Felipão e Mano Menezes durante o jogo de domingo (Foto: Marcos Ribolli)
O jogo entre Corinthians e Grêmio, no domingo, pela 36ª rodada do Brasileirão, foi marcado por polêmicas e críticas à arbitragem pelo técnico Luiz Felipe Scolari - que foi até ironizado por Mano Menezes ao fim da partida na Arena de Itaquera. A equipe gaúcha sentiu-se prejudicada. Pediu um pênalti que não foi marcado e entendeu que a cobrança de lateral que originou o gol corintiano foi invertida. Aos 37 do segundo tempo, Guerrero fez o gol da vitória do time da casa, complicando a busca gremista por uma vaga na Libertadores do ano que vem.
Em entrevista coletiva após o confronto, Felipão reclamou. Praticamente toda a manifestação dele foi norteada por esse assunto. Entre as críticas, o técnico do Grêmio disse que "já estão escolhidas as equipes que vão à Libertadores". E também aproveitou para criticar também a arbitragem do jogo anterior do Tricolor, contra o Cruzeiro.
- Pedimos imagens de todos os fatos e polêmicas do jogo para análise. Nada mais por ora - diz o procurador Paulo Schmitt ao GloboEsporte.com.
Na súmula da partida, publicada no site da CBF, não há relatos do árbitro sobre qualquer reclamação de Felipão.
Depois do técnico do Grêmio, Mano Menezes concedeu entrevista na Arena Corinthians e repercutiu as declarações de seu oponente. Se irritou ao ser informado sobre as insinuações e respondeu com ironias. Ele entende que, com declarações desse tipo, o treinador gremista desmerece o trabalho dos rivais.
- Se existe alguma coisa, não nos avisaram. Treinei pra caramba para conseguir esta vaga na Libertadores. Eu já poderia estar com as barbas de molho - disse Mano.
Com 66 pontos, o Corinthians está perto de uma vaga no torneio continental - precisa de apenas um ponto nas duas últimas rodadas, contra Fluminense (no Maracanã) e o já rebaixado Criciúma (na Arena de Itaquera). Já o Grêmio se complicou após as duas últimas rodadas com derrotas. Além de vencer seus dois próximos confrontos, contra Bahia (fora) e Flamengo (em casa), precisa torcer para resultados paralelos para conseguir a classificação.
Caso Petros
Em meio às críticas para a arbitragem, Felipão e o diretor de futebol do Grêmio, Duda Kroeff, também opinaram sobre o julgamento do recurso do "caso Petros", marcado para quinta-feira, e no qual o clube tricolor entrou como parte interessada junto com o Inter. Em caso de punição, o Timão perderia pontos, e é um dos adversários diretor por vaga à Libertadores. Porém, a cúpula gremista mostra-se totalmente descrente sobre o resultado.
- Tu acreditas nesse julgamento? - questionou o técnico ao repórter que lhe perguntou sobre a expectativa para o julgamento. - Vai é ganhar quatro pontos. Esquece, isso já está ensaiado. Esse julgamento é bobagem - disparou.
- Não tem esperança nenhuma, não vai acontecer com o Corinthians, Já foi dado um jeito, digamos assim - disse, desanimado, o dirigente.
No primeiro julgamento sobre a irregularidade na inscrição de Petros, o Corinthians estava sujeito a perder quatro pontos na tabela do campeonato e ser penalizado com multa de até R$ 100 mil. Os auditores, no entanto, condenaram tanto a CBF como a Federação Paulista de Futebol a pagamento de R$ 10 mil cada
.
A confusão começou quando o volante teve um novo contrato registrado pelo Corinthians, que até então estava vinculado ao clube por um empréstimo do Hortolândia, equipe do interior de São Paulo. O jogador foi inscrito com o novo acordo no dia 1 de agosto, uma sexta-feira, sendo que o documento passava a valer no dia seguinte.
A divergência se deu porque, segundo o entendimento da Procuradoria, o contrato só poderia valer a partir do primeiro dia útil após o registro – no caso, a segunda-feira, dia 4. Petros entrou em campo contra os paranaenses no dia 3. O Corinthians defende, porém, que o atleta preenchia os dois requisitos necessários para poder jogar: ter um contato válido e estar inscrito na CBF. Na última semana, o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, isentou o Timão de culpa, dizendo que o erro foi de uma funcionária da FPF, que se equivocou no preenchimento dos documentos.
