Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS
O goleiro Aranha registrou no começo da tarde desta sexta-feira uma ocorrência contra os torcedores que cometeram atos de racismo no jogo entre Grêmio e Santos na Arena nesta quinta-feira. O jogador compareceu à 4ª Delegacia de Polícia por volta das 13h30min, acompanhado de um segurança do Santos.
Em seu depoimento, Aranha disse que, perto dos 30 minutos do segundo tempo, ele começou a ouvir ofensas de alguns torcedores que estavam atrás do gol, e tentou chamar a atenção do árbitro, sem sucesso.
Com a representação do goleiro, o Ministério Público poderá abrir o processo por injúria racial, quando alguém se utiliza do argumento da raça para ofender a honra de outra pessoa. Sem o registro da ocorrência, a única possibilidade seria a abertura do processo por racismo, que dispensa a representação. Para os dois crimes, a pena varia entre um e três anos de reclusão.
— Me parece que o fato configura injúria racial, porque o interesse dos torcedores era atingir a diginidade do jogador. Em geral o crime de racismo se dirige a todo um segmento — explica o promotor de Justiça do Torcedor, José Francisco Seabra Mendes Júnior.
Segundo o promotor, após a identificação dos torcedores, será pedida uma medida cautelar para proibir os envolvidos de frequentar os jogos enquanto o processo estiver tramitando.
— Caso essas pessoas sejam de torcidas organizadas, veremos com o Batalhão de Operações Especiais (BOE) e com a Federação Gaúcha de Futebol a possibilidade de suspendê-las também.
Identificada em imagens feitas pela ESPN, a torcedora Patrícia Moreira, que aparece gritando "macaco" no vídeo, foi afastada de suas atividades no Centro Médico Odontológico nesta sexta-feira. Os outros torcedores ainda não foram identificados.
O Grêmio, que já foi multado em R$ 80 mil neste ano, por ofensas dirigidas pela torcida ao zagueiro Paulão, do Inter, na decisão do Gauchão, também deve sofrer punições. O clube pode perder mandos de jogo ou até ser excluído da Copa do Brasil pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
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Em seu depoimento, Aranha disse que, perto dos 30 minutos do segundo tempo, ele começou a ouvir ofensas de alguns torcedores que estavam atrás do gol, e tentou chamar a atenção do árbitro, sem sucesso.
Com a representação do goleiro, o Ministério Público poderá abrir o processo por injúria racial, quando alguém se utiliza do argumento da raça para ofender a honra de outra pessoa. Sem o registro da ocorrência, a única possibilidade seria a abertura do processo por racismo, que dispensa a representação. Para os dois crimes, a pena varia entre um e três anos de reclusão.
— Me parece que o fato configura injúria racial, porque o interesse dos torcedores era atingir a diginidade do jogador. Em geral o crime de racismo se dirige a todo um segmento — explica o promotor de Justiça do Torcedor, José Francisco Seabra Mendes Júnior.
Segundo o promotor, após a identificação dos torcedores, será pedida uma medida cautelar para proibir os envolvidos de frequentar os jogos enquanto o processo estiver tramitando.
— Caso essas pessoas sejam de torcidas organizadas, veremos com o Batalhão de Operações Especiais (BOE) e com a Federação Gaúcha de Futebol a possibilidade de suspendê-las também.
Identificada em imagens feitas pela ESPN, a torcedora Patrícia Moreira, que aparece gritando "macaco" no vídeo, foi afastada de suas atividades no Centro Médico Odontológico nesta sexta-feira. Os outros torcedores ainda não foram identificados.
O Grêmio, que já foi multado em R$ 80 mil neste ano, por ofensas dirigidas pela torcida ao zagueiro Paulão, do Inter, na decisão do Gauchão, também deve sofrer punições. O clube pode perder mandos de jogo ou até ser excluído da Copa do Brasil pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
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