Celso Rigo (meio) foi à apresentação de Giuliano (Foto: Eduardo Deconto/GloboEsporte.com)
Celso Rigo só apareceu para os holofotes com a contratação de Giuliano, mas sua relação de benesses com o Grêmio é antiga. Há quase 20 anos, em 1996, o empresário do ramo de arroz pediu para o ex-presidente Paulo Odone o contato de Fábio Koff. Queria fazer negócio. Ligou para o mandatário em janeiro, quando o Tricolor estava em São Paulo para amistoso contra o Palmeiras. Ofereceu recursos para a contratação do atacante Zé Alcino, que surgiu no São Borja e havia sido emprestado ao Inter. Em uma semana, os dois se encontraram e acertaram os detalhes. E foi assim que começou a parceria que, tempos depois, culminaria na vinda do meia, eleito melhor jogador da Libertadores de 2010 com a camisa do rival.
O empresário de 65 anos diz que sua relação com o futebol é restrita ao Grêmio. Torcedor do time desde pequeno, não quer saber de entrar a fundo no mundo do esporte. Participa das negociações quando é chamado. Por muito tempo, trabalhou calado. Hoje, atende a ligações de jornalistas e fala com tranquilidade sobre o tema. Além dos já citados, foi o grande responsável pelas contratações de Júnior Viçosa (atualmente emprestado ao Atlético-GO) e Maxi Rodríguez. Investiu também em Wendell, lateral-esquerdo que foi vendido ao Bayer Leverkusen e que Rigo recebeu retorno financeiro com a parceria.
Nascido em Porto Lucena, município da Região Noroeste do Rio Grande do Sul, construiu patrimônio em São Borja, na Fronteira Oeste. Fundou uma empresa de beneficiamento de arroz em 1975 que lhe rende os frutos que colhe hoje. Atualmente, a companhia vende o produto para supermercados de diferentes estados, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. E é daí que vem a possibilidade de investir cerca de € 4 milhões (R$ 12,12 milhões) na contratação de Giuliano.
- Todos nós temos uma paixão por um clube. Minha opção é essa, o Grêmio. Por ser torcedor, para contribuir com o clube, faço investimentos. E não deixa de ser um negócio. É um negócio como qualquer outro, mas claro que tem um pouco mais de risco - ponderou em entrevista ao GloboEsporte.com.
Sem palpites
Rigo garante que não tem interferência sobre contratações ou escalação dos jogadores que tem participação. Deixa as questões para diretoria e comissão técnica do clube. Lamenta, porém, que Viçosa e Maxi Rodríguez não conseguiram se firmar no time. O primeiro deve retornar ao Grêmio ao final do ano, quando encerra o empréstimo com o clube goiano. Já o estrangeiro está na intertemporada com o Tricolor e ainda busca espaço na equipe de Enderson Moreira.
- O Júnior Viçosa está fazendo uma boa campanha. Até hoje não entendo por que ele saiu. O Maxi Rodríguez tem futebol de sobra. Tantos outros jogadores recebem oportunidades. Ele tem muito talento.
Novo Sonda?
O empresário não quer saber de comparações. Ao ser perguntado sobre as semelhanças com o investidor Delcir Sonda, dono de uma rede de supermercados em São Paulo e conhecido por ser parceiro do Inter em grandes contratações, afirma que vê muitas diferenças entre as situações.
É parceiro de Sonda em negócios do arroz, uma vez que fornece o produto para os estabelecimentos do empresário. Os dois, por vezes, já se encontraram e almoçaram juntos. Mas Rigo garante que não seguirá os passos do torcedor colorado no ramo do futebol.
- Eu vejo com uma boa diferença. Ele é meu cliente, o conheço pessoalmente. Mas ele tem jogadores em todo o Brasil, eu só trabalho pontualmente. O Sonda não é apenas um investidor colorado, é um investidor do futebol. Minha atuação é restrita ao Grêmio - aponta.
Futuro
O gaúcho de Porto Lucena afirma que fará novos investimentos se o Grêmio achar necessário e se o negócio for vantajoso. Garante, no entanto, que não terá participação na vinda do atacante Fernandinho, caso esta seja concretizada. Apesar da concorrência com outros clubes, a direção ainda tenta a contratação do jogador, que rescindiu contrato com o Atlético-MG no mês passado e tem seus direitos econômicos vinculados ao Al-Jazira, dos Emirados Árabes.
- Pela idade dele, não é um jogador para investidor, apesar de que seria muito bom para a equipe. O clube mesmo que está tratando do parcelamento e da negociação. Eu não tenho participação.
