Em uma entrevista exclusiva concedida ao jornalista Jeremias Wernek, Renato Portaluppi abriu o jogo sobre um aspecto pouco conhecido do seu trabalho como técnico: a caixinha de punições. Desde sua primeira passagem como comandante do Grêmio em 2010, Renato tem adotado essa prática disciplinar, impondo multas financeiras consideráveis aos jogadores que desrespeitam as regras do clube. Em suas próprias palavras, "as leis e regras são para todos", e qualquer transgressão resulta em sanções econômicas.
De maneira descontraída, o repórter indagou se Renato já havia sido vítima da caixinha durante sua carreira como jogador. O ídolo gremista, com bom humor, celebrou o fato de que essa prática não existia em sua época, mas enfatizou sua utilidade atual para manter o controle do grupo. "Graças a Deus na minha época não tinha caixinha. Mas é uma coisa muito difícil dos clubes terem hoje em dia. Eu costumo ter justamente para ter o controle do grupo. O cara que chega atrasado, é multado e é pesada a multa. Quando o jogador se atrasa meia hora, ele é zoado pelo grupo porque ele está pagando. O dinheiro vai para eles, não é para mim e nem para o Grêmio. Eu brinco falando 'vocês ganham bem e eu multo bem"
E dinheiro, vai pra quem? O dinheiro arrecadado com as multas não vai para os cofres do clube ou para o próprio treinador, mas sim para uma conta bancária controlada pelos próprios jogadores. Ao final da temporada, o montante é distribuído entre eles, podendo ser utilizado para diversas finalidades, desde recompensar os funcionários até promover um churrasco em equipe. Sobre a estrela uruguaia Luis Suárez, Renato assegurou que ele nunca precisou pagar nenhuma multa durante sua passagem pelo Tricolor, ressaltando sua conduta profissional exemplar.
No entanto, o treinador alerta para o uso excessivo de celulares, uma prática proibida em determinados momentos, como nas refeições e momentos pré-jogo. "Não, ele (Suárez) era um puta de um profissional. Mas… assim, tem horas e horas para eles usarem os celulares. Dentro daqueles horários não tem problema nenhum. Mas o cara pisou na bola, está fora do horário, vai ser multado. Por exemplo, nas refeições. Eu chego nos clubes os caras estão assim, digitando, comendo, digitando, comendo. Daqui a pouco esquece da comida e fica só no celular. 'Pô, espera aí…' Cheguei em clube em que 30 minutos antes do aquecimento, os caras estavam no celular"
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