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O jogo entre Corinthians e Grêmio, no domingo, pela 36ª rodada do Brasileirão, foi marcado por polêmicas e críticas à arbitragem pelo técnico Luiz Felipe Scolari - que foi até ironizado por Mano Menezes ao fim da partida na Arena de Itaquera. A equipe gaúcha sentiu-se prejudicada. Pediu um pênalti que não foi marcado e entendeu que a cobrança de lateral que originou o gol corintiano foi invertida. Aos 37 do segundo tempo, Guerrero fez o gol da vitória do time da casa, complicando a busca gremista por uma vaga na Libertadores do ano que vem.
Em entrevista coletiva após o confronto, Felipão reclamou. Praticamente toda a manifestação dele foi norteada por esse assunto. Entre as críticas, o técnico do Grêmio disse que "já estão escolhidas as equipes que vão à Libertadores". E também aproveitou para criticar também a arbitragem do jogo anterior do Tricolor, contra o Cruzeiro.
- Pedimos imagens de todos os fatos e polêmicas do jogo para análise. Nada mais por ora - diz o procurador Paulo Schmitt ao GloboEsporte.com.
Na súmula da partida, publicada no site da CBF, não há relatos do árbitro sobre qualquer reclamação de Felipão.
Depois do técnico do Grêmio, Mano Menezes concedeu entrevista na Arena Corinthians e repercutiu as declarações de seu oponente. Se irritou ao ser informado sobre as insinuações e respondeu com ironias. Ele entende que, com declarações desse tipo, o treinador gremista desmerece o trabalho dos rivais.
- Se existe alguma coisa, não nos avisaram. Treinei pra caramba para conseguir esta vaga na Libertadores. Eu já poderia estar com as barbas de molho - disse Mano.
Com 66 pontos, o Corinthians está perto de uma vaga no torneio continental - precisa de apenas um ponto nas duas últimas rodadas, contra Fluminense (no Maracanã) e o já rebaixado Criciúma (na Arena de Itaquera). Já o Grêmio se complicou após as duas últimas rodadas com derrotas. Além de vencer seus dois próximos confrontos, contra Bahia (fora) e Flamengo (em casa), precisa torcer para resultados paralelos para conseguir a classificação.
Caso Petros
Em meio às críticas para a arbitragem, Felipão e o diretor de futebol do Grêmio, Duda Kroeff, também opinaram sobre o julgamento do recurso do "caso Petros", marcado para quinta-feira, e no qual o clube tricolor entrou como parte interessada junto com o Inter. Em caso de punição, o Timão perderia pontos, e é um dos adversários diretor por vaga à Libertadores. Porém, a cúpula gremista mostra-se totalmente descrente sobre o resultado.
- Tu acreditas nesse julgamento? - questionou o técnico ao repórter que lhe perguntou sobre a expectativa para o julgamento. - Vai é ganhar quatro pontos. Esquece, isso já está ensaiado. Esse julgamento é bobagem - disparou.
- Não tem esperança nenhuma, não vai acontecer com o Corinthians, Já foi dado um jeito, digamos assim - disse, desanimado, o dirigente.
No primeiro julgamento sobre a irregularidade na inscrição de Petros, o Corinthians estava sujeito a perder quatro pontos na tabela do campeonato e ser penalizado com multa de até R$ 100 mil. Os auditores, no entanto, condenaram tanto a CBF como a Federação Paulista de Futebol a pagamento de R$ 10 mil cada
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A confusão começou quando o volante teve um novo contrato registrado pelo Corinthians, que até então estava vinculado ao clube por um empréstimo do Hortolândia, equipe do interior de São Paulo. O jogador foi inscrito com o novo acordo no dia 1 de agosto, uma sexta-feira, sendo que o documento passava a valer no dia seguinte.
A divergência se deu porque, segundo o entendimento da Procuradoria, o contrato só poderia valer a partir do primeiro dia útil após o registro – no caso, a segunda-feira, dia 4. Petros entrou em campo contra os paranaenses no dia 3. O Corinthians defende, porém, que o atleta preenchia os dois requisitos necessários para poder jogar: ter um contato válido e estar inscrito na CBF. Na última semana, o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, isentou o Timão de culpa, dizendo que o erro foi de uma funcionária da FPF, que se equivocou no preenchimento dos documentos.
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