Desempregado após terminar o seu contrato com o Palmeiras, o goleiro Aranha, 35 anos, falou com o blog do colega Jorge Nicola.
Em um dos trechos da entrevista, o jogador repercutiu o que aconteceu com ele aqui na Arena:
Por falar em torcedor, você foi uma das mais famosas vítimas do racismo no futebol. Isso chega a atrapalhar na hora de arranjar emprego?
Com certeza, o preconceito atrapalha. Ele existe no futebol e acho que vai continuar existindo para sempre.
Se pudesse voltar no tempo, faria algo diferente em relação aos torcedores do Grêmio que o chamaram de macaco?
O que eu fiz foi simples: apenas comuniquei ao árbitro (Wilton Pereira Sampaio) que estavam cometendo um crime de racismo contra mim. Ele é que não tomou atitude. A partir daí que a situação ganhou corpo e virou toda aquela confusão.
Você aceitou o pedido de desculpas de uma das meninas que o xingou?
Ela pediu desculpa para mim uma vez e umas dez para o Grêmio (o time gaúcho acabou eliminado da Copa do Brasil). Mas tudo bem, faz parte.
Continua sendo vítima de racismo mesmo depois de toda a repercussão?
O preconceito continua, mas de maneira mascarada. Só mudaram os termos. Os caras acham que vão me afetar. Agora, em vez de “macaco”, me chamam de “Branca de Neve”. Alguma autoridade acha que é comum um torcedor chamar um jogador de Branca de Neve? Claro que isso não é xingamento de futebol.
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Por falar em torcedor, você foi uma das mais famosas vítimas do racismo no futebol. Isso chega a atrapalhar na hora de arranjar emprego?
Com certeza, o preconceito atrapalha. Ele existe no futebol e acho que vai continuar existindo para sempre.
Se pudesse voltar no tempo, faria algo diferente em relação aos torcedores do Grêmio que o chamaram de macaco?
O que eu fiz foi simples: apenas comuniquei ao árbitro (Wilton Pereira Sampaio) que estavam cometendo um crime de racismo contra mim. Ele é que não tomou atitude. A partir daí que a situação ganhou corpo e virou toda aquela confusão.
Você aceitou o pedido de desculpas de uma das meninas que o xingou?
Ela pediu desculpa para mim uma vez e umas dez para o Grêmio (o time gaúcho acabou eliminado da Copa do Brasil). Mas tudo bem, faz parte.
Continua sendo vítima de racismo mesmo depois de toda a repercussão?
O preconceito continua, mas de maneira mascarada. Só mudaram os termos. Os caras acham que vão me afetar. Agora, em vez de “macaco”, me chamam de “Branca de Neve”. Alguma autoridade acha que é comum um torcedor chamar um jogador de Branca de Neve? Claro que isso não é xingamento de futebol.
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