Assim como o futebol masculino profissional, o Grupo de Transição também retomou suas atividades no último dia 04. Com o objetivo de amenizar os problemas físicos e táticos em função do isolamento social provocado pela pandemia da COVID-19, a comissão técnica da categoria elaborou um plano de atividades que tem sido colocado em prática diariamente por videoconferência. Uma estratégia inovadora, que engloba conceitos técnicos e táticos e atende ao objetivo-fim da categoria: estar à disposição do técnico Renato Portaluppi quando requisitada.
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Para manter os atletas ativos durante esse período, foi necessário aperfeiçoar um trabalho iniciado em março. No período entre a paralisação das competições, no dia 16 daquele mês e o início das férias, em 1º de abril, os jogadores experimentaram os treinamentos à distância. Ao final das férias, a direção de futebol do Transição debateu o retorno dos treinos com o Conselho de Administração e teve início o planejamento da rotina atual – inclusive com visita à casa de cada jogador para verificação das condições de treinamento, conforme relata o diretor de futebol Kevin Krieger.
“O Conselho de Administração compreendeu que seria muito importante que o Grupo de Transição continuasse trabalhando e, de alguma forma, tivemos que reinventar esse trabalho. Nós já tínhamos, em março, trabalhado à distância e agora era importante termos os nossos jogadores trabalhando física, mental, técnica e taticamente. Então a nossa comissão técnica, junto com a direção e a supervisão, sentou e construiu esse trabalho. A equipe técnica visitou cada jogador, conversou com eles e verificou se eles tinham condições necessárias para os treinos físicos. Foi um trabalho muito legal, muito integrado e que está dando um resultado até melhor do que esperávamos”, observa.
Comandados pelo técnico Thiago Gomes e pelo preparador físico Maurício Mandrácio, diariamente os atletas se reúnem em chamadas on-line para realizar os treinos. Cada um em sua casa, eles recebem as orientações e são observados por toda comissão técnica e dirigentes da categoria. Os treinamentos com a preparação física estão sendo divididos em três grupos: físico, aeróbico e força. Já os comandados por Thiago, incluem palestras táticas e técnicas.
“Conseguimos elaborar de uma forma eficiente toda a parte de treinamentos aeróbicos, potência aeróbia, potência anaeróbia, até os treinamentos de força. A gente também colocou a fisioterapia, realizando palestras e tratamentos de prevenção de lesão, que já são questões trabalhadas no dia a dia com os atletas. Eu e meu auxiliar Ruimar Kunzel desenvolvemos palestras táticas, nas quais trabalhamos conceitos que queremos para a nossa equipe, com o grupo inteiro e também divididos por posição e setor. Estamos preenchendo de uma forma muito criativa a semana toda de treinamentos, que se inicia na segunda-feira e se estende até o sábado, com grande parte dos treinos em dois turnos”, explica.
A exemplo da temporada passada, a equipe sub-23 faria, em março, uma excursão pela Europa, que precisou ser cancelada antecipadamente diante das consequências da pandemia no velho continente. Na expectativa da disputa do Campeonato Brasileiro de Aspirantes, que iniciaria neste mês de maio e da Copa FGF, competição profissional disputada no segundo semestre, a comissão técnica do Grupo de Transição também trabalha com a possibilidade de um maior aproveitamento da categoria, que serve como suporte à do técnico Renato Portaluppi. Com a paralisação das competições e a tendência de manutenção das fórmulas de disputa e quantidade de jogos, o grupo trabalha espelhado com o profissional para atender às necessidades quando necessário.
“Acreditamos que o calendário do futebol brasileiro deve retornar a partir de setembro a uma normalidade, até em categoria de base, se tudo andar muito bem no Brasil. É difícil, a gente sabe que exige segurança para poder jogar, mas acreditamos que possa ocorrer o calendário do sub-23. Sobre a utilização dos nossos atletas no profissional, acho que isso vai ser uma necessidade de todos os clubes do futebol brasileiro e quem tem a equipe sub-23 está largando na frente, porque o calendário deve ficar muito apertado e assim como o Campeonato Brasileiro, Libertadores e Gauchão também devem ter todos os jogos”, acredita Thiago.
