Fã de Geromel, Rodrigues resgata trajetória até triunfar no Grêmio: "Não sabia nem jogar"

Jogador revela como deixou de ser centroavante para virar zagueiro no Rio Grande do Norte e destaca apoio da família para tomar o "caminho certo" na vida


Fonte: Globo Esporte

Foto: Staff Images/Conmebol
Há sete anos, o centroavante Tonhão disputava os centímetros dentro da grande área adversária em um terrão de Carnaúba, interior do Rio Grande do Norte. Em 2020, com a camisa do Grêmio, o zagueiro Rodrigues faz todo o esforço possível para segurar os atacantes.

De fato, foi como defensor que Antônio Josenildo Rodrigues de Oliveira encontrou seu caminho no futebol. Inclusive com direito a "frio na barriga" quando estreou no Tricolor ao lado do ídolo Geromel, em maio do ano passado.

Ainda no ABC, onde iniciou a carreira, o zagueiro já observava o campeão da América pelo Tricolor, como conta em papo exclusivo com o ge.

Jogar ao lado dele (Geromel) na minha estreia não tem explicação. É uma sensação muito boa. Dá um frio na barriga, sim. Porque eu saio lá do Nordeste... Não esperava que isso aconteceria na minha vida. — Rodrigues


— Sempre acompanhei o Geromel, sempre fui um fã. Desde quando estava no ABC, acompanhava o Grêmio e assistia aos vídeos, admirava o futebol dele. Quando tive a oportunidade de vir para o Grêmio, fiquei muito feliz, porque a qualquer momento poderia treinar, estar perto dele também — diz Rodrigues.

Em 2020, Rodrigues tem 13 jogos, nove como titular, e marcou até gol na Libertadores. Na sequência atual de oito vitórias seguidas, foi titular contra Ceará, Fluminense, Bragantino e Athletico. Não perdeu no ano quando escalado desde o início por Renato.

— Tenho uma sequência jogando, dando o melhor. Sei que se no treino venho bem, aí no jogo fico tranquilo porque minha semana foi boa e vou fazer um bom jogo. Se fizer certinho, as coisas vão acontecer naturalmente — aponta.

"Não sabia nem o que era bola"

Rodrigues foi descoberto na várzea por Neri Edson, que tem um projeto esportivo em São José de Mipibu (RN). Foi lá que o jogador deu os primeiros passos como centroavante. Em determinado momento, por escassez de zagueiros e ser o mais alto da turma, acabou improvisado na defesa.

Em 2014, já estava no ABC, de Natal, clube do qual era torcedor e estreou profissionalmente. Passou por um período de orientação até estar plenamente adaptado à função de zagueiro. Em 2015, iria para a base do Cruzeiro, emprestado, em sua primeira viagem da vida.

— Nunca tive oportunidade, não sabia nem o que era bola. Conheci um cara que tem um projeto, me viu jogar e foi na minha casa me convidar. Aí, então, comecei a jogar no time dele. E fui me destacando. Não jogava de zagueiro, não sabia nem jogar. Ele me convidou, foi me lapidando e me ensinando, aí as coisas foram acontecendo — conta Rodrigues.

O apoio da mãe Maria Sônia, da avó Jovelina e do avô José foi determinante para a caminhada do jogador do Grêmio. Antes de pensar em seguir a vida no futebol, os ensinamentos sempre foram de seguir o "caminho correto" e não se desvirtuar pela trajetória.

Chegar onde cheguei, como eu cheguei, ninguém acreditava em mim. Se não fosse minha família e eu aproveitar minha oportunidade, não estaria aqui. — Rodrigues



— Carrego muito da minha infância, minha família sempre me motivou. Era uma família muito humilde, não tinha muitas condições, e sempre me ensinava o caminho certo. Minha vó, minha mãe, meu avô... Ou vai estudar ou vai para o caminho errado. Graças a Deus, sempre escutei os conselhos — completa.

Rodrigues pode ser alternativa para o Grêmio neste domingo, às 20h30, contra o Corinthians, na Neo Química Arena. Sem mais aquele frio na barriga, mas com o filme de todas as dificuldads superadas sempre vivo na cabeça.







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Comentários



Leco Silva     

O Renato tem que colocar o Ruan do lado do geromel pra se aperfeiçoar com o Rodriguez que ja demostrou que tem bom futebol pelos dois lados ai teremos uma nova dupla de zagueiros como Geromel e kannemann fazer isto em jogos do brasileirão que pode errar ao menos possível

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