Enderson Moreira, a direção e os torcedores podem comemorar. O Grêmio tem um reforço. Não calça chuteiras
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Celso Rigo só apareceu para os holofotes com a contratação de Giuliano, mas sua relação de benesses com o Grêmio é antiga. Há quase 20 anos, em 1996, o empresário do ramo de arroz pediu para o ex-presidente Paulo Odone o contato de Fábio Koff. Queria fazer negócio. Ligou para o mandatário em janeiro, quando o Tricolor estava em São Paulo para amistoso contra o Palmeiras. Ofereceu recursos para a contratação do atacante Zé Alcino, que surgiu no São Borja e havia sido emprestado ao Inter. Em uma semana, os dois se encontraram e acertaram os detalhes. E foi assim que começou a parceria que, tempos depois, culminaria na vinda do meia, eleito melhor jogador da Libertadores de 2010 com a camisa do rival.
O empresário de 65 anos diz que sua relação com o futebol é restrita ao Grêmio. Torcedor do time desde pequeno, não quer saber de entrar a fundo no mundo do esporte. Participa das negociações quando é chamado. Por muito tempo, trabalhou calado. Hoje, atende a ligações de jornalistas e fala com tranquilidade sobre o tema. Além dos já citados, foi o grande responsável pelas contratações de Júnior Viçosa (atualmente emprestado ao Atlético-GO) e Maxi Rodríguez. Investiu também em Wendell, lateral-esquerdo que foi vendido ao Bayer Leverkusen e que Rigo recebeu retorno financeiro com a parceria.
Nascido em Porto Lucena, município da Região Noroeste do Rio Grande do Sul, construiu patrimônio em São Borja, na Fronteira Oeste. Fundou uma empresa de beneficiamento de arroz em 1975 que lhe rende os frutos que colhe hoje. Atualmente, a companhia vende o produto para supermercados de diferentes estados, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. E é daí que vem a possibilidade de investir cerca de € 4 milhões (R$ 12,12 milhões) na contratação de Giuliano.
- Todos nós temos uma paixão por um clube. Minha opção é essa, o Grêmio. Por ser torcedor, para contribuir com o clube, faço investimentos. E não deixa de ser um negócio. É um negócio como qualquer outro, mas claro que tem um pouco mais de risco - ponderou em entrevista ao GloboEsporte.com.
Sem palpites
Rigo garante que não tem interferência sobre contratações ou escalação dos jogadores que tem participação. Deixa as questões para diretoria e comissão técnica do clube. Lamenta, porém, que Viçosa e Maxi Rodríguez não conseguiram se firmar no time. O primeiro deve retornar ao Grêmio ao final do ano, quando encerra o empréstimo com o clube goiano. Já o estrangeiro está na intertemporada com o Tricolor e ainda busca espaço na equipe de Enderson Moreira.
- O Júnior Viçosa está fazendo uma boa campanha. Até hoje não entendo por que ele saiu. O Maxi Rodríguez tem futebol de sobra. Tantos outros jogadores recebem oportunidades. Ele tem muito talento.
Novo Sonda?
O empresário não quer saber de comparações. Ao ser perguntado sobre as semelhanças com o investidor Delcir Sonda, dono de uma rede de supermercados em São Paulo e conhecido por ser parceiro do Inter em grandes contratações, afirma que vê muitas diferenças entre as situações.
É parceiro de Sonda em negócios do arroz, uma vez que fornece o produto para os estabelecimentos do empresário. Os dois, por vezes, já se encontraram e almoçaram juntos. Mas Rigo garante que não seguirá os passos do torcedor colorado no ramo do futebol.
- Eu vejo com uma boa diferença. Ele é meu cliente, o conheço pessoalmente. Mas ele tem jogadores em todo o Brasil, eu só trabalho pontualmente. O Sonda não é apenas um investidor colorado, é um investidor do futebol. Minha atuação é restrita ao Grêmio - aponta.
Futuro
O gaúcho de Porto Lucena afirma que fará novos investimentos se o Grêmio achar necessário e se o negócio for vantajoso. Garante, no entanto, que não terá participação na vinda do atacante Fernandinho, caso esta seja concretizada. Apesar da concorrência com outros clubes, a direção ainda tenta a contratação do jogador, que rescindiu contrato com o Atlético-MG no mês passado e tem seus direitos econômicos vinculados ao Al-Jazira, dos Emirados Árabes.
- Pela idade dele, não é um jogador para investidor, apesar de que seria muito bom para a equipe. O clube mesmo que está tratando do parcelamento e da negociação. Eu não tenho participação.
Enderson Moreira, a direção e os torcedores podem comemorar. O Grêmio tem um reforço. Não calça chuteiras
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