[COPA 2014] Final da Copa do Mundo vale até R$ 80 mil no câmbio negro

Fifa e Procon pedem cautela aos torcedores mais desesperados, já que os ingressos ilegais não garantem a entrada nos estádios


Fonte: Estadão

Site que vende ingresso ilegais é similar ao da Fifa

Após a venda de praticamente todos os 180 mil ingressos desde a última quarta-feira para a Copa de 2014, a Fifa encontra "concorrentes" espalhados pelo mundo. Com a falta de entradas para a abertura e para a final do torneio, sites chegam a vender bilhetes para o Mundial por aproximadamente R$ 80 mil, sem dar o torcedor a garantia de entrar nos estádios.

Mesmo que a Fifa insista em dizer que só é possível adquirir os ingressos por meio de seu site oficial e de promoções dos patrocinadores, diversos sites oferecem bilhetes de todas as 64 partidas do Mundial.

Com sede em Bilbao, na Espanha, o Iguana Tickets possui uma versão em português que vende apenas entradas para a Copa do Mundo. Com um desenho muito semelhante ao do site oficial da Fifa, a página anuncia ingressos de todos os jogos em todas as categorias. O mais caro deles é o ingresso do setor Vip da grande final, que sai pelo valor de R$ 79.931,02, tendo o seu valor alterado para mais por conta do frete.

Para retirar dúvidas dos torcedores, o site fornece um e-mail no topo da página para que as pessoas possam adquirir entradas ilegais. Se passando por um comprador, a reportagem do Estado tentou entrar em contato com os responsáveis, porém, mesmo com a promessa de ser atendido "o mais breve possível", não obteve resposta até a noite de ontem pelos responsáveis.

Não é só o Iguana Tickets que vende ingressos de forma ilegal. Páginas eletrônicas como a Ticket, a Tri Tickets, Ticket Network, Live Football Tickets e a Guarantee Tickets são outros sites espalhados pelo mundo que anunciam entradas para o Mundial, inclusive em diversas versões para que torcedores de todo o mundo comprem ingressos falsificados ou ilegais.

ALERTA

O esgotamento de ingressos dos principais jogos podem levar torcedores a cometer loucuras por uma vaga em um dos 12 estádios que sediarão os jogos. Por conta disso, o Procon pede cuidado aos fãs mais desesperados.

"O consumidor que opta por adquirir ingressos de uma fonte ilegal, se sujeita a perder uma pequena fortuna comprando um ingresso falso. Além da entrada, a pessoa pode ter um custo com viagem, hospedagem e pode ter a decepção de não conseguir entrar nos estádios", alerta o assessor técnico da diretoria de fiscalização da entidade, Luciano Souza.

O funcionário, que chama o caso de "cambismo virtual", acredita que o Procon deverá ser acionado por vítimas nos próximos dias. "Eu receio que depois da venda desse último lote, as pessoas que entram na fase de desespero comecem a comprar (ingressos) por esse tipo de site e comecemos a receber denúncias", diz.

INVESTIGAÇÃO

Para evitar estelionatos, a Polícia Civil está de prontidão com quatro departamentos, que estão realizando trabalhos estratégicos para combater a venda de ingressos ilegais na Copa tanto pela internet, quanto no entorno dos estádios nos dias de jogos.

O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e o Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol) atuam no combate a venda dos ingressos pela internet.

Ronaldo Tossunian, delegado que trata de crimes eletrônicos pelo Deic, afirma que delegacias de São Paulo já registraram boletins de ocorrência por conta das fraudes. "Esses casos também acontecem em outros grandes eventos, como o Rock In Rio. Muitas vezes, as vítimas passam registros de seus cartões direto para a conta pessoal dos estelionatários", explica o delegado, que diz que o acusado pode pegar entre 1 a 5 anos de reclusão.

Para evitar a venda ilegal de bilhetes na região dos 12 estádios da Copa, o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) e o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) são os responsáveis por distribuir policiais no perímetro dos locais em dias de jogos.

Além deles, os oficiais também contam com as denúncias dos próprios torcedores, que podem ser feitas através do telefone 181 ou diretamente à Polícia Militar pelo 190. Por meio de sua assessoria, a Polícia diz que um cambista pego em flagrante pode ser enquadrado no Estatuto do Torcedor e receber pena de um a dois anos de cadeia.

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