Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS
Depois de assumir a gestão da Arena, operação que deseja ver efetivada em menos de um ano, o Grêmio pretende fazer o empreendimento gerar pelo menos R$ 70 milhões por ano, contra a estimativa atual, de R$ 45 milhões.
A avaliação feita pela direção é de que o local, apesar de atraente e luxuoso, é subaproveitado. A venda de camarotes, por exemplo, é considerada pequena. Torcedores não se sentem muito estimulados em fazer um negócio que não reverte em lucro imediato para o clube do coração.
Também não ocorre a devida exploração da área comercial dentro do estádio. De posse da gestão, o Grêmio pretende adotar práticas que eram comuns no Olímpico, como a comercialização de placas de publicidade, só que vendidas por um preço bem mais elevado. Sem falar na expectativa que a venda de títulos sociais seja largamente ampliada. O primeiro passo será o lançamento do plano Sócio Arena.
Ao mesmo tempo, existe a consciência de que será preciso adaptar-se ao equipamento, cuja administração é muito mais complexa do que o Olímpico. Porém, a direção trata de não vender ilusões para a torcida. Avisa que a negociação poderá ser demorada, sobretudo no que diz respeito à substituição das garantias junto aos bancos repassadores do financiamento para a obra. Trata-se de uma tarefa da OAS, que pretende entregar a superfície desonerada ao Grêmio em troca do terreno da Azenha.
O certo é que, lenta ou não, a negociação sairá. Por um motivo muito simples, conforme comenta um dirigente:
— Do jeito que está, os dois entes não têm fluxo de caixa. A transferência da gestão resolve o problema dos dois lados.
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Também não ocorre a devida exploração da área comercial dentro do estádio. De posse da gestão, o Grêmio pretende adotar práticas que eram comuns no Olímpico, como a comercialização de placas de publicidade, só que vendidas por um preço bem mais elevado. Sem falar na expectativa que a venda de títulos sociais seja largamente ampliada. O primeiro passo será o lançamento do plano Sócio Arena.
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