Além dos jogos oficiais nos quais os jogadores do Transição poderão ser úteis, abre-se também a possibilidade de aproveitamento nos treinos coletivos e jogos-treinos que Renato Portaluppi gosta de comandar para observar atletas que retornam de lesão ou são menos utilizados. Em virtude das normas sanitárias e da divisão do estado em regiões de acordo com o impacto maior ou menor do surto no sistema de saúde, será praticamente impossível, nos próximos meses, fazer essas atividades contra equipes do interior, conforme observa o diretor de futebol Romildo Bolzan Neto, que vê uma iminente projeção para o elenco do Transição.
“Nós tivemos 11 subidas da Sub-20 no começo do ano e estamos dando condições para que esses atletas que subiram possam, logo ali na frente, fazer algum amistoso com o profissional, um treinamento específico que seja necessário. Vamos dizer que logo ali na frente voltem os campeonatos: se a comissão técnica do profissional quiser fazer algum amistoso ou treino específico, muito dificilmente um clube do interior ou de outro estado vai poder se deslocar até o CT. Então o Transição já se prepara para uma situação futura”.
Ainda não há previsão de quando os campeonatos serão retomados, o que obriga os jogadores do Grupo de Transição a permanecem em casa, cumprindo o distanciamento e realizando as tarefas montadas para mantê-los em forma. Mas quando a bola voltar a rolar, a estrutura atual deixará um legado ao futebol tricolor, como reflete Kevin Krieger.
“Eu não tenho dúvida que algumas das coisas serão aproveitadas, principalmente nas questões táticas e técnicas. A questão física é melhor treinar num Centro de Treinamentos, mas esse trabalho técnico e tático eu não tenho dúvida que o Thiago vai aprimorar. Ele é um treinador jovem e a gurizada está, também, familiarizada com essa ferramenta. Então nós temos que aproveitar esse momento e, também, aprender com ele. Eu não tenho dúvidas de que a nossa comissão técnica vai tirar um aprendizado e vai utilizar essas ferramentas”. Essa expectativa também é compartilhada por Romildo Bolzan Neto.
“Eu acho que pode auxiliar no pós-treino, de o atleta criar uma cultura de estar sempre visualizando situações para serem aprimoradas fora do horário de trabalho. O Clube disponibiliza diversos vídeos e materiais, mas pode criar uma cultura de contato virtual direto, em que o atleta tenha essa vontade própria de acessar as informações que são passadas rotineiramente. Isso pode ser uma cultura positiva”.
Grêmio, Grupo de Transição, Preparação, Treino, Palestra, Temporada, 2020, Imortal
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“O Conselho de Administração compreendeu que seria muito importante que o Grupo de Transição continuasse trabalhando e, de alguma forma, tivemos que reinventar esse trabalho. Nós já tínhamos, em março, trabalhado à distância e agora era importante termos os nossos jogadores trabalhando física, mental, técnica e taticamente. Então a nossa comissão técnica, junto com a direção e a supervisão, sentou e construiu esse trabalho. A equipe técnica visitou cada jogador, conversou com eles e verificou se eles tinham condições necessárias para os treinos físicos. Foi um trabalho muito legal, muito integrado e que está dando um resultado até melhor do que esperávamos”, observa.
Comandados pelo técnico Thiago Gomes e pelo preparador físico Maurício Mandrácio, diariamente os atletas se reúnem em chamadas on-line para realizar os treinos. Cada um em sua casa, eles recebem as orientações e são observados por toda comissão técnica e dirigentes da categoria. Os treinamentos com a preparação física estão sendo divididos em três grupos: físico, aeróbico e força. Já os comandados por Thiago, incluem palestras táticas e técnicas.
“Conseguimos elaborar de uma forma eficiente toda a parte de treinamentos aeróbicos, potência aeróbia, potência anaeróbia, até os treinamentos de força. A gente também colocou a fisioterapia, realizando palestras e tratamentos de prevenção de lesão, que já são questões trabalhadas no dia a dia com os atletas. Eu e meu auxiliar Ruimar Kunzel desenvolvemos palestras táticas, nas quais trabalhamos conceitos que queremos para a nossa equipe, com o grupo inteiro e também divididos por posição e setor. Estamos preenchendo de uma forma muito criativa a semana toda de treinamentos, que se inicia na segunda-feira e se estende até o sábado, com grande parte dos treinos em dois turnos”, explica.
