Foto: Marcos Ribolli
O ciclo fechou e Renato abre outro nesta segunda-feira sem faixa no peito, taça no armário e R$ 54 milhões nos cofres. O Palmeiras está mais bem treinado neste momento, além de ter melhor time e elenco. A conquista palmeirense é lógica e não se contesta, o que não afasta do Grêmio responsabilidades específicas do insucesso.
O condutor dos títulos é também o dos fracassos, relativizando o termo porque, afinal, o Grêmio foi finalista da Copa do Brasil, não é pouca coisa. Mas o treinador errou escolhas e contribuiu, sim, para o vice-campeonato. Precisa voltar ao momento em que mais acertava do que errava, o Renato Portaluppi.
Escalar Paulo Victor só para a decisão do torneio foi equivocado, pesou para quem entrava e esfumaçou a confiança de quem saiu. O novo titular falhou nos dois gols em São Paulo. O Grêmio precisará ir ao mercado para ter um goleiro indiscutível.
De resto, na defesa, no meio e no ataque sobram posições em aberto onde Romildo Bolzan Júnior fez promessa ao treinador com quem renovou contrato. Vai buscar titulares. Não será necessários sete ou oito contratações, mas quatro ou cinco para chegar jogando. Jogadores difíceis de encontrar pela qualidade e pelo valor nominal a pagar.
Para a primeira seletiva de Libertadores, o Grêmio será mais do mesmo, o jogo é quarta-feira. Porém, já para esta partida se impõe Ferreira titular e Pinares também, seja na posição de Jean Pyerre, seja na de Alisson, cuja titularidade pétrea não faz sentido e acaba pesando sobre o próprio jogador, que entrega tudo o que tem e não é suficiente para a necessidade de um novo Grêmio.
Não cabe a terra arrasada, a base existe. A preocupação é que esta base não suporta jogos de três em três dias. Geromel, Kannemann, Maicon e Diego Souza são acima da média, mas cadê que conseguem à esta altura entregar produção regular em curto intervalo entre os jogos? Também este fator pressiona o Grêmio a novas e necessárias contratações, além de olhar para a base e abrir o lado para que, por exemplo, Guilherme Guedes possa entrar na disputa pela lateral-esquerda. Não há pouco a fazer no Grêmio de 2021. E o trabalho tem que começar para ontem.
Grêmio, Opinião, Maurício Saraiva
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Não cabe a terra arrasada, a base existe. A preocupação é que esta base não suporta jogos de três em três dias. Geromel, Kannemann, Maicon e Diego Souza são acima da média, mas cadê que conseguem à esta altura entregar produção regular em curto intervalo entre os jogos? Também este fator pressiona o Grêmio a novas e necessárias contratações, além de olhar para a base e abrir o lado para que, por exemplo, Guilherme Guedes possa entrar na disputa pela lateral-esquerda. Não há pouco a fazer no Grêmio de 2021. E o trabalho tem que começar para ontem.
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Comentários
Comentários (3)
Precisa trocar o técnico também! Ja esta comprovado que a teoria dele nao funciona, poupar o time pras copas nao vale a pena. Flamengo e Palmeiras na comprovaram isso
5 contrações a nível de titularidade, e apostar mais na base única solução, eu vejo bons valores na base, mais o renato e muito cabeça dura.
Falou tudo tenque trocar metade do time
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