Grêmio x Real: diferença no faturamento é a maior entre finais Brasil x Europa
Rodrigo Capelo compara números de finais do Mundial envolvendo brasileiros desde 2005. Faturamento do clube merengue é quase 10 vezes maior. Menor diferença foi entre Corinthians x Chelsea
O "abismo" entre Real Madrid e Grêmio, tão discutido antes e depois da decisão do Mundial de Clubes, é o maior entre clubes brasileiros e europeus que se enfrentaram na competição da Fifa levando em consideração o faturamento. O jornalista Rodrigo Capelo, da revista Época, comparou a discrepância financeira de outras finais (no formato atual) e nenhuma se equipara aos números dos finalistas desta edição: o clube merengue fatura 9,6 vezes mais - R$ 2,5 bilhões, contra 266 milhões.
A menor diferença nesse quesito aparece na comparação entre Corinthians x Chelsea, que se enfrentaram na decisão de 2012. O Timão, com faturamento de R$ 359 milhões na época, levou a melhor sobre o clube europeu, que levava vantagem no aspecto financeiro, mas nada "surreal" - a diferença era de 2,3 vezes a favor dos ingleses. O "Redação SporTV" repercutiu o levantamento.
- Isso ajuda a explicar um jogo bem mais equilibrado do que o que a gente viu este ano, por exemplo - disse o apresentador André Rizek.
Para o jornalista, diante do cenário atual, será muito difícil que um brasileiro chegue novamente ao Mundial de Clubes em condições reais a um rival europeu.
- Corinthians, Inter e São Paulo foram os únicos sul-americanos que conseguiram derrubar um europeu no Mundial da Fifa. Nesses três casos, havia uma questão em comum: os europeus não chegaram no Mundial em um grande momento, não eram o bicho-papão como o Barcelona em 2011; o time brasileiro fez a atuação da vida dele, deu muita sorte e, no caso de São Paulo e Corinthians, tiveram um goleiro em noite espírita (Ceni e Cássio). Se você não tiver vários fatores como esses, não veremos um clube brasileiro ser campeão do mundo tão cedo - disse.
No levantamento, Capelo comparou as últimas cinco finais envolvendo brasileiros e europeus. Capelo citou exemplos do elenco ao comparar Real Madrid e Grêmio.
- A maior desigualdade é a de 2017. Para o torcedor entender a diferença, se o Grêmio tivesse um pouco mais de faturamento, talvez não tivesse vendido o Pedro Rocha (atacante) no meio da temporada. Se o Real Madrid tivesse menos, talvez não tivesse um Bale para colocar no segundo tempo. Então, esse poderio financeiro faz diferença nesse sentido - comparou.
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