A maior marca do Grêmio, por décadas, foi a raça: a “imortalidade”, a força, dar a vida em campo. O Grêmio era o mais temido na América do Sul, ou um dos mais respeitados. Ninguém queria pegar o Grêmio, que vencia argentinos grandes e outros times grandes até cota de casa, calava multidões, não se entregava. O Grêmio da Batalha dos Aflitos.
Lá no comecinho, o Grêmio do lendário goleiro Eurico Lara que jogou um Grenal com tuberculose em 1935 — já era tenente do Exército —, desaconselhado por médicos: o Imortal venceu, Lara fez uma grande partida, e logo após partiu. Antes e depois dele vieram tantos outros: O Grêmio de Kannemann, Geromel, Arthur Melo, Dinho, Goiano, Danrlei, Jardel, Felipão na casamata; e, antes deles, tantos outros como Airton Pavilhão, De León, Renato Portaluppi, Adílson, Eivarila, Arce,
Tiraram o Grêmio do próprio Grêmio, hoje um time anêmico, inofensivo e cagão. Joga mole, com medo, não busca o resultado, faz um gol e se fecha. Tem complexo de inferioridade.
Contrataram jogadores que não têm nada a ver com o Grêmio ultimamente. Mandamos mais de 20 embora, não fez muita diferença. Resta se desfazer de uns 5 ou 6, e arrumar 3 ou 4 titulares, isso sem contar as possíveis vendas do meio do ano e as voltas de Villasanti e Marlon, com a permanência de Arthur. De que vale contas em dia, sem títulos e brigando contra a B sempre? Grêmio nem está entre os que mais devem no Brasil, embora alguns pareçam querer carimbar essa imagem no clube. Embora a situação econômica seja delicada — em que clube no Brasil, exceto talvez o Flamengo, não é?
O bom é que o Clube de Todos continua revelando bons jogadores e até craques, como é sua tradução: a base tem sido muito aproveitada por Luís Castro, que “descobriu” Viery, Pedro Gabriel e um Mec que rende como meia centralizado. Ainda está fazendo testes.
SALVEM NOSSO GRÊMIO
Sobre o “caraveleiro”, nosso portuga que tem muito prestígio em Portugal, apesar de não tantos títulos, me compadeço, em parte: “Não pensei que seria tão difícil trabalhar no Grêmio”. Ele admite. Surpreendeu-se com o tamanho do Maior do Sul. Não é fácil ser Grêmio. Mas ele acredita e quer continuar, apesar dos percalços como a Rosa contra o Flamengo na Arena.
Estamos há quase uma década — quase — sem nossa alma, sem títulos relevantes, fazendo fiasco e rasgando dinheiro em gestões suspeitas. E caminhando em campo.
E WU tenho dito: o problema do Grêmio é espiritual. Mesmo na visão de um ateu. Perdeu sua alma. Sua essência. Sua grandeza, ao menos dentro de campo.
Mas tudo pode mudar.
E vai ser, como está sendo, muito duro. Haverá “choro e ranger de dentes”, sangue escorrendo na testa como em Hugo De León ao erguer a taça do Mundial — sim, Mundial Toyota, mas intercontinental reconhecido como Mundial pela CBF, não obstante os gritos daquele time vermelho dos anos 2000.
Para terminar: a torcida do Grêmio urra “Inter cagão”. Agora, os cagões são nossos atletas. Nosso time. Devo elogiar o rival que, sem tanta qualidade técnica, corre o jogo inteiro e não tem medo de ganhar. Não é a torcida do Grêmio que é cagona: estamos é mal-representados em campo. Ainda somos a mais fanática e engajada do país. “Até à pé nos iremos, para o que der e vier.”
Faça algo por nós, time do Grêmio, Luís Castro, direção do ameno, mas vitorioso Ico Roman. Joguem tanto quanto cantamos e amamos nosso clube. Tenham o coração na ponta da espada do Mosqueteiro.
