Marcação organizada do Grêmio: Luan vigiando Willians, F.Bastos cuidando de D'Alessandro e laterais bem fechadas com Pará/Ramiro, Zé Roberto/Dudu | REPRODUÇÃO PFC
A expectativa para o Gre-Nal 403 na Arena do tricolor gaúcho, além da disputa saturada de rivalidade, era de um duro duelo tático entre Luiz Felipe Scolari e Abel Braga: equipes espelhadas no 4-1-4-1, forte bloqueio no meio-campo. Alta intensidade.
O aniversariante Felipão desmontou tudo com movimentação e dribles. Barcos saía da área buscando os flancos e arrastando a marcação. Abria espaços para as diagonais de Dudu e as infiltrações de Luan e Ramiro, que saiu da função de volante e passou a ser meia pela direita na variação para o 4-2-3-1 que encaixava melhor com o desenho do rival. Quarteto ofensivo que se procurava para tabelas e arriscava jogadas individuais.
Sem a bola, Fellipe Bastos auxiliava Zé Roberto no cerco a D'Alessandro. Wallace ficava com Alex ou Alan Patrick e Pará esperava as descidas de Alan Ruschel. Pelo centro, Luan pressionava Willians e complicava ainda mais a saída de bola colorada, obrigando Aránguiz a recuar.
Grêmio no 4-2-3-1 com movimentação na frente e Fellipe Bastos ajudando Zé Roberto contra D'Alessandro e Aránguiz, os talentos do 4-1-4-1 do Inter.
Cenário que não mudou no início da segunda etapa. Luan novamente aparecendo no centro e servindo Ramiro. Diagonal e conclusão precisas. Barcos? O argentino estava recuado, novamente confundindo a marcação. Decisivo sem um mísero toque na bola dentro da área adversária.
Mapa de toques de Barcos: presença mais forte pelos lados, ressaltando a movimentação do centroavante, e nenhum toque dentro da área adversária.
Com a grande desvantagem, Abel mandou a campo Rafael Moura no lugar de Alan Patrick. D'Alessandro centralizou, Nilmar abriu pela direita. O "He-Man" acertou belo chute para reequilibrar as forças e manter o ritmo eletrizante. Com Valdívia na vaga de Alex, mais velocidade à esquerda.
Felipão respondeu com Giuliano no lugar de Ramiro e depois a substituição que decidiria o clássico: Alan Ruiz na vaga de Luan. No 4-2-3-1 mais definido, o meia argentino resolveu com dois gols - completando bola parada de Giuliano e depois limpando a marcação e batendo no canto esquerdo de Alisson.
Colorado mais ofensivo com Rafael Moura e Valdivia buscou a reação, mas o tricolor gaúcho definiu com Giuliano e Alan Ruiz.
Também provocou os colorados e teve que encarar a fúria de D'Alessandro. Temendo a expulsão do meia, Felipão trocou por Mateus Biteco para enfim atuar com duas linhas de quatro, o volante Wallace entre elas e Barcos na frente. Pragmatismo para administrar a goleada.
Tarde feliz para Felipão e gremistas: fim da invencibilidade colorada nos últimos nove confrontos - cinco vitórias do Inter e quatro empates, desde agosto de 2012. Os 4 a 1 se refletiram nos números: 56% de posse, 15 a nove em finalizações - nove contra quatro no alvo. Nove dribles certos contra apenas dois do time de Abel.
Improviso e movimentação foram as chaves da vitória no clássico. Podem ajudar o Grêmio a seguir no G-4, deixando o arquirrival pelo caminho.
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Sem a bola, Fellipe Bastos auxiliava Zé Roberto no cerco a D'Alessandro. Wallace ficava com Alex ou Alan Patrick e Pará esperava as descidas de Alan Ruschel. Pelo centro, Luan pressionava Willians e complicava ainda mais a saída de bola colorada, obrigando Aránguiz a recuar.
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Felipão respondeu com Giuliano no lugar de Ramiro e depois a substituição que decidiria o clássico: Alan Ruiz na vaga de Luan. No 4-2-3-1 mais definido, o meia argentino resolveu com dois gols - completando bola parada de Giuliano e depois limpando a marcação e batendo no canto esquerdo de Alisson.
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