Gerardo Flores e contou com o retorno do volante Ortiz, que estava no Libertad, do Paraguai.
A equipe é conhecida por um sistema defensivo muito forte. Os próprios jornalistas do México citam a compactação defensiva como o ponto mais positivo do time treinado por José Cardozo, ex-goleador da seleção paraguaia. O problema, porém, é ofensivo. Uribe e Triverio, os grandes nomes do clube no ataque, ainda não decolaram em 2016. São quatro empates consecutivos no Clausura. Ironicamente, na posição em que o chefe era ídolo.
– Estamos estudando bastante. Vimos alguns vídeos da equipe do Toluca, sabemos como jogam. Temos que ter atenção, é jogo de detalhe, é uma equipe que cruza muita bola na área, com centroavantes que brigam bastante. São perigosos nesta jogada, temos que minimizar para a gente não sofrer – destacou o meia Giuliano em entrevista coletiva.
Também há o ex-jogador do Flamengo Dario Botinellli. Ele reveza no time titular com Cueva, peruano que tem apreço da torcida. Esquivel, meia mexicano, também é valorizado. O goleiro Talavera é da seleção nacional e também muito destacado por imprensa e torcida.
O time mexicano é o 12º colocado do Clausura, com sete pontos em seis rodadas. Vive pressão justamente por estar há um mês sem vitória. É o terceiro maior campeão do país, embora não seja dos primeiros em popularidade e torcida. Neste ano, foram cinco gols sofridos em quatro jogos. Na competição anterior, na qual foi vice-campeão, sofreu 24 gols em 21 jogos, a terceira melhor defesa.
– O Toluca é um time sólido na defesa. Mas por vezes faz o primeiro gol e depois acha que vai ganhar. E acaba, no fim, cedendo o empate. Precisa melhorar esta questão – diz Omar Villareal, da TV Azteca, ao GloboEsporte.com.
Na Libertadores, o histórico é bastante recente. Debutou em 2007, mesmo ano que enfrentou e venceu o Boca Juniors no Nemesio Díez. Foi o líder do Grupo 7, mas caiu nas oitavas de final para o Cucuta, então sensação colombiana no torneio.
Na segunda-feira, o GloboEsporte.com visitou o Estádio Nemesio Díez. Na loja oficial, o staff preparava as camisetas que serão utilizadas na quarta. Os números estavam sendo prensados pelos funcionários, com dois fardamentos por atleta. As equipes entram em campo à meia-noite de quarta para quinta-feira, no horário de Brasília (20h no México).

Estádio Nemesio Díez sediará jogo de quarta (Foto: Eduardo Moura/GloboEsporte.com)
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Atualmente, o empresário integra o conselho independente do Grupo Modelo e é bastante requisitado no México. Mas, curiosamente, o Toluca não é dos clubes que mais gastam dinheiro, nem investiu tão forte para a Libertadores. Contratou apenas o lateral-direito Gerardo Flores e contou com o retorno do volante Ortiz, que estava no Libertad, do Paraguai.
A equipe é conhecida por um sistema defensivo muito forte. Os próprios jornalistas do México citam a compactação defensiva como o ponto mais positivo do time treinado por José Cardozo, ex-goleador da seleção paraguaia. O problema, porém, é ofensivo. Uribe e Triverio, os grandes nomes do clube no ataque, ainda não decolaram em 2016. São quatro empates consecutivos no Clausura. Ironicamente, na posição em que o chefe era ídolo.
– Estamos estudando bastante. Vimos alguns vídeos da equipe do Toluca, sabemos como jogam. Temos que ter atenção, é jogo de detalhe, é uma equipe que cruza muita bola na área, com centroavantes que brigam bastante. São perigosos nesta jogada, temos que minimizar para a gente não sofrer – destacou o meia Giuliano em entrevista coletiva.
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– O Toluca é um time sólido na defesa. Mas por vezes faz o primeiro gol e depois acha que vai ganhar. E acaba, no fim, cedendo o empate. Precisa melhorar esta questão – diz Omar Villareal, da TV Azteca, ao GloboEsporte.com.
Na Libertadores, o histórico é bastante recente. Debutou em 2007, mesmo ano que enfrentou e venceu o Boca Juniors no Nemesio Díez. Foi o líder do Grupo 7, mas caiu nas oitavas de final para o Cucuta, então sensação colombiana no torneio.
Na segunda-feira, o GloboEsporte.com visitou o Estádio Nemesio Díez. Na loja oficial, o staff preparava as camisetas que serão utilizadas na quarta. Os números estavam sendo prensados pelos funcionários, com dois fardamentos por atleta. As equipes entram em campo à meia-noite de quarta para quinta-feira, no horário de Brasília (20h no México).

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