Coração. Estamos tristes, “o coração do tamanho de uma ervilha” como escreveu uma vez o saudoso gremistão David Coimbra. A bola do tamanho de uma ervilha. O futebol do tamanho de uma ervilha.
E não sabemos, nós, gremistas de verdade, ser na vida outra coisa (Paulo Sant’Anna). Salvem nosso Grêmio, nossos gremistas, nossa história bonita e emocionante. Devolvam o Grêmio ao que ele nasceu para ser.
Restituam-nos o orgulho de ser gremista, e de ver nossos guerreiros dando a alma em campo para vencer e erguer taças. Ainda tem jeito. Quem ama tem esperança. Mas precisa de ação, ousadia, persistência. Virem o Grêmio do avesso, se necessário, para despertar nosso Grêmio de seu estado de coma. O Grêmio não vai morrer, não pode morrer. E eis a hora de aprender de novo a lutar e a ser Grêmio. Agora.
VEJA TAMBÉM
- Grêmio vira vitrine mundial com jogadores na pré-lista da Copa
- Grêmio recebe definição surpreendente sobre Villasanti na Copa do Mundo
- Tricolor amarga sequência de seis jogos sem gols e afunda na crise ofensiva do Brasileirão
Lá no comecinho, o Grêmio do lendário goleiro Eurico Lara que jogou um Grenal com tuberculose em 1935 — já era tenente do Exército —, desaconselhado por médicos: o Imortal venceu, Lara fez uma grande partida, e logo após partiu. Antes e depois dele vieram tantos outros: O Grêmio de Kannemann, Geromel, Arthur Melo, Dinho, Goiano, Danrlei, Jardel, Felipão na casamata; e, antes deles, tantos outros como Airton Pavilhão, De León, Renato Portaluppi, Adílson, Eivarila, Arce,
Tiraram o Grêmio do próprio Grêmio, hoje um time anêmico, inofensivo e cagão. Joga mole, com medo, não busca o resultado, faz um gol e se fecha. Tem complexo de inferioridade.
Contrataram jogadores que não têm nada a ver com o Grêmio ultimamente. Mandamos mais de 20 embora, não fez muita diferença. Resta se desfazer de uns 5 ou 6, e arrumar 3 ou 4 titulares, isso sem contar as possíveis vendas do meio do ano e as voltas de Villasanti e Marlon, com a permanência de Arthur. De que vale contas em dia, sem títulos e brigando contra a B sempre? Grêmio nem está entre os que mais devem no Brasil, embora alguns pareçam querer carimbar essa imagem no clube. Embora a situação econômica seja delicada — em que clube no Brasil, exceto talvez o Flamengo, não é?
O bom é que o Clube de Todos continua revelando bons jogadores e até craques, como é sua tradução: a base tem sido muito aproveitada por Luís Castro, que “descobriu” Viery, Pedro Gabriel e um Mec que rende como meia centralizado. Ainda está fazendo testes.
SALVEM NOSSO GRÊMIO
Sobre o “caraveleiro”, nosso portuga que tem muito prestígio em Portugal, apesar de não tantos títulos, me compadeço, em parte: “Não pensei que seria tão difícil trabalhar no Grêmio”. Ele admite. Surpreendeu-se com o tamanho do Maior do Sul. Não é fácil ser Grêmio. Mas ele acredita e quer continuar, apesar dos percalços como a Rosa contra o Flamengo na Arena.
Estamos há quase uma década — quase — sem nossa alma, sem títulos relevantes, fazendo fiasco e rasgando dinheiro em gestões suspeitas. E caminhando em campo.
E WU tenho dito: o problema do Grêmio é espiritual. Mesmo na visão de um ateu. Perdeu sua alma. Sua essência. Sua grandeza, ao menos dentro de campo.
Mas tudo pode mudar.
