Foto: Marcelo Oliveira / Agencia RBS
Há 7 bilhões de seres humanos respirando debaixo do sol. Outros tantos jazem sob a terra e multidões incontáveis já não são nem pó, são só lembrança, e muitos, muitos mais nem lembrança são, nada restou de sua passagem pelo planeta, a não ser, talvez, uma difusa e anônima herança genética.
É assim que é. Pessoas que amaram e foram amadas, que odiaram e foram odiadas, pessoas que sofreram, riram, choraram, viram coisas belas e feias, pessoas que se achavam importantes, que tinham certeza de que o mundo existia por elas e para elas, pessoas que fizeram a alegria ou a tristeza de outras pessoas, essas pessoas simplesmente desapareceram. Não há mais nada delas no mundo, nem jamais haverá. É como se elas não tivessem existido.
E não é diferente para a grande maioria dos seres humanos. O destino de quase todos nós é a escuridão e o esquecimento.
Mas não o de Alán Ruiz.
Por causa de 12 minutos, Alán Ruiz inscreveu seu nome na eternidade. Daqui a 50, a cem anos, a posteridade saberá que, numa tarde de domingo do começo do século 21, Alán Ruiz entrou no campo da Arena do Grêmio durante um Gre-Nal e, sob a vista de 47 mil torcedores, driblou, sofreu falta, marcou um gol de cabeça, sofreu mais faltas, brigou, discutiu, sofreu novas faltas, driblou de novo, chutou, marcou mais um gol, este com o pé, e comemorou na frente do banco do Inter, e causou grande confusão, e levou um cartão amarelo, e fez D’Alessandro perder a cabeça, e riu, e abraçou-se a Luiz Felipe e aos companheiros de time, e foi substituído, por fim.
Tudo isso aconteceu em 12 minutos.
Em 12 minutos você não vai do Centro ao Sarandi, em 12 minutos você não vê todo um capítulo de uma série de TV americana, em 12 minutos você não pinta um quadro, não escreve um livro, nem aprende uma língua nova. Uma árvore leva mais de 12 minutos para crescer e um homem precisa de muito mais do que 12 minutos para amadurecer.
E Alán Ruiz só precisou de 12 minutos para inscrever seu nome na História.
Para sempre, Alán Ruiz. Para sempre.
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É assim que é. Pessoas que amaram e foram amadas, que odiaram e foram odiadas, pessoas que sofreram, riram, choraram, viram coisas belas e feias, pessoas que se achavam importantes, que tinham certeza de que o mundo existia por elas e para elas, pessoas que fizeram a alegria ou a tristeza de outras pessoas, essas pessoas simplesmente desapareceram. Não há mais nada delas no mundo, nem jamais haverá. É como se elas não tivessem existido.
E não é diferente para a grande maioria dos seres humanos. O destino de quase todos nós é a escuridão e o esquecimento.
Mas não o de Alán Ruiz.
Por causa de 12 minutos, Alán Ruiz inscreveu seu nome na eternidade. Daqui a 50, a cem anos, a posteridade saberá que, numa tarde de domingo do começo do século 21, Alán Ruiz entrou no campo da Arena do Grêmio durante um Gre-Nal e, sob a vista de 47 mil torcedores, driblou, sofreu falta, marcou um gol de cabeça, sofreu mais faltas, brigou, discutiu, sofreu novas faltas, driblou de novo, chutou, marcou mais um gol, este com o pé, e comemorou na frente do banco do Inter, e causou grande confusão, e levou um cartão amarelo, e fez D’Alessandro perder a cabeça, e riu, e abraçou-se a Luiz Felipe e aos companheiros de time, e foi substituído, por fim.
Tudo isso aconteceu em 12 minutos.
Em 12 minutos você não vai do Centro ao Sarandi, em 12 minutos você não vê todo um capítulo de uma série de TV americana, em 12 minutos você não pinta um quadro, não escreve um livro, nem aprende uma língua nova. Uma árvore leva mais de 12 minutos para crescer e um homem precisa de muito mais do que 12 minutos para amadurecer.
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Para sempre, Alán Ruiz. Para sempre.
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