Nem todo conceito de Roger Machado junto ao torcedor evitou que a crítica viesse pesada depois da derrota para o São José na véspera da viagem para o México. Levar 2x0 do São José na Arena merece consideração, os sinais de que algo está fora do lugar foram bem visíveis. Proponho, porém, um desconto significativo para o resultado. Faça o exercício básico de se colocar no lugar do outro; você é titular do Grêmio, em menos de 24h estará no avião para a estreia na Libertadores fora do país. Você está em campo contra o São José, time que faz bela campanha e tem chance na Arena de reforçar sua visiblidade e seu conceito de jogo. Onde estará sua cabeça? Qual será o nível de sua concentração? Quanto menos você está dando em intensidade diante do fato maior que vem logo adiante, o primeiro jogo na competição mais importante do continente
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Não estou, absolutamente, desmerecendo a vitória justa e impactante do São José. Se no primeiro tempo achou seu gol e teve no goleiro a figura da partida, na segunda etapa sobrou e mereceu o 2x0. A questão é o tom da crítica que se abateu sobre o Grêmio depois da derrota. O desafio de Roger Machado é aproveitar o que o insucesso na Arena sexta passada tem a ensinar aos jogadores. O nível de concentração vai aumentar, já que aumentou a cobrança. Quem estava eventualmente se sentindo intocável perceberá que intocável não existe em futebol. Duvido que Roger sacrifique Cadu; o treinador mandaria uma mensagem dúbia de que é capaz de entregar uma cabeça para aplacar a fúria da massa. O técnico do Grêmio não é assim. Se tiver que sacar Cadu, conversará com ele e explicará suas razões e até a preservação de quem vem jogando mal. Talvez faça isso na frente do elenco.
Um dos desafios do jovem treinador gremista é lidar com uma crítica sempre agravada por um passivo que não lhe diz respeito. A desproporção da desconfiança gerada por uma derrota no Gauchão em véspera de viagem para estreia na Libertadores é só uma das formas desta pressão se manifestar. Virão outras.
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Não estou, absolutamente, desmerecendo a vitória justa e impactante do São José. Se no primeiro tempo achou seu gol e teve no goleiro a figura da partida, na segunda etapa sobrou e mereceu o 2x0. A questão é o tom da crítica que se abateu sobre o Grêmio depois da derrota. O desafio de Roger Machado é aproveitar o que o insucesso na Arena sexta passada tem a ensinar aos jogadores. O nível de concentração vai aumentar, já que aumentou a cobrança. Quem estava eventualmente se sentindo intocável perceberá que intocável não existe em futebol. Duvido que Roger sacrifique Cadu; o treinador mandaria uma mensagem dúbia de que é capaz de entregar uma cabeça para aplacar a fúria da massa. O técnico do Grêmio não é assim. Se tiver que sacar Cadu, conversará com ele e explicará suas razões e até a preservação de quem vem jogando mal. Talvez faça isso na frente do elenco.
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