Foto: Jéssica Maldonado / Grêmio
Dois anos depois da inauguração, o Grêmio finalmente assume a Arena como sua casa. Ainda que a compra da gestão esbarre na demora por parte da OAS em entregar a área desonerada, a mudança de endereço é irrevogável.
O Olímpico vive seus últimos dias. Não tem definida ainda a data para implosão, mas ficará praticamente vazio a partir de 30 de novembro, quando o último móvel for levado para o Humaitá.
O coração financeiro do clube passará a funcionar na Arena. Funcionários já se habituam a um itinerário maior para chegar ao emprego. O estádio agora abre seus portões diariamente e o pátio ganha vida, com maior circulação de pessoas.
— Passará a existir uma sensação de pertencimento à Arena que até então não existia — resume o vice-presidente Marcos Herrmann.
Tour de visitas
Para o torcedor, a Arena é atração mesmo quando o Grêmio não entra em campo. A cada mês, cerca de 4 mil pessoas passam pelo estádio, em excursões organizadas pela Futebol Tour. O interesse aumenta nessa época do ano, quando as escolas entram em férias. A visita, que dura uma hora e 10 minutos, é feita com guias e inclui cabines de imprensa, cadeiras superiores, camarotes, cadeiras gold, o auditório onde Felipão concede entrevistas, vestiário, zona mista, local em que circulam jogadores e jornalistas, e gramado. No fim do passeio, os participantes tiram uma foto ao lado de uma réplica do troféu da Libertadores, conquistadas em 1983 e 1995.
O ingresso custa R$ 30, mas estudantes, sócios e idosos pagam metade. O passeio é feito de quarta a domingo, entre 9h e 17h. A atividade rende R$ 80 mil mensais a Arena Porto-Alegrense.
GrêmioMania
Antes do jogo, as compras. A inauguração da megastore da GrêmioMania na Arena, dia 7 de dezembro, na última rodada do Brasileirão, resgatará uma tradição dos tempos de Olímpico: adquirir produtos oficiais do clube em dia de partida. Por jogo, a loja do antigo estádio vendia em média mil peças e arrecadava R$ 300 mil.
A megastore será o segundo ponto da GrêmioMania dentro da Arena. O primeiro, a GrêmioMania Express, ao lado do Quadro Social, fatura cerca de R$ 50 mil por jogo. Juntas, as duas darão ao clube a chance de ficar com parte do lucro gerado numa partida. Enquanto não adquire a gestão da Arena, o Grêmio nada leva das bilheterias.
No último Gre-Nal, a loja provisória de 300 m2, que irá funcionar até a abertura da Megastore, faturou cerca de R$ 100 mil.
— A Arena é ponto turístico por excelência e vai alavancar as vendas da loja — prevê o gerente João Basílio de Oliveira.
Quadro Social
O Grêmio só espera fechar a compra da gestão da Arena para dar o pontapé inicial em um de seus mais audaciosos projetos. A duplicação do faturamento do quadro social de R$ 5 milhões para R$ 10 milhões é considerada essencial para que o clube passe a ter folga financeira.
O Quadro Social já se mudou para a Arena. É um dos locais mais procurados em dias de partidas. Agora, com os portões da Arena abertos também durante a semana, também vê sua movimentação diária crescer. Mas, pela localização, ainda não conta com o fluxo da época do Olímpico.
CT e futebol
Se o cronograma for cumprido, o Grêmio não voltará a treinar no Olímpico em 2015. Concluída a pré-temporada, no final de janeiro, Felipão e os jogadores passarão a trabalhar no CT Luiz Carvalho, erguido às margens da freeway. O torcedor irá junto e poderá acompanhar as atividades numa arquibancada com capacidade para mil pessoas.
Junto com o estádio, o CT comporá com a Arena o novo cenário afetivo da torcida. O clube que viveu por 60 anos na Azenha passa a fazer parte definitiva da paisagem do Humaitá. O presidente eleito Romildo Bolzan Júnior sonha com um bairro com as casas pintadas com as cores do Grêmio.
