Marcelo Grohe e Alisson medirão forças no Gre-Nal (Foto: Eduardo Deconto/GloboEsporte.com e Alexandre Lops/Inter)
O Gre-Nal 403 colocará frente a frente dois goleiros formados na base de seus respectivos clubes. Marcelo Grohe pelo Grêmio, e Alisson pelo Inter. O primeiro, após longo período na reserva, alcançou o posto com o passar dos anos e se tornou fundamental com seu repertório de “milagres”. É experiente em clássicos pelo profissional - atua desde 2006. O rival ganhou a confiança do técnico Abel Braga logo na sua estreia pelo Brasileirão, e não saiu mais do time. Passou à frente até de Dida. Mas irá para seu primeiro Gre-Nal no time principal.
Também se destaca pelas defesas difíceis, e é mais novo que Marcelo. Tem 22 anos, enquanto o gremista, 27. Com esses currículos, os dois medirão forças no próximo domingo, às 17h, na Arena, pela 33ª rodada.
Jogador do Grêmio desde 2000, Marcelo Grohe passou por todas as divisões inferiores até ser integrado aos profissionais em 2005 - ano em que a equipe disputou a Série B do Brasileirão, e que não houve Gre-Nal. Sendo assim, o primeiro clássico defendendo o gol da equipe principal foi em 1º de abril de 2006. Não foi vazado. O placar fechou em 0 a 0.

No somatório dos 15 embates disputados na equipe principal, porém, sofreu 22 gols. Foram três vitórias, quatro derrotas e sete empates. Além de uma igualdade em 1 a 1 no placar no tempo normal, que terminou com derrota nos pênaltis: 4 a 2 para os colorados. O goleiro conseguiu passar imune, fechando a meta, em cinco partidas.
Fez grandes defesas, como no 1 a 1 do primeiro clássico deste ano, mas passou por momentos complicados ao sair mal do gol, como no Gre-Nal dos 4 a 1, na decisão do Gauchão, também em 2014.
Mas não são só os confrontos contra o Inter que constroem a trajetória de Grohe. Suas boas atuações, que se consolidaram nesta temporada, principalmente pelas atuações na Libertadores e no Brasileiro, foram coroadas com a seleção brasileira. Foi convocado pelo técnico Dunga para jogos diante de Argentina e Japão. Chamado de última hora por precaução, já que Jefferson se recuperava de uma luxação em um dos dedos da mão, não chegou a atuar, mas comemorou a conquista.
- Essa, profissionalmente, é a notícia mais emocionante. Já tive convocação em base, mas agora é diferente. É um sonho, onde todo jogador quer chegar. Orgulho de representar o país - disse, quando recebeu o comunicado, através do diretor dexecutivo do Grêmio, Rui Costa.
Alisson iniciou pelo mesmo caminho. Passou por todas as categorias da base colorada, e foi integrado aos profissionais em 2012. É irmão de Muriel, primeiro reserva do ex-titular, Dida. Dois anos depois de "subir" de grupo, o goleiro tornou-se dono da meta recentemente. São cinco jogos à frente do gol do Inter, com muitos elogios de Abel.
- Ele (Dida) é um ídolo nacional. É muito importante ter o apoio dele e a experiência que nos passa no dia a dia. Fico muito feliz em trabalhar com goleiros de qualidade. O Inter tem quatro excelentes goleiros. Isso é muito importante, além da nossa união. O que estiver jogando dará o seu melhor porque sabe que tem goleiros tão bons - destacou, em entrevista especial ao GloboEsporte.com.
Defesas difíceis: médias próximas
No Brasileirão, Marcelo Grohe é um dos jogadores que mais atuou pelo Grêmio. Tem 29 jogos dos 32 já disputados. Nesse período, contabiliza 42 defesas difíceis, com uma média de 1,4 por partida. Permaneceu sem sofrer gols por 854min39s, até voltar a ser vazado em pênalti batido por Rogério Ceni, na derrota por 1 a 0, na 26ª rodada.