E vai ser, como está sendo, muito duro. Haverá “choro e ranger de dentes”, sangue escorrendo na testa como em Hugo De León ao erguer a taça do Mundial — sim, Mundial Toyota, mas intercontinental reconhecido como Mundial pela CBF, não obstante os gritos daquele time vermelho dos anos 2000.
Para terminar: a torcida do Grêmio urra “Inter cagão”. Agora, os cagões são nossos atletas. Nosso time. Devo elogiar o rival que, sem tanta qualidade técnica, corre o jogo inteiro e não tem medo de ganhar. Não é a torcida do Grêmio que é cagona: estamos é mal-representados em campo. Ainda somos a mais fanática e engajada do país. “Até à pé nos iremos, para o que der e vier.”
Faça algo por nós, time do Grêmio, Luís Castro, direção do ameno, mas vitorioso Ico Roman. Joguem tanto quanto cantamos e amamos nosso clube. Tenham o coração na ponta da espada do Mosqueteiro.
Coração. Estamos tristes, “o coração do tamanho de uma ervilha” como escreveu uma vez o saudoso gremistão David Coimbra. A bola do tamanho de uma ervilha. O futebol do tamanho de uma ervilha.
E não sabemos, nós, gremistas de verdade, ser na vida outra coisa (Paulo Sant’Anna). Salvem nosso Grêmio, nossos gremistas, nossa história bonita e emocionante. Devolvam o Grêmio ao que ele nasceu para ser.
Restituam-nos o orgulho de ser gremista, e de ver nossos guerreiros dando a alma em campo para vencer e erguer taças. Ainda tem jeito. Quem ama tem esperança. Mas precisa de ação, ousadia, persistência. Virem o Grêmio do avesso, se necessário, para despertar nosso Grêmio de seu estado de coma. O Grêmio não vai morrer, não pode morrer. E eis a hora de aprender de novo a lutar e a ser Grêmio. Agora.
VEJA TAMBÉM
- Grêmio vira vitrine mundial com jogadores na pré-lista da Copa
- Grêmio recebe definição surpreendente sobre Villasanti na Copa do Mundo
- Tricolor amarga sequência de seis jogos sem gols e afunda na crise ofensiva do Brasileirão

Comentários
Enviar Comentário
Aplicativo Gremio Avalanche
Leia também
Grêmio se prepara intensamente para o duelo decisivo contra o Confiança na Copa do Brasil
Dificuldades táticas do Grêmio geram urgência por reavaliação na sequência da temporada
Grêmio vira vitrine mundial com jogadores na pré-lista da Copa
Grêmio recebe definição surpreendente sobre Villasanti na Copa do Mundo
Tricolor amarga sequência de seis jogos sem gols e afunda na crise ofensiva do Brasileirão
Sondagens do exterior agitam futuro de Tiaguinho no Grêmio
O Imortal está em coma: o Grêmio perdeu a identidade do próprio Grêmio
Grêmio mexe no tabuleiro e tenta Arboleda em negociação polêmica
Grêmio arma jogada ousada e mira Arboleda em troca surpreendente com o São Paulo
Grêmio toma decisão bombástica e barra Amuzu em meio ao caos do rebaixamento!
Grêmio prioriza competições e segura Amuzu, peça-chave no ataque, para sequência decisiva
Grêmio se reapresenta sob pressão e foca na recuperação para duelo decisivo contra o Confiança
Recuperação de Pedro Gabriel é luz no fim do túnel para Grêmio em crise na Série A
Grêmio enfrenta crise após derrota para o Flamengo e precisa de reação imediata na tabela
Atenção do Lille por Gabriel Mec e Ryan Roberto acende alerta no Grêmio em meio a desafios decisivos
Clube francês mira promessa do Grêmio!
Pedro Gabriel sai machucado, Grêmio perde em casa para o Flamengo e crise aumenta no Brasileirão
Grêmio volta para o Z4 após derrota em casa para o Flamengo e pressão aumenta
Lesão grave de Pedro Gabriel agrava drama do Grêmio!