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Dois anos depois da inauguração, o Grêmio finalmente assume a Arena como sua casa. Ainda que a compra da gestão esbarre na demora por parte da OAS em entregar a área desonerada, a mudança de endereço é irrevogável.
O Olímpico vive seus últimos dias. Não tem definida ainda a data para implosão, mas ficará praticamente vazio a partir de 30 de novembro, quando o último móvel for levado para o Humaitá.
O coração financeiro do clube passará a funcionar na Arena. Funcionários já se habituam a um itinerário maior para chegar ao emprego. O estádio agora abre seus portões diariamente e o pátio ganha vida, com maior circulação de pessoas.
— Passará a existir uma sensação de pertencimento à Arena que até então não existia — resume o vice-presidente Marcos Herrmann.
Tour de visitas
Para o torcedor, a Arena é atração mesmo quando o Grêmio não entra em campo. A cada mês, cerca de 4 mil pessoas passam pelo estádio, em excursões organizadas pela Futebol Tour. O interesse aumenta nessa época do ano, quando as escolas entram em férias. A visita, que dura uma hora e 10 minutos, é feita com guias e inclui cabines de imprensa, cadeiras superiores, camarotes, cadeiras gold, o auditório onde Felipão concede entrevistas, vestiário, zona mista, local em que circulam jogadores e jornalistas, e gramado. No fim do passeio, os participantes tiram uma foto ao lado de uma réplica do troféu da Libertadores, conquistadas em 1983 e 1995.
O ingresso custa R$ 30, mas estudantes, sócios e idosos pagam metade. O passeio é feito de quarta a domingo, entre 9h e 17h. A atividade rende R$ 80 mil mensais a Arena Porto-Alegrense.
GrêmioMania
Antes do jogo, as compras. A inauguração da megastore da GrêmioMania na Arena, dia 7 de dezembro, na última rodada do Brasileirão, resgatará uma tradição dos tempos de Olímpico: adquirir produtos oficiais do clube em dia de partida. Por jogo, a loja do antigo estádio vendia em média mil peças e arrecadava R$ 300 mil.
A megastore será o segundo ponto da GrêmioMania dentro da Arena. O primeiro, a GrêmioMania Express, ao lado do Quadro Social, fatura cerca de R$ 50 mil por jogo. Juntas, as duas darão ao clube a chance de ficar com parte do lucro gerado numa partida. Enquanto não adquire a gestão da Arena, o Grêmio nada leva das bilheterias.
No último Gre-Nal, a loja provisória de 300 m2, que irá funcionar até a abertura da Megastore, faturou cerca de R$ 100 mil.
— A Arena é ponto turístico por excelência e vai alavancar as vendas da loja — prevê o gerente João Basílio de Oliveira.
Quadro Social
O Grêmio só espera fechar a compra da gestão da Arena para dar o pontapé inicial em um de seus mais audaciosos projetos. A duplicação do faturamento do quadro social de R$ 5 milhões para R$ 10 milhões é considerada essencial para que o clube passe a ter folga financeira.
O Quadro Social já se mudou para a Arena. É um dos locais mais procurados em dias de partidas. Agora, com os portões da Arena abertos também durante a semana, também vê sua movimentação diária crescer. Mas, pela localização, ainda não conta com o fluxo da época do Olímpico.
CT e futebol
Se o cronograma for cumprido, o Grêmio não voltará a treinar no Olímpico em 2015. Concluída a pré-temporada, no final de janeiro, Felipão e os jogadores passarão a trabalhar no CT Luiz Carvalho, erguido às margens da freeway. O torcedor irá junto e poderá acompanhar as atividades numa arquibancada com capacidade para mil pessoas.
Junto com o estádio, o CT comporá com a Arena o novo cenário afetivo da torcida. O clube que viveu por 60 anos na Azenha passa a fazer parte definitiva da paisagem do Humaitá. O presidente eleito Romildo Bolzan Júnior sonha com um bairro com as casas pintadas com as cores do Grêmio.
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