Grêmio chega a 10º jogo sem repetir time ideal


Fonte: Globoesporte.com

Foto: Lucas Uebel/Grêmio
Ora com Jael, na Libertadores, ora com André, pelo Brasileirão, Renato Portaluppi conduziu o Grêmio maio adentro com duas goleadas seguidas em atuações de gala, dignas de encantar o Brasil: 5 a 0 no Cerro Porteño, no dia 1º, e 5 a 1 no Santos, no dia 6. Ali, o técnico tinha a formação considerada ideal à disposição para apresentar um futebol que não foi repetido desde então. E graças às baixas que afligem o Tricolor desde então e o fazem chegar ao 10º jogo consecutivo sem ter os 11 titulares à disposição.



"Em desmanche", o elenco gremista desembarcou no Recife nesta segunda-feira sem cinco dos titulares – e com Ramiro como dúvida – para encarar o Sport na quarta-feira, às 19h30, na Ilha do Retiro, pela 12ª rodada do Brasileirão. Ao todo são 11 baixas para a partida. Uma rotina na vida da equipe que, ainda assim, se mantém na ponta de cima da tabela, às vésperas da última partida antes da parada da Copa do Mundo. O Grêmio é quarto colocado, com 19 pontos somados.

Não à toa, Renato exalta, e muito, o elenco gremista. Em meio a um calendário atribulado por três competições diferentes e um jogo a cada três dias, o treinador admite a queda de rendimento de sua equipe, em termos de nível de atuação. Mas faz questão de exaltar os resultados: além do G-4, o Tricolor avançou com a segunda melhor campanha da fase de grupos da Libertadores e se classificou às quartas de final da Copa do Brasil.

– O Grêmio não vem jogando aquele futebol que vinha encantando o Brasil. Não fico me queixando de jogadores que ficam fora. Mas temos jogado sempre sem quatro ou cinco titulares. É normal cair um pouquinho de produção. Mas seguimos no G-4, a um ponto do vice-líder. Agora, com a Copa, vamos recuperar os jogadores, a parte tática, parte técnica. O meu time não vem mal. Só não está repetindo as atuações que vinha tendo – afirma o treinador.

Renato fala em "quatro a cinco jogadores" como desfalques a cada partida. E tem certa razão. Após a goleada por 5 a 1 sobre o Santos, em 6 de maio, o técnico optou por preservar todos os seus titulares com uma equipe reserva para bater o Goiás por 2 a 0 na Arena, pela Copa do Brasil. Desde então, sempre teve ao menos dois desfalques entre os titulares para escalar sua equipe nas nove partidas seguintes.

Ao longo dos últimos nove jogos, o técnico teve Jael, Arthur e Léo Moura como desfalques em seis, nove partidas e três partidas, respectivamente – o volante voltou contra o Palmeiras, ao passo que o lateral e o centroavante estiveram em campo contra o América-MG. Sem contar as baixas das peças de reposição imediatas. São os casos de Michel e Alisson, que perderam os últimos sete jogos devido a problemas musculares e só retornam após a Copa do Mundo.

Nesta quarta-feira, Renato não contará com Kannemann e Luan, preservados, Maicon, que se recupera de problema muscular na panturrilha (não informada qual) e Everton, suspenso após receber o terceiro cartão amarelo. O quarteto se soma a Pedro Geromel, convocado por Tite para a Seleção e baixa há sete jogos.

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