E se nos números os goleiros se aproximam, fora dos gramados Marcelo Grohe e Alisson também têm uma ligação. Da mesma região do Rio Grande do Sul, no Vale do Sinos, eles viajavam para treinar em Porto Alegre juntos. Se conheceram ainda "guris", e continuam mantendo contato. Ao GloboEsporte.com, o colorado comentou sobre a relação com o gremista, e fez elogios a ele.
- O Marcelo é um espelho. Conheço ele. Chegamos a vir na mesma van, somos da mesma região, ele é de Campo Bom, e eu sou de Novo Hamburgo. Viemos juntos por quase um ano e pude conhecê-lo. É uma grande pessoa, um grande goleiro, tanto que foi coroado com a convocação para a Seleção. É um exemplo para todo o jovem que vem da base, que almeja algo maior, que é jogar por um grande clube - relatou.
O clima de amizade e elogios ficarão fora do campo a partir das 17h de domingo, quando cada um defenderá a meta de seu clube em busca da vitória no clássico, que ganhou ainda maior importância pelo fato de Grêmio e Inter ainda lutarem por vaga na Libertadores do ano que vem.
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O Gre-Nal 403 colocará frente a frente dois goleiros formados na base de seus respectivos clubes. Marcelo Grohe pelo Grêmio, e Alisson pelo Inter. O primeiro, após longo período na reserva, alcançou o posto com o passar dos anos e se tornou fundamental com seu repertório de “milagres”. É experiente em clássicos pelo profissional - atua desde 2006. O rival ganhou a confiança do técnico Abel Braga logo na sua estreia pelo Brasileirão, e não saiu mais do time. Passou à frente até de Dida. Mas irá para seu primeiro Gre-Nal no time principal.
Também se destaca pelas defesas difíceis, e é mais novo que Marcelo. Tem 22 anos, enquanto o gremista, 27. Com esses currículos, os dois medirão forças no próximo domingo, às 17h, na Arena, pela 33ª rodada.
Jogador do Grêmio desde 2000, Marcelo Grohe passou por todas as divisões inferiores até ser integrado aos profissionais em 2005 - ano em que a equipe disputou a Série B do Brasileirão, e que não houve Gre-Nal. Sendo assim, o primeiro clássico defendendo o gol da equipe principal foi em 1º de abril de 2006. Não foi vazado. O placar fechou em 0 a 0.

No somatório dos 15 embates disputados na equipe principal, porém, sofreu 22 gols. Foram três vitórias, quatro derrotas e sete empates. Além de uma igualdade em 1 a 1 no placar no tempo normal, que terminou com derrota nos pênaltis: 4 a 2 para os colorados. O goleiro conseguiu passar imune, fechando a meta, em cinco partidas.
Fez grandes defesas, como no 1 a 1 do primeiro clássico deste ano, mas passou por momentos complicados ao sair mal do gol, como no Gre-Nal dos 4 a 1, na decisão do Gauchão, também em 2014.
Mas não são só os confrontos contra o Inter que constroem a trajetória de Grohe. Suas boas atuações, que se consolidaram nesta temporada, principalmente pelas atuações na Libertadores e no Brasileiro, foram coroadas com a seleção brasileira. Foi convocado pelo técnico Dunga para jogos diante de Argentina e Japão. Chamado de última hora por precaução, já que Jefferson se recuperava de uma luxação em um dos dedos da mão, não chegou a atuar, mas comemorou a conquista.
- Essa, profissionalmente, é a notícia mais emocionante. Já tive convocação em base, mas agora é diferente. É um sonho, onde todo jogador quer chegar. Orgulho de representar o país - disse, quando recebeu o comunicado, através do diretor dexecutivo do Grêmio, Rui Costa.
Alisson iniciou pelo mesmo caminho. Passou por todas as categorias da base colorada, e foi integrado aos profissionais em 2012. É irmão de Muriel, primeiro reserva do ex-titular, Dida. Dois anos depois de "subir" de grupo, o goleiro tornou-se dono da meta recentemente. São cinco jogos à frente do gol do Inter, com muitos elogios de Abel.
- Ele (Dida) é um ídolo nacional. É muito importante ter o apoio dele e a experiência que nos passa no dia a dia. Fico muito feliz em trabalhar com goleiros de qualidade. O Inter tem quatro excelentes goleiros. Isso é muito importante, além da nossa união. O que estiver jogando dará o seu melhor porque sabe que tem goleiros tão bons - destacou, em entrevista especial ao GloboEsporte.com.
Defesas difíceis: médias próximas
No Brasileirão, Marcelo Grohe é um dos jogadores que mais atuou pelo Grêmio. Tem 29 jogos dos 32 já disputados. Nesse período, contabiliza 42 defesas difíceis, com uma média de 1,4 por partida. Permaneceu sem sofrer gols por 854min39s, até voltar a ser vazado em pênalti batido por Rogério Ceni, na derrota por 1 a 0, na 26ª rodada.

E se nos números os goleiros se aproximam, fora dos gramados Marcelo Grohe e Alisson também têm uma ligação. Da mesma região do Rio Grande do Sul, no Vale do Sinos, eles viajavam para treinar em Porto Alegre juntos. Se conheceram ainda "guris", e continuam mantendo contato. Ao GloboEsporte.com, o colorado comentou sobre a relação com o gremista, e fez elogios a ele.
- O Marcelo é um espelho. Conheço ele. Chegamos a vir na mesma van, somos da mesma região, ele é de Campo Bom, e eu sou de Novo Hamburgo. Viemos juntos por quase um ano e pude conhecê-lo. É uma grande pessoa, um grande goleiro, tanto que foi coroado com a convocação para a Seleção. É um exemplo para todo o jovem que vem da base, que almeja algo maior, que é jogar por um grande clube - relatou.
O clima de amizade e elogios ficarão fora do campo a partir das 17h de domingo, quando cada um defenderá a meta de seu clube em busca da vitória no clássico, que ganhou ainda maior importância pelo fato de Grêmio e Inter ainda lutarem por vaga na Libertadores do ano que vem.
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