Conca, Fred e Walter, pelo Flu. Argentino foi "artilheiro de faltas" (Foto: Alexandre Cassiano / O Globo)
Toda vez que uma equipe consegue uma falta próxima à grande área adversária, sua torcida comemora e se anima. Afinal, é uma chance de gol. Mas, no Brasileirão de 2014, a maioria das cobranças acabou sem comemoração. O último campeonato teve um recorde negativo em gols em cobranças diretas: foram apenas 25.
Em todo o Brasileirão, foram 860 gols. O que significa que as cobranças de falta representam apenas 2,9% do total. No torneio de 2013, o número tinha sido bem mais alto: 43. Assim, a queda somente de um ano para outro foi de 42%.
Especialista em cobranças de falta, e dono do apelido de Pé de Anjo, Marcelinho Carioca coloca a falta de treinamentos como um dos motivos para a diminuição. O ídolo da Fiel explicou que, nos tempos de Corinthians, chegava a cobrar mais de 200 faltas em treinamentos para fazer a diferença na hora da partida.
- Eu pegava os três cantos do campo e cobrava 120 faltas. Eram 120 faltas na terça-feira e na quinta-feira. Então, eram 240 faltas na semana. Para, no jogo, você ter uma oportunidade ou duas - contou Marcelinho.
Ídolo da Ponte Preta, Dicá conta que também repetia as cobranças várias vezes durante a semana.
- Eu sempre treinava, todos os dias, uma média de 20 ou 30. Do lado direito, por dentro, do lado esquerdo. Eu colocava um círculo em cada ângulo, que eram os meus pontos de referência.
Mas, atualmente, a intensidade não pode ser tão alta nos treinamentos, de acordo com Paulo Henrique Ganso. O meia afirma que repetir as cobranças de faltas em excesso aumenta o risco de lesões.
- Você tem que saber o dia certo para alternar e também a quantidade de batidas de faltas no treinamento, para não estourar.
O artilheiro do Brasileirão em cobranças de faltas foi o meia Conca, do Fluminense. O argentino fez três gols no torneio dessa forma. O lateral Ayrton, do Vitória, marcou dois. Mas ainda são números muito baixos, na opinião de Dicá.
- Isso é insignficante. Em um campeonato, o cobrador oficial de faltas tem que ter uma média de 10 gols - afirmou.
Para o goleiro Rogério Ceni, a arbitragem é uma das culpadas para a queda de gols de falta. Em reportagem neste domingo, o "SporTV News" mostra como os juizes também dificultam a vida dos cobradores.
Gols de faltas no Brasileirão desde 2006, quando torneio passou a ter 20 clubes (Foto: Arte SporTV)
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Especialista em cobranças de falta, e dono do apelido de Pé de Anjo, Marcelinho Carioca coloca a falta de treinamentos como um dos motivos para a diminuição. O ídolo da Fiel explicou que, nos tempos de Corinthians, chegava a cobrar mais de 200 faltas em treinamentos para fazer a diferença na hora da partida.
- Eu pegava os três cantos do campo e cobrava 120 faltas. Eram 120 faltas na terça-feira e na quinta-feira. Então, eram 240 faltas na semana. Para, no jogo, você ter uma oportunidade ou duas - contou Marcelinho.
Ídolo da Ponte Preta, Dicá conta que também repetia as cobranças várias vezes durante a semana.
- Eu sempre treinava, todos os dias, uma média de 20 ou 30. Do lado direito, por dentro, do lado esquerdo. Eu colocava um círculo em cada ângulo, que eram os meus pontos de referência.
Mas, atualmente, a intensidade não pode ser tão alta nos treinamentos, de acordo com Paulo Henrique Ganso. O meia afirma que repetir as cobranças de faltas em excesso aumenta o risco de lesões.
- Você tem que saber o dia certo para alternar e também a quantidade de batidas de faltas no treinamento, para não estourar.
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- Isso é insignficante. Em um campeonato, o cobrador oficial de faltas tem que ter uma média de 10 gols - afirmou.
Para o goleiro Rogério Ceni, a arbitragem é uma das culpadas para a queda de gols de falta. Em reportagem neste domingo, o "SporTV News" mostra como os juizes também dificultam a vida dos cobradores.
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