A exemplo da temporada passada, a equipe sub-23 faria, em março, uma excursão pela Europa, que precisou ser cancelada antecipadamente diante das consequências da pandemia no velho continente. Na expectativa da disputa do Campeonato Brasileiro de Aspirantes, que iniciaria neste mês de maio e da Copa FGF, competição profissional disputada no segundo semestre, a comissão técnica do Grupo de Transição também trabalha com a possibilidade de um maior aproveitamento da categoria, que serve como suporte à do técnico Renato Portaluppi. Com a paralisação das competições e a tendência de manutenção das fórmulas de disputa e quantidade de jogos, o grupo trabalha espelhado com o profissional para atender às necessidades quando necessário.
“Acreditamos que o calendário do futebol brasileiro deve retornar a partir de setembro a uma normalidade, até em categoria de base, se tudo andar muito bem no Brasil. É difícil, a gente sabe que exige segurança para poder jogar, mas acreditamos que possa ocorrer o calendário do sub-23. Sobre a utilização dos nossos atletas no profissional, acho que isso vai ser uma necessidade de todos os clubes do futebol brasileiro e quem tem a equipe sub-23 está largando na frente, porque o calendário deve ficar muito apertado e assim como o Campeonato Brasileiro, Libertadores e Gauchão também devem ter todos os jogos”, acredita Thiago.
Além dos jogos oficiais nos quais os jogadores do Transição poderão ser úteis, abre-se também a possibilidade de aproveitamento nos treinos coletivos e jogos-treinos que Renato Portaluppi gosta de comandar para observar atletas que retornam de lesão ou são menos utilizados. Em virtude das normas sanitárias e da divisão do estado em regiões de acordo com o impacto maior ou menor do surto no sistema de saúde, será praticamente impossível, nos próximos meses, fazer essas atividades contra equipes do interior, conforme observa o diretor de futebol Romildo Bolzan Neto, que vê uma iminente projeção para o elenco do Transição.
“Nós tivemos 11 subidas da Sub-20 no começo do ano e estamos dando condições para que esses atletas que subiram possam, logo ali na frente, fazer algum amistoso com o profissional, um treinamento específico que seja necessário. Vamos dizer que logo ali na frente voltem os campeonatos: se a comissão técnica do profissional quiser fazer algum amistoso ou treino específico, muito dificilmente um clube do interior ou de outro estado vai poder se deslocar até o CT. Então o Transição já se prepara para uma situação futura”.
Ainda não há previsão de quando os campeonatos serão retomados, o que obriga os jogadores do Grupo de Transição a permanecem em casa, cumprindo o distanciamento e realizando as tarefas montadas para mantê-los em forma. Mas quando a bola voltar a rolar, a estrutura atual deixará um legado ao futebol tricolor, como reflete Kevin Krieger.
“Eu não tenho dúvida que algumas das coisas serão aproveitadas, principalmente nas questões táticas e técnicas. A questão física é melhor treinar num Centro de Treinamentos, mas esse trabalho técnico e tático eu não tenho dúvida que o Thiago vai aprimorar. Ele é um treinador jovem e a gurizada está, também, familiarizada com essa ferramenta. Então nós temos que aproveitar esse momento e, também, aprender com ele. Eu não tenho dúvidas de que a nossa comissão técnica vai tirar um aprendizado e vai utilizar essas ferramentas”. Essa expectativa também é compartilhada por Romildo Bolzan Neto.
“Eu acho que pode auxiliar no pós-treino, de o atleta criar uma cultura de estar sempre visualizando situações para serem aprimoradas fora do horário de trabalho. O Clube disponibiliza diversos vídeos e materiais, mas pode criar uma cultura de contato virtual direto, em que o atleta tenha essa vontade própria de acessar as informações que são passadas rotineiramente. Isso pode ser uma cultura positiva”.
Grêmio, Grupo de Transição, Preparação, Treino, Palestra, Temporada, 2020